Há pouco tempo atrás, vi uma postagem, acho que é uma frase de Freud, que dizia:- " Antes de diagnosticar-se com depressão ou baixa estima, certifique-se de que não está cercado por idiotas. "
Marquei com mais um porque achei muito profundo, e até compartilhei.
Hoje, em outro estado de espírito, não sentindo mais pena de mim mesma, veio-me outra pergunta à cabeça:- " E se era eu que estava sendo idiota? "
É para refletir.
(Juracy Lérco em 28-12-2014)
Oh, céus!
Às vezes, ficamos tão obcecados por um amor não correspondido, sofremos tanto, que acabamos desabafando a história toda com um amigo.
De repente, aquele que ouviu o nosso desabafo, com um olhar indefinível, nos diz:-
" Nunca pensei que você fosse capaz de amar assim, pensei que só eu amasse você assim ".
Oh, céus!
(Juracy Lérco em 28-12-2014)
De repente, aquele que ouviu o nosso desabafo, com um olhar indefinível, nos diz:-
" Nunca pensei que você fosse capaz de amar assim, pensei que só eu amasse você assim ".
Oh, céus!
(Juracy Lérco em 28-12-2014)
O Encontro
A Vida decidiu que nos encontrássemos.
Aconteceu.
Porém, éramos muito jovens, não estávamos preparados para um compromisso que definiria o nosso futuro.
Tomamos direções opostas. Você se foi e construiu uma vida.
Eu fiquei e construí uma vida.
Mas essas vidas não eram o que a Vida havia escolhido para nós.
Passaram-se cinquenta anos e a Vida disse a você que devia procurar-me. Você me encontrou, ficamos frente a frente de novo. Era agora, tinha que ser agora.
Eu acreditei que finalmente entendia o que a Vida queria de nós. Entendia o presente que recebemos, a segunda chance que poucos recebem.
Quase nos encontramos.
Você não entendeu e escolheu voltar para a sua vida.
E eu fiquei, com o olhar perdido, tentando entender o significado do encontro que não aconteceu.
(Por Juracy Lérco em 26-12-2014)
Aconteceu.
Porém, éramos muito jovens, não estávamos preparados para um compromisso que definiria o nosso futuro.
Tomamos direções opostas. Você se foi e construiu uma vida.
Eu fiquei e construí uma vida.
Mas essas vidas não eram o que a Vida havia escolhido para nós.
Passaram-se cinquenta anos e a Vida disse a você que devia procurar-me. Você me encontrou, ficamos frente a frente de novo. Era agora, tinha que ser agora.
Eu acreditei que finalmente entendia o que a Vida queria de nós. Entendia o presente que recebemos, a segunda chance que poucos recebem.
Quase nos encontramos.
Você não entendeu e escolheu voltar para a sua vida.
E eu fiquei, com o olhar perdido, tentando entender o significado do encontro que não aconteceu.
(Por Juracy Lérco em 26-12-2014)
Cenário
O rompimento de uma relação sempre vai doer mais no parceiro que permanecer no cenário das coisas que foram vividas em comum.
Qualquer que seja a causa do fim, a morte ou a separação, aquele que permanecer no local onde fluiu a vida a dois vai sentir a continuidade da relação, agora só imaginária.
A dor virá cada vez que se olhar para um móvel, uma roupa, um livro, um disco ou qualquer outra coisa que a outra pessoa tenha tocado ou usado.
A voz vai ser ouvida, dizendo uma frase qualquer.
Os gestos vão ser recordados, como se estivessem acontecendo naquele momento.
Tudo o que estiver associado às vivências compartilhadas não sai da memória porque está vinculado ao cenário que foi comum aos dois, que emoldurou a história.
A igreja frequentada, o cinema onde se trocou beijos assistindo uma história de amor ou onde se riu muito vendo uma comédia, as ruas percorridas de mãos dadas, as paradas no caminho para um sussurro no ouvido, a corrida para tomar o ônibus, o guarda-chuva compartilhado, as juras trocadas, a intimidade entregue na cama, o abraço carinhoso e aconchegante para consolar um dia ruim, a palavra calma e terna transmitindo segurança e esperança são lembranças que se mantém vivas, que não querem morrer.
Ao passar por um local onde foi trocado um beijo, ou mesmo onde ocorreu uma calorosa discussão, há uma sensação de presença, em contraste com a dura ausência. Tudo em volta evoca a lembrança e ela vem, perfeita, nítida, causando uma imensa dor.
Se esquecer é necessário, para livrar-se do sofrimento, o melhor a fazer é mudar o cenário. Mudar os móveis, mudar as roupas, mudar de casa e até mudar de cidade. Mudar até os amigos. Conhecer gente nova para construir novas lembranças.
O cenário escraviza porque a associação do sentimento com o que está em volta não pode ser evitada, assim como a música ligada ao evento vai trazer sempre a mesma recordação.
O único remédio para libertar-se é começar de novo, com novo cenário, nova música, e carregar-se de energia para acreditar que o novo sonho vai se realizar.
Se der certo, ótimo. Se não der, começar de novo e de novo, quantas vezes se fizer preciso, até conseguir.
(Por Juracy Lérco em 22-12-2014)
Qualquer que seja a causa do fim, a morte ou a separação, aquele que permanecer no local onde fluiu a vida a dois vai sentir a continuidade da relação, agora só imaginária.
A dor virá cada vez que se olhar para um móvel, uma roupa, um livro, um disco ou qualquer outra coisa que a outra pessoa tenha tocado ou usado.
A voz vai ser ouvida, dizendo uma frase qualquer.
Os gestos vão ser recordados, como se estivessem acontecendo naquele momento.
Tudo o que estiver associado às vivências compartilhadas não sai da memória porque está vinculado ao cenário que foi comum aos dois, que emoldurou a história.
A igreja frequentada, o cinema onde se trocou beijos assistindo uma história de amor ou onde se riu muito vendo uma comédia, as ruas percorridas de mãos dadas, as paradas no caminho para um sussurro no ouvido, a corrida para tomar o ônibus, o guarda-chuva compartilhado, as juras trocadas, a intimidade entregue na cama, o abraço carinhoso e aconchegante para consolar um dia ruim, a palavra calma e terna transmitindo segurança e esperança são lembranças que se mantém vivas, que não querem morrer.
Ao passar por um local onde foi trocado um beijo, ou mesmo onde ocorreu uma calorosa discussão, há uma sensação de presença, em contraste com a dura ausência. Tudo em volta evoca a lembrança e ela vem, perfeita, nítida, causando uma imensa dor.
Se esquecer é necessário, para livrar-se do sofrimento, o melhor a fazer é mudar o cenário. Mudar os móveis, mudar as roupas, mudar de casa e até mudar de cidade. Mudar até os amigos. Conhecer gente nova para construir novas lembranças.
O cenário escraviza porque a associação do sentimento com o que está em volta não pode ser evitada, assim como a música ligada ao evento vai trazer sempre a mesma recordação.
O único remédio para libertar-se é começar de novo, com novo cenário, nova música, e carregar-se de energia para acreditar que o novo sonho vai se realizar.
Se der certo, ótimo. Se não der, começar de novo e de novo, quantas vezes se fizer preciso, até conseguir.
(Por Juracy Lérco em 22-12-2014)
RE
Sem fim
Sou adulta o suficiente para entender que raros relacionamentos são harmoniosos e duram uma vida, e mais raros os que duram mais que uma vida.
Os desentendimentos acontecem, as palavras soam mal ou bem, dependendo do momento em que são pronunciadas, os corações se fecham e as pessoas se afastam.
Eu entendo tudo isso, sei que é assim. Por mais sintonia que tenhamos com uma outra pessoa, haverá aquele momento em que a nota dissonante se faz presente, atua e pode provocar o descompasso, um não consegue acompanhar o ritmo do outro e a dança acaba.
Em todo esse processo doloroso do fim de um relacionamento, eu só questiono a falta de dignidade no procedimento, porque ela vai invalidar o sentimento que existiu, como se ele fosse um erro.
Fugir, esconder-se, negar-se a colocar o ponto final é a mais triste das posturas que se pode adotar. Se houve coragem para dizer " eu te amo ", por quê não há coragem para dizer " não te amo mais " ?
Tem que haver dignidade e coragem para dizer ao outro:- cansei, não quero mais, não amo você, amo outra pessoa, não é o que eu procurava, enganei-me, vou cuidar da minha vida...
É duro ouvir coisas assim, principalmente quando o amor permanece em você?
Claro que é duro. Você vai chorar, vai se desesperar, a vida parece acabar, e você fica um bom tempo sem rumo, sem norte, sem propósito.
Mas, vai chegar o tempo de superar, porque o ponto final foi colocado. Você não foi simplesmente ignorado, você foi " respeitado ", a outra pessoa começou e terminou alguma coisa. O ponto final vai aparecer o tempo todo em seus pensamentos e você acaba aceitando-o, e pode se mover de novo para recomeçar, para viver novos momentos.
Entretanto, quando sua única resposta é o abandono, a fuga, a recusa e o silêncio esmagador, você entra num estado de alternâncias de comportamento, ora desanimador, ora esperançoso.
Não houve um fim, como pode haver um novo começo?
É como você não ver o enterro de alguém que morreu. O enterro é o ponto final. Sem presenciar isso, vai parecer sempre que a pessoa continua viva, que você poderá encontrá-la a qualquer momento.
Nunca devemos pensar que não pondo fim a alguma coisa, estaremos poupando uma outra pessoa de sofrimento. Nessa tentativa de poupar um sofrimento, estaremos causando um número incalculável de outros sofrimentos. Estaremos destruindo lentamente a outra pessoa, obrigando-a a vagar num eterno mar de dúvidas e perguntas.
(Por Juracy Lérco em 19-12-2014)
Os desentendimentos acontecem, as palavras soam mal ou bem, dependendo do momento em que são pronunciadas, os corações se fecham e as pessoas se afastam.
Eu entendo tudo isso, sei que é assim. Por mais sintonia que tenhamos com uma outra pessoa, haverá aquele momento em que a nota dissonante se faz presente, atua e pode provocar o descompasso, um não consegue acompanhar o ritmo do outro e a dança acaba.
Em todo esse processo doloroso do fim de um relacionamento, eu só questiono a falta de dignidade no procedimento, porque ela vai invalidar o sentimento que existiu, como se ele fosse um erro.
Fugir, esconder-se, negar-se a colocar o ponto final é a mais triste das posturas que se pode adotar. Se houve coragem para dizer " eu te amo ", por quê não há coragem para dizer " não te amo mais " ?
Tem que haver dignidade e coragem para dizer ao outro:- cansei, não quero mais, não amo você, amo outra pessoa, não é o que eu procurava, enganei-me, vou cuidar da minha vida...
É duro ouvir coisas assim, principalmente quando o amor permanece em você?
Claro que é duro. Você vai chorar, vai se desesperar, a vida parece acabar, e você fica um bom tempo sem rumo, sem norte, sem propósito.
Mas, vai chegar o tempo de superar, porque o ponto final foi colocado. Você não foi simplesmente ignorado, você foi " respeitado ", a outra pessoa começou e terminou alguma coisa. O ponto final vai aparecer o tempo todo em seus pensamentos e você acaba aceitando-o, e pode se mover de novo para recomeçar, para viver novos momentos.
Entretanto, quando sua única resposta é o abandono, a fuga, a recusa e o silêncio esmagador, você entra num estado de alternâncias de comportamento, ora desanimador, ora esperançoso.
Não houve um fim, como pode haver um novo começo?
É como você não ver o enterro de alguém que morreu. O enterro é o ponto final. Sem presenciar isso, vai parecer sempre que a pessoa continua viva, que você poderá encontrá-la a qualquer momento.
Nunca devemos pensar que não pondo fim a alguma coisa, estaremos poupando uma outra pessoa de sofrimento. Nessa tentativa de poupar um sofrimento, estaremos causando um número incalculável de outros sofrimentos. Estaremos destruindo lentamente a outra pessoa, obrigando-a a vagar num eterno mar de dúvidas e perguntas.
(Por Juracy Lérco em 19-12-2014)
Opostos
A tristeza faz parte da vida. Se ela não existisse, não conheceríamos a alegria. Tristeza e alegria são duas polaridades de um mesmo eixo, porém com pesos diferentes.
A alegria é leve, e como tal, não deixa marcas de sua passagem, é como o roçar das asas de uma borboleta na nossa face.
A tristeza é pesada, densa, deixa marcas e oprime.
É com a tristeza que devemos ser fortes. Podemos aceitá-la, mas nunca deixar que ela tome lugar cativo em nós.
Ao ver-se mal recebida, ela por certo se retirará, sem causar um estrago sério com sua estadia.
(Por Juracy Lérco em 16-12-2014_
A alegria é leve, e como tal, não deixa marcas de sua passagem, é como o roçar das asas de uma borboleta na nossa face.
A tristeza é pesada, densa, deixa marcas e oprime.
É com a tristeza que devemos ser fortes. Podemos aceitá-la, mas nunca deixar que ela tome lugar cativo em nós.
Ao ver-se mal recebida, ela por certo se retirará, sem causar um estrago sério com sua estadia.
(Por Juracy Lérco em 16-12-2014_
Depressão
Eu costumava encher a boca para dizer que "depressão" era coisa de quem não tinha o que fazer. Que bastava ocupar-se, fazer algo útil e não haveria depressão.
Enganei-me redondamente. Confesso que eu estava errada e não tenho vergonha de pedir desculpas às pessoas que talvez eu tenha magoado com o meu conceito errado.
Eu sei que existem aquelas pessoas que estão sofrendo simplesmente de tédio e acham que estão com depressão, porque não conseguem mostrar entusiasmo e envolvimento com nada.
Há também aquelas que realmente não têm o que fazer; cuja vida financeira está garantida por uma boa aposentadoria ou por uma renda qualquer e não precisam se preocupar com o dinheiro. A vida familiar pode estar dentro de uma ordem satisfatória e não lhes solicita a presença. Então, elas sentem-se inúteis, acabou a correria, tudo ficou sossegado demais. A paralisação das ações, por falta de urgência ou por falta de ter onde agir, também pode levar as pessoas a acharem que estão com depressão. Na verdade, só estão inertes, parece que a vida atingiu o ponto que precisava atingir e não há mais nada a ser feito.
Há também aquelas pessoas, eternamente insatisfeitas, que buscam o tempo todo inovações e coisas diferentes, e quando não têm condição de renovar o cenário, os móveis, as roupas ou as outras coisas que compõem o seu mundo, entram num estado de descontentamento com a vida, ao qual dão o nome de depressão.
Agora eu sei o que é depressão.
Depressão de verdade.
Depressão é um estado em que a pessoa não para de levar sua vida normal. Ela cumpre suas obrigações, paga suas contas, atende os familiares, dorme e acorda nos horários necessários, alimenta-se, veste-se, calça-se, espera em filas, faz compras, cuida da casa ou trabalha para o sustento da família, enfim todas as tarefas que o dia a dia lhe pede para fazer.
Só que ela faz tudo isso profundamente triste, essas coisas, se já lhe trouxeram satisfação um dia, não lhe trazem mais. E isso acontece porque alguma coisa mudou sua maneira de pensar, de sentir e até de agir. A pessoa, na maioria das vezes, sem perceber, abriu mão e negou-se alguma coisa vital para o seu ser emocional.
Quando essa renúncia é resultado de uma ação consciente, de uma escolha, é pior ainda, porque significa um aprisionamento voluntário. A pessoa está de tal forma presa a uma vida já delineada, segura e que se desenvolve com facilidade, que ela prefere sofrer a transtornar essa "paz" conseguida, às vezes, a alto preço.
É o raciocínio de "não se mexe em time que está ganhando". Ela olha o conjunto de sua vida e parece que todos que fazem parte desse conjunto estão bem e felizes com as coisas do jeito que estão. Por isso ela se recusa a ser a nota dissonante que pode por tudo isso a perder. Ela abre mão de si mesma pelos outros, nem quer questionar se as pessoas pelas quais está se sacrificando valem a pena do seu sacrifício, quase aceita como um dever.
Mergulha num estado de não-ser, de não-querer e de não-agir e continua levando a vida que os outros esperam que ela leve.
(Por Juracy Lérco em 13-12-2014)
Enganei-me redondamente. Confesso que eu estava errada e não tenho vergonha de pedir desculpas às pessoas que talvez eu tenha magoado com o meu conceito errado.
Eu sei que existem aquelas pessoas que estão sofrendo simplesmente de tédio e acham que estão com depressão, porque não conseguem mostrar entusiasmo e envolvimento com nada.
Há também aquelas que realmente não têm o que fazer; cuja vida financeira está garantida por uma boa aposentadoria ou por uma renda qualquer e não precisam se preocupar com o dinheiro. A vida familiar pode estar dentro de uma ordem satisfatória e não lhes solicita a presença. Então, elas sentem-se inúteis, acabou a correria, tudo ficou sossegado demais. A paralisação das ações, por falta de urgência ou por falta de ter onde agir, também pode levar as pessoas a acharem que estão com depressão. Na verdade, só estão inertes, parece que a vida atingiu o ponto que precisava atingir e não há mais nada a ser feito.
Há também aquelas pessoas, eternamente insatisfeitas, que buscam o tempo todo inovações e coisas diferentes, e quando não têm condição de renovar o cenário, os móveis, as roupas ou as outras coisas que compõem o seu mundo, entram num estado de descontentamento com a vida, ao qual dão o nome de depressão.
Agora eu sei o que é depressão.
Depressão de verdade.
Depressão é um estado em que a pessoa não para de levar sua vida normal. Ela cumpre suas obrigações, paga suas contas, atende os familiares, dorme e acorda nos horários necessários, alimenta-se, veste-se, calça-se, espera em filas, faz compras, cuida da casa ou trabalha para o sustento da família, enfim todas as tarefas que o dia a dia lhe pede para fazer.
Só que ela faz tudo isso profundamente triste, essas coisas, se já lhe trouxeram satisfação um dia, não lhe trazem mais. E isso acontece porque alguma coisa mudou sua maneira de pensar, de sentir e até de agir. A pessoa, na maioria das vezes, sem perceber, abriu mão e negou-se alguma coisa vital para o seu ser emocional.
Quando essa renúncia é resultado de uma ação consciente, de uma escolha, é pior ainda, porque significa um aprisionamento voluntário. A pessoa está de tal forma presa a uma vida já delineada, segura e que se desenvolve com facilidade, que ela prefere sofrer a transtornar essa "paz" conseguida, às vezes, a alto preço.
É o raciocínio de "não se mexe em time que está ganhando". Ela olha o conjunto de sua vida e parece que todos que fazem parte desse conjunto estão bem e felizes com as coisas do jeito que estão. Por isso ela se recusa a ser a nota dissonante que pode por tudo isso a perder. Ela abre mão de si mesma pelos outros, nem quer questionar se as pessoas pelas quais está se sacrificando valem a pena do seu sacrifício, quase aceita como um dever.
Mergulha num estado de não-ser, de não-querer e de não-agir e continua levando a vida que os outros esperam que ela leve.
(Por Juracy Lérco em 13-12-2014)
Difícil de definir
De todas as frases que eu já li sobre o que é amar, a mais profunda e verdadeira é:- " Amar não é olhar um para o outro, mas olharem ambos na mesma direção. "
Quem já ouviu falar sobre o " I Ching ", Livro das Mutações, ou quem se dedica ao seu estudo, sabe que é um livro de sabedoria que responde a toda e qualquer necessidade que uma pessoa possa ter em qualquer aspecto da sua vida. Só é preciso saber ouvir e meditar sobre as respostas.
Temos traduções desse livro que conservam os dizeres metafóricos originais, difíceis de compreender.
Temos também livros em que as metáforas foram decodificadas e se apresentam na linguagem comum.
Por mais competentes e inteligentes que um tradutor ou um escritor possam ser, sempre haverá o risco de parcialidade, Traduzir os caracteres chineses demanda mais que o conhecimento de línguas, é preciso viver a cultura chinesa, pensar como um chinês. A decodificação das metáforas também exige uma capacidade capaz de abranger todas as maneiras de pensar. A interpretação de textos é uma das provas mais difíceis que existe, porque cada ser humano tem a sua maneira de pensar e entender, que é única e intransferível.
Mesmo assim, os livros são bons e vale a pena estudá-los para o nosso crescimento pessoal, desde que conservemos a nossa busca pessoal pela nossa verdade, dentro de todas as verdades.
Como a Bíblia, o I Ching foi escrito por homens que ouviram. A Bíblia é considerada por muitos a palavra de Deus. O I Ching é considerado por muitos a palavra do sábio. Antes de adotarmos um ou outro como nosso guia para a vida, devemos ter em mente que a Bíblia é a palavra de Deus na forma como foi entendida e interpretada pelos homens, e o I Ching é a palavra do sábio na forma como foi entendida e interpretada pelos homens.
O I Ching é composto por 64 hexagramas, símbolos formados por seis linhas, que podem ser inteiras ou partidas, que se juntam nas combinações possíveis, mostrando através da comparação com um elemento apropriado (terra, água, céu, madeira, ar, fogo, montanha) a interação dos opostos complementares existentes em toda a criação, obedecendo às leis universais. A linha inteira é o Yang, a força ativa, e a linha partida é o Yin, a força passiva ou receptiva. Da atuação dessas duas forças combinadas em excesso , escassez ou equilíbrio é que vão se manifestar todos os efeitos da Vida, visíveis ou invisíveis. A compreensão da atuação dessas forças é que vai nos permitir conhecer os processos da vida e nos posicionarmos para que ela nos seja favorável ou desfavorável
A natureza faz isso de forma automática. Está intrínseco ao que é natural comportar-se de acordo com as leis universais. Os seres humanos precisam aprender, porque, diferente da Natureza, são dotados de desejo, vontade e imaginação e quase nunca estão dispostos a aceitar essas leis.
Viver de acordo com as leis universais é o que os orientais definem como "ser co-criador do próprio destino". Os ocidentais chamam de livre-arbítrio moldar a Natureza para que ela se torne favorável aos seus propósitos. São duas maneiras distintas de encarar a vida. Uma respeita o momento da atuação das forças Yin e Yang e, através da receptividade, permitem que essa atuação seja favorável. A outra maneira tenta interferir no processo, acelerando-o ou retardando-o e convive com a oscilação da atuação; ora a vida é favorável, ora é desfavorável.
Os opostos estarão sempre presentes, porque a vida é o moto-contínuo. Bem e mal, certo e errado, alegria e tristeza, sucesso e fracasso, amor e ódio, guerra e paz são alguns exemplos da nossa visão dual das coisas. A primeira lição para saber viver é não focarmos nosso olhar ora num lado ora no outro, como se assistíssemos a uma partida de pingue-pongue. Os aparentes opostos são extremidades de uma mesma linha. Se conseguirmos manter o olhar no centro da linha, não seremos arrastados para as extremidades, sendo obrigados a viver felizes para em seguida viver infelizes. A direção do nosso olhar tem que estar no nosso objetivo, não podemos permitir que oscilações de nenhum tipo nos desviem do que queremos para a nossa vida.
Entre os 64 hexagramas que compõem o I Ching, temos 4 que falam do relacionamento homem-mulher. O I Ching raramente fala de amor, mas descreve nesses quatro hexagramas o que acontece entre esses opostos complementares homem-mulher, desde o começo da influência que exercem um sobre o outro, até se tornarem um casal, unido pelo sentimento do amor. D
iscorre também sobre o respeito mútuo que o casal precisa manter para com a individualidade de cada uma das partes da união.
A união de dois seres pelo sentimento do amor recíproco sempre tem como finalidade uma nova criação. Quando essa união é o casamento formal legalizado, acrescenta-se um compromisso com a sociedade e seus valores. A maioria das pessoas acredita que a nova criação contida na finalidade da união é a formação de uma família, o nascimento de filhos.
Quando a união é o casamento das essências, das afinidades que se complementam, não há necessidade de compromissos com a sociedade ou a formação de uma família. A finalidade é uma nova criação com um alcance diferente. São dois seres que se unem para um crescimento conjunto e que vão ter como filho a humanidade toda.
Um relacionamento surgido do amor só acaba ou se transforma se houver mudança de foco do objetivo para os aparentes opostos. Se um dos amantes mudar o foco de seu olhar, não enxergando mais a individualidade do outro , fascinado pelo sentimento de posse ou poder sobre o outro, começam os desentendimentos. O olhar se retirou do objetivo da união e se focou no objeto do amor. Começam as críticas, as sensações de que se uniu à pessoa errada, e os opostos, que antes eram complementares, passam a ser vistos como defeitos. O foco se estreita mais ainda quando um começa a desejar que o outro mude, em seu benefício.
Na verdade, esses amantes se uniram pela ilusão do amor, e não pelo verdadeiro amor. Tudo o que parecia uma forte atração para uma sólida união não passou de uma troca de energias que cumpriu sua função e não é mais necessária.
Amar de verdade é conhecer a essência um do outro. É sentir o outro dentro de si mesmo como um complemento. É se tornar parte um do outro a tal ponto que nada funciona se não for em conjunto. É trabalhar pelo crescimento um do outro, como se fosse por si mesmo, porque a sensação é de que é por si mesmo. Os opostos se agregam de tal forma que se tornam uma coisa só, e essa unidade nunca vai interferir com a individualidade de cada um. Ambos sabem o momento exato de funcionar como indivíduos e o momento exato de funcionar em conjunto.
Esse amor é capaz de beneficiar tudo e todos à sua volta, porque não é egoísta, são os seres que amam, não as pessoas. Esse amor cria uma fonte inesgotável que deseja fluir e abranger cada vez mais coisas ao seu redor. Esse amor traz consigo a necessidade de se estender aos demais, de repartir seu estado de graça com as outras criaturas.
A frase " Amar não é olhar um para outro, mas olharem ambos na mesma direção " é a definição mais perfeita que já foi conseguida para a emoção mais difícil de ser definida, porque é também a mais difícil de ser verdadeiramente sentida.
(Juracy Lérco em 11-12-2014)
Quem já ouviu falar sobre o " I Ching ", Livro das Mutações, ou quem se dedica ao seu estudo, sabe que é um livro de sabedoria que responde a toda e qualquer necessidade que uma pessoa possa ter em qualquer aspecto da sua vida. Só é preciso saber ouvir e meditar sobre as respostas.
Temos traduções desse livro que conservam os dizeres metafóricos originais, difíceis de compreender.
Temos também livros em que as metáforas foram decodificadas e se apresentam na linguagem comum.
Por mais competentes e inteligentes que um tradutor ou um escritor possam ser, sempre haverá o risco de parcialidade, Traduzir os caracteres chineses demanda mais que o conhecimento de línguas, é preciso viver a cultura chinesa, pensar como um chinês. A decodificação das metáforas também exige uma capacidade capaz de abranger todas as maneiras de pensar. A interpretação de textos é uma das provas mais difíceis que existe, porque cada ser humano tem a sua maneira de pensar e entender, que é única e intransferível.
Mesmo assim, os livros são bons e vale a pena estudá-los para o nosso crescimento pessoal, desde que conservemos a nossa busca pessoal pela nossa verdade, dentro de todas as verdades.
Como a Bíblia, o I Ching foi escrito por homens que ouviram. A Bíblia é considerada por muitos a palavra de Deus. O I Ching é considerado por muitos a palavra do sábio. Antes de adotarmos um ou outro como nosso guia para a vida, devemos ter em mente que a Bíblia é a palavra de Deus na forma como foi entendida e interpretada pelos homens, e o I Ching é a palavra do sábio na forma como foi entendida e interpretada pelos homens.
O I Ching é composto por 64 hexagramas, símbolos formados por seis linhas, que podem ser inteiras ou partidas, que se juntam nas combinações possíveis, mostrando através da comparação com um elemento apropriado (terra, água, céu, madeira, ar, fogo, montanha) a interação dos opostos complementares existentes em toda a criação, obedecendo às leis universais. A linha inteira é o Yang, a força ativa, e a linha partida é o Yin, a força passiva ou receptiva. Da atuação dessas duas forças combinadas em excesso , escassez ou equilíbrio é que vão se manifestar todos os efeitos da Vida, visíveis ou invisíveis. A compreensão da atuação dessas forças é que vai nos permitir conhecer os processos da vida e nos posicionarmos para que ela nos seja favorável ou desfavorável
A natureza faz isso de forma automática. Está intrínseco ao que é natural comportar-se de acordo com as leis universais. Os seres humanos precisam aprender, porque, diferente da Natureza, são dotados de desejo, vontade e imaginação e quase nunca estão dispostos a aceitar essas leis.
Viver de acordo com as leis universais é o que os orientais definem como "ser co-criador do próprio destino". Os ocidentais chamam de livre-arbítrio moldar a Natureza para que ela se torne favorável aos seus propósitos. São duas maneiras distintas de encarar a vida. Uma respeita o momento da atuação das forças Yin e Yang e, através da receptividade, permitem que essa atuação seja favorável. A outra maneira tenta interferir no processo, acelerando-o ou retardando-o e convive com a oscilação da atuação; ora a vida é favorável, ora é desfavorável.
Os opostos estarão sempre presentes, porque a vida é o moto-contínuo. Bem e mal, certo e errado, alegria e tristeza, sucesso e fracasso, amor e ódio, guerra e paz são alguns exemplos da nossa visão dual das coisas. A primeira lição para saber viver é não focarmos nosso olhar ora num lado ora no outro, como se assistíssemos a uma partida de pingue-pongue. Os aparentes opostos são extremidades de uma mesma linha. Se conseguirmos manter o olhar no centro da linha, não seremos arrastados para as extremidades, sendo obrigados a viver felizes para em seguida viver infelizes. A direção do nosso olhar tem que estar no nosso objetivo, não podemos permitir que oscilações de nenhum tipo nos desviem do que queremos para a nossa vida.
Entre os 64 hexagramas que compõem o I Ching, temos 4 que falam do relacionamento homem-mulher. O I Ching raramente fala de amor, mas descreve nesses quatro hexagramas o que acontece entre esses opostos complementares homem-mulher, desde o começo da influência que exercem um sobre o outro, até se tornarem um casal, unido pelo sentimento do amor. D
iscorre também sobre o respeito mútuo que o casal precisa manter para com a individualidade de cada uma das partes da união.
A união de dois seres pelo sentimento do amor recíproco sempre tem como finalidade uma nova criação. Quando essa união é o casamento formal legalizado, acrescenta-se um compromisso com a sociedade e seus valores. A maioria das pessoas acredita que a nova criação contida na finalidade da união é a formação de uma família, o nascimento de filhos.
Quando a união é o casamento das essências, das afinidades que se complementam, não há necessidade de compromissos com a sociedade ou a formação de uma família. A finalidade é uma nova criação com um alcance diferente. São dois seres que se unem para um crescimento conjunto e que vão ter como filho a humanidade toda.
Um relacionamento surgido do amor só acaba ou se transforma se houver mudança de foco do objetivo para os aparentes opostos. Se um dos amantes mudar o foco de seu olhar, não enxergando mais a individualidade do outro , fascinado pelo sentimento de posse ou poder sobre o outro, começam os desentendimentos. O olhar se retirou do objetivo da união e se focou no objeto do amor. Começam as críticas, as sensações de que se uniu à pessoa errada, e os opostos, que antes eram complementares, passam a ser vistos como defeitos. O foco se estreita mais ainda quando um começa a desejar que o outro mude, em seu benefício.
Na verdade, esses amantes se uniram pela ilusão do amor, e não pelo verdadeiro amor. Tudo o que parecia uma forte atração para uma sólida união não passou de uma troca de energias que cumpriu sua função e não é mais necessária.
Amar de verdade é conhecer a essência um do outro. É sentir o outro dentro de si mesmo como um complemento. É se tornar parte um do outro a tal ponto que nada funciona se não for em conjunto. É trabalhar pelo crescimento um do outro, como se fosse por si mesmo, porque a sensação é de que é por si mesmo. Os opostos se agregam de tal forma que se tornam uma coisa só, e essa unidade nunca vai interferir com a individualidade de cada um. Ambos sabem o momento exato de funcionar como indivíduos e o momento exato de funcionar em conjunto.
Esse amor é capaz de beneficiar tudo e todos à sua volta, porque não é egoísta, são os seres que amam, não as pessoas. Esse amor cria uma fonte inesgotável que deseja fluir e abranger cada vez mais coisas ao seu redor. Esse amor traz consigo a necessidade de se estender aos demais, de repartir seu estado de graça com as outras criaturas.
A frase " Amar não é olhar um para outro, mas olharem ambos na mesma direção " é a definição mais perfeita que já foi conseguida para a emoção mais difícil de ser definida, porque é também a mais difícil de ser verdadeiramente sentida.
(Juracy Lérco em 11-12-2014)
Doenças 2/7
Vamos à segunda parte das doenças e estados doentios, cujas causas foram estudadas, bem como o uso de atitudes positivas para ajudar na cura.
Doença:- Excesso de apetite
Causa provável:- Medo, necessidade de proteção, vazio, falta de expectativas, julgamento de emoções, sentimento de culpa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- É seguro sentir, meus sentimentos são normais e aceitáveis. Adotar um hobby. Escrever um diário exteriorizando os sentimentos e relê-lo várias vezes.
Doença:- Perda de apetite
Causa provável:- Medo, falta de confiança na vida. Trauma causado por traições ou mentiras. Vontade de morrer como única saída.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- A vida é segura, as pessoas não são todas iguais. Existe gente muito boa no mundo. Posso proteger a mim mesmo sem construir uma parede que me isole dos outros.
Doença:- Apendicite
Causa provável:- Medo do fluxo da vida, medo de ser cobrado por erros. Sentimento de que tudo dá errado, falta de esperança. Recusa em aceitar as coisas boas da vida por medo de não saber conservá-las.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Estou seguro. Relaxo e deixo fluir a vida alegremente. Peço com sinceridade o perdão daqueles a quem magoei sem intenção de fazê-lo. Desfaço os nós dos desentendimentos.
Doença:- Amigdalite
Causa provável:- Medo. Emoções reprimidas. Criatividade sufocada. Necessidade de desabafo. Precisa conversar sobre coisas com alguém, mas tem medo de mostrar a intimidade ou de ser considerado infantil.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Dou asas à minha imaginação, ela é criativa. Tenho noção do que é sonho e do que é fantasia. Há amigos que vão me ouvir sem me julgar.
Doença:- Distúrbios do coração
Causa provável:- Problemas emocionais não resolvidos. Falta de alegria. Obriga o coração a endurecer para evitar sofrimento. Deixa-se dominar pelo estresse e pela tensão.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Deixo amorosamente a alegria fluir pela minha mente, pelo meu corpo, pela minha vida. Resolvo o que cabe a mim resolver. Ouço música e melhoro meu ânimo.
Doença:- Derrame
Causa provável:- Desistência. Prefere morrer a mudar os padrões. Rejeita a vida porque não conseguiu moldá-la à sua maneira. Energia emocional girando dentro de si mesmo, não extravasa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Aceito o que precisa ser mudado. Certos hábitos não servem mais. Acolho as novidades, quero vivenciar coisas diferentes.
Doença:- Diabetes
Causa provável:- Tristeza profunda. A vida é amarga. Sonha com o que poderia ter sido ou tido. Arrependimentos por não ter ousado. Necessidade de controlar a si e aos outros. Deveres em primeiro lugar, de forma exagerada. Sacrifica-se por quem não merece e lastima.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Há doçura na vida e nas pessoas, é só prestar atenção. O bem que eu faço, está feito, a vida me retribui. Gosto do que eu sou e do que eu tenho.
Doença:- Visão (Astigmatismo)
Causa provável:- Medo de ver a si próprio. Julga-se um problema. Sentimento de rejeição. Carência de amor manifestado, evita demonstrações de afeição.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Quero me ver de verdade. Quero receber abraços e beijos. Quero abraçar e beijar as pessoas de quem gosto. Carinho é bom.
Doença:- Visão (Catarata)
Causa provável:- Dourar a pílula, não querer ver o que não agrada. Prefere as coisas encobertas, prefere não saber. O futuro parece sombrio.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Enquanto há vida, há tempo para tudo. O futuro é hoje. Quero ver cada momento da vida, quero viver a plenitude da vida. Quero conhecer mais coisas e mais pessoas.
Doença:- Visão (Miopia)
Causa provável:- Medo do futuro, não sabe o que esperar. Insegurança com as próprias ações. Visão distorcida das próprias capacidades, espera resultados negativos.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- O futuro é o resultado do que estou fazendo hoje. Eu mesmo preparo meu futuro, porque iria dar errado? Confio no processo da vida e aceito toda orientação produtiva.
Doença:- Visão (Hipermetropia)
Causa provável:- Medo do presente, não quer encarar o que está vivendo. Foge para o passado ou sonha com o futuro. Gostaria que tudo já estivesse feito ou que nada tivesse acontecido ainda. Não sabe lidar com o "agora".
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu aceito que o tempo é uma linha que registra a vida numa sequência. É uma linha contínua que se for bem observada responde todas as minhas questões. A vida acontece agora, é agora que eu tomo parte nela.
(Por Juracy Lérco em 11-12-2014)
Doença:- Excesso de apetite
Causa provável:- Medo, necessidade de proteção, vazio, falta de expectativas, julgamento de emoções, sentimento de culpa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- É seguro sentir, meus sentimentos são normais e aceitáveis. Adotar um hobby. Escrever um diário exteriorizando os sentimentos e relê-lo várias vezes.
Doença:- Perda de apetite
Causa provável:- Medo, falta de confiança na vida. Trauma causado por traições ou mentiras. Vontade de morrer como única saída.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- A vida é segura, as pessoas não são todas iguais. Existe gente muito boa no mundo. Posso proteger a mim mesmo sem construir uma parede que me isole dos outros.
Doença:- Apendicite
Causa provável:- Medo do fluxo da vida, medo de ser cobrado por erros. Sentimento de que tudo dá errado, falta de esperança. Recusa em aceitar as coisas boas da vida por medo de não saber conservá-las.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Estou seguro. Relaxo e deixo fluir a vida alegremente. Peço com sinceridade o perdão daqueles a quem magoei sem intenção de fazê-lo. Desfaço os nós dos desentendimentos.
Doença:- Amigdalite
Causa provável:- Medo. Emoções reprimidas. Criatividade sufocada. Necessidade de desabafo. Precisa conversar sobre coisas com alguém, mas tem medo de mostrar a intimidade ou de ser considerado infantil.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Dou asas à minha imaginação, ela é criativa. Tenho noção do que é sonho e do que é fantasia. Há amigos que vão me ouvir sem me julgar.
Doença:- Distúrbios do coração
Causa provável:- Problemas emocionais não resolvidos. Falta de alegria. Obriga o coração a endurecer para evitar sofrimento. Deixa-se dominar pelo estresse e pela tensão.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Deixo amorosamente a alegria fluir pela minha mente, pelo meu corpo, pela minha vida. Resolvo o que cabe a mim resolver. Ouço música e melhoro meu ânimo.
Doença:- Derrame
Causa provável:- Desistência. Prefere morrer a mudar os padrões. Rejeita a vida porque não conseguiu moldá-la à sua maneira. Energia emocional girando dentro de si mesmo, não extravasa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Aceito o que precisa ser mudado. Certos hábitos não servem mais. Acolho as novidades, quero vivenciar coisas diferentes.
Doença:- Diabetes
Causa provável:- Tristeza profunda. A vida é amarga. Sonha com o que poderia ter sido ou tido. Arrependimentos por não ter ousado. Necessidade de controlar a si e aos outros. Deveres em primeiro lugar, de forma exagerada. Sacrifica-se por quem não merece e lastima.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Há doçura na vida e nas pessoas, é só prestar atenção. O bem que eu faço, está feito, a vida me retribui. Gosto do que eu sou e do que eu tenho.
Doença:- Visão (Astigmatismo)
Causa provável:- Medo de ver a si próprio. Julga-se um problema. Sentimento de rejeição. Carência de amor manifestado, evita demonstrações de afeição.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Quero me ver de verdade. Quero receber abraços e beijos. Quero abraçar e beijar as pessoas de quem gosto. Carinho é bom.
Doença:- Visão (Catarata)
Causa provável:- Dourar a pílula, não querer ver o que não agrada. Prefere as coisas encobertas, prefere não saber. O futuro parece sombrio.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Enquanto há vida, há tempo para tudo. O futuro é hoje. Quero ver cada momento da vida, quero viver a plenitude da vida. Quero conhecer mais coisas e mais pessoas.
Doença:- Visão (Miopia)
Causa provável:- Medo do futuro, não sabe o que esperar. Insegurança com as próprias ações. Visão distorcida das próprias capacidades, espera resultados negativos.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- O futuro é o resultado do que estou fazendo hoje. Eu mesmo preparo meu futuro, porque iria dar errado? Confio no processo da vida e aceito toda orientação produtiva.
Doença:- Visão (Hipermetropia)
Causa provável:- Medo do presente, não quer encarar o que está vivendo. Foge para o passado ou sonha com o futuro. Gostaria que tudo já estivesse feito ou que nada tivesse acontecido ainda. Não sabe lidar com o "agora".
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu aceito que o tempo é uma linha que registra a vida numa sequência. É uma linha contínua que se for bem observada responde todas as minhas questões. A vida acontece agora, é agora que eu tomo parte nela.
(Por Juracy Lérco em 11-12-2014)
Doenças 1/7
Já está comprovado que todas as doenças têm suas origens nos níveis mentais e emocionais das pessoas. Mesmo que a medicina trate os seres como se fossem máquinas e se divida em mil especializações que cuidam de cada pedaço do ser humano em separado, sem considerá-lo como um todo, os avanços no estudo da neuro-ciência e da inteligência emocional mostram que, se a psique não consegue relaxar as tensões e eliminar o que não está de acordo com a natureza das pessoas, o corpo físico recebe os efeitos e fica doente.
A lista das doenças é enorme e vou dividi-la em partes, para o texto não ficar muito extenso. As doenças se manifestam a partir de uma causa provável, muitas vezes não percebida pelo consciente, mas há sempre possíveis atitudes de alívio e cura.
Doença:- Alergia
Causa provável:- Negação do próprio poder, insegurança, medo de enfrentar o mundo exterior.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Confio no processo da vida. Tenho em mim as defesas necessárias. Estou seguro de que nada pode me causar mal. Meu organismo se preserva.
Doença:- Asma
Causa provável:- Sentir-se oprimido. Incapacidade de respirar por si mesmo. Choro reprimido. Angústia de viver.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu posso tomar conta da minha vida. Escolho ser livre. Solto a voz e canto com alegria. Expulso o medo e sorvo o ar a plenos pulmões. Nada nem ninguém me obriga a esconder-me da vida.
Doença:- Bronquite
Causa provável:- Ambiente familiar tenso. Discussões e troca de ofensas. Por vezes, silêncios opressores por parte dos familiares, recusa em conversar. Carência de afeto, de demonstrações de carinho.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu posso pacificar e harmonizar meu ser interior e o ambiente ao meu redor. Tudo vai ficar bem, é possível o entendimento entre as pessoas, basta que cada um respeite a opinião do outro.
Doença:- Câncer
Causa provável:- Mágoa profunda silenciada. Ressentimento antigo. Emoções reprimidas. Um grande segredo ou pesar devorando o Eu. Carregando ódios e problemas não resolvidos. Perguntas como "de quê adianta?". Não ver solução para a mágoa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Com amor e perdão eu me liberto dos rancores guardados. Eu me aprovo e não tenho medo da vida. Quero viver e expulso todo o mal que tenta me destruir. Minha alegria de viver dissolve o mal. Minha vontade é soberana.
Doença:- Tumor
Causa provável:- Idéias ultrapassadas cristalizadas. Rigidez mental. Crenças computadas incorretamente. Teimosia. Recusar-se a rever os velhos padrões por receio de mudá-los.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu formato o computador da minha mente e escolho os programas adequados. Deleto padrões arraigados que só me levaram ao fracasso. Introduzo um novo sistema operacional na minha mente e vou em busca do sucesso.
Doença:- Colesterol
Causa provável:- Canais de expressão de alegria bloqueados. Melancolia presente, perda de ânimo. Mau humor e medo de aceitar a alegria. Não se sentir com direito à felicidade.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Abro-me para a alegria e a felicidade. Mereço ser feliz. É seguro dar e receber amizade e amor.
Doença:- Desvios da coluna
Causa provável:- Falta de confiança na vida. Vive por partes, não consegue integrar-se. Conduta inadequada, não está fazendo o que gosta. Encolhe-se e permite que os outros oprimam. Abre mão de suas vontades. Permite que os outros controlem sua vida. Obriga-se a viver de forma contrária à sua natureza.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Solto meus medos e fico em pé diante da vida. Tenho objetivos e vou realizá-los. Não preciso de bengalas, sou forte para decidir o que quero para mim.
Doença:- Infarto
Causa provável:- Viver em função dos outros, espremer o coração, angustiar-se por situações que não pode controlar. Negar o ser emocional em função da vida prática, do trabalho, da posição e do dinheiro. Assumir mil ocupações para não pensar nos sentimentos.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- O amor e a alegria são necessários à vida. Quero amor, quero alegria. O amor renova o meu ser e me dá forças. A alegria traz leveza à minha vida. Quero sentir o amor e apreciar a beleza da vida.
Doença:- Cálculo renal
Causa provável:- Desapontamento, vergonha, humilhação. Decepção com o amor, sentimento de rejeição.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Mereço ser amado. Não há vergonha em expressar o amor. Eu amo e sou amado. Se eu me aceito, ninguém me rejeita.
Doença:- Gripe
Causa provável:- Negatividade, pena de si mesmo, achar-se injustiçado. Crença em estatísticas, influenciado pelo grupo a que acha que pertence. Não consegue ampliar o grupo de relações, sente-se estranho em outros ambientes.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Liberto-me da congestão e da influência dos outros. O mundo é mais do que o meu pequeno círculo. Sou bem-vindo a outros grupos. Amplio meus horizontes. Posso pensar por mim mesmo. Estou além das crenças em grupo e do pensamento comum. Quero me relacionar com todo o tipo de pessoas. Sou livre. Sou imune.
Doença:- Hérnia
Causa provável:- Relacionamentos rompidos contra a vontade. Necessidade de resgatar coisas do passado. Carregar fardos pelos outros. Expressão criativa incorreta. Preso à padrões sociais obsoletos. Sem coragem para assumir o que quer.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu sou livre para ser eu mesmo. Minha mente é gentil e harmoniosa. Não deixo mais a vida esperando por mim, vou ao encontro dela, sem medo. Quero viver em plenitude meus relacionamentos, não importa o que pensam os outros.
Doença:- Laringite
Causa provável:- Dominado pela ira, não consegue falar. Sente-se sufocado pelo medo de expor o que sente. Medo de retrucar, medo de defender-se. Teme perder a autoridade, o controle das coisas.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- É seguro, posso me expressar. Estou em paz, posso pedir à vida o que eu quero para ser feliz. Elimino a raiva e busco a alegria. Controlo minhas decisões e deixo os outros livres para fazer o mesmo.
(Juracy Lérco em 06-12-2014)
A lista das doenças é enorme e vou dividi-la em partes, para o texto não ficar muito extenso. As doenças se manifestam a partir de uma causa provável, muitas vezes não percebida pelo consciente, mas há sempre possíveis atitudes de alívio e cura.
Doença:- Alergia
Causa provável:- Negação do próprio poder, insegurança, medo de enfrentar o mundo exterior.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Confio no processo da vida. Tenho em mim as defesas necessárias. Estou seguro de que nada pode me causar mal. Meu organismo se preserva.
Doença:- Asma
Causa provável:- Sentir-se oprimido. Incapacidade de respirar por si mesmo. Choro reprimido. Angústia de viver.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu posso tomar conta da minha vida. Escolho ser livre. Solto a voz e canto com alegria. Expulso o medo e sorvo o ar a plenos pulmões. Nada nem ninguém me obriga a esconder-me da vida.
Doença:- Bronquite
Causa provável:- Ambiente familiar tenso. Discussões e troca de ofensas. Por vezes, silêncios opressores por parte dos familiares, recusa em conversar. Carência de afeto, de demonstrações de carinho.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu posso pacificar e harmonizar meu ser interior e o ambiente ao meu redor. Tudo vai ficar bem, é possível o entendimento entre as pessoas, basta que cada um respeite a opinião do outro.
Doença:- Câncer
Causa provável:- Mágoa profunda silenciada. Ressentimento antigo. Emoções reprimidas. Um grande segredo ou pesar devorando o Eu. Carregando ódios e problemas não resolvidos. Perguntas como "de quê adianta?". Não ver solução para a mágoa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Com amor e perdão eu me liberto dos rancores guardados. Eu me aprovo e não tenho medo da vida. Quero viver e expulso todo o mal que tenta me destruir. Minha alegria de viver dissolve o mal. Minha vontade é soberana.
Doença:- Tumor
Causa provável:- Idéias ultrapassadas cristalizadas. Rigidez mental. Crenças computadas incorretamente. Teimosia. Recusar-se a rever os velhos padrões por receio de mudá-los.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu formato o computador da minha mente e escolho os programas adequados. Deleto padrões arraigados que só me levaram ao fracasso. Introduzo um novo sistema operacional na minha mente e vou em busca do sucesso.
Doença:- Colesterol
Causa provável:- Canais de expressão de alegria bloqueados. Melancolia presente, perda de ânimo. Mau humor e medo de aceitar a alegria. Não se sentir com direito à felicidade.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Abro-me para a alegria e a felicidade. Mereço ser feliz. É seguro dar e receber amizade e amor.
Doença:- Desvios da coluna
Causa provável:- Falta de confiança na vida. Vive por partes, não consegue integrar-se. Conduta inadequada, não está fazendo o que gosta. Encolhe-se e permite que os outros oprimam. Abre mão de suas vontades. Permite que os outros controlem sua vida. Obriga-se a viver de forma contrária à sua natureza.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Solto meus medos e fico em pé diante da vida. Tenho objetivos e vou realizá-los. Não preciso de bengalas, sou forte para decidir o que quero para mim.
Doença:- Infarto
Causa provável:- Viver em função dos outros, espremer o coração, angustiar-se por situações que não pode controlar. Negar o ser emocional em função da vida prática, do trabalho, da posição e do dinheiro. Assumir mil ocupações para não pensar nos sentimentos.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- O amor e a alegria são necessários à vida. Quero amor, quero alegria. O amor renova o meu ser e me dá forças. A alegria traz leveza à minha vida. Quero sentir o amor e apreciar a beleza da vida.
Doença:- Cálculo renal
Causa provável:- Desapontamento, vergonha, humilhação. Decepção com o amor, sentimento de rejeição.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Mereço ser amado. Não há vergonha em expressar o amor. Eu amo e sou amado. Se eu me aceito, ninguém me rejeita.
Doença:- Gripe
Causa provável:- Negatividade, pena de si mesmo, achar-se injustiçado. Crença em estatísticas, influenciado pelo grupo a que acha que pertence. Não consegue ampliar o grupo de relações, sente-se estranho em outros ambientes.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Liberto-me da congestão e da influência dos outros. O mundo é mais do que o meu pequeno círculo. Sou bem-vindo a outros grupos. Amplio meus horizontes. Posso pensar por mim mesmo. Estou além das crenças em grupo e do pensamento comum. Quero me relacionar com todo o tipo de pessoas. Sou livre. Sou imune.
Doença:- Hérnia
Causa provável:- Relacionamentos rompidos contra a vontade. Necessidade de resgatar coisas do passado. Carregar fardos pelos outros. Expressão criativa incorreta. Preso à padrões sociais obsoletos. Sem coragem para assumir o que quer.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu sou livre para ser eu mesmo. Minha mente é gentil e harmoniosa. Não deixo mais a vida esperando por mim, vou ao encontro dela, sem medo. Quero viver em plenitude meus relacionamentos, não importa o que pensam os outros.
Doença:- Laringite
Causa provável:- Dominado pela ira, não consegue falar. Sente-se sufocado pelo medo de expor o que sente. Medo de retrucar, medo de defender-se. Teme perder a autoridade, o controle das coisas.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- É seguro, posso me expressar. Estou em paz, posso pedir à vida o que eu quero para ser feliz. Elimino a raiva e busco a alegria. Controlo minhas decisões e deixo os outros livres para fazer o mesmo.
(Juracy Lérco em 06-12-2014)
Palavras
Eu sempre me apaixono por palavras.
Qualquer tema, bem escrito, exerce sobre mim um fascínio único, não sei se na minha mente, no meu coração, na minha alma ou no meu ser inteiro.
É por isso que amo você.
Amo todas as coisas que você me disse.
Elas ficaram gravadas em mim. (Em HD)...
(Juracy Lérco em 06-12-2014)
Qualquer tema, bem escrito, exerce sobre mim um fascínio único, não sei se na minha mente, no meu coração, na minha alma ou no meu ser inteiro.
É por isso que amo você.
Amo todas as coisas que você me disse.
Elas ficaram gravadas em mim. (Em HD)...
(Juracy Lérco em 06-12-2014)
Sem rumo
Está chovendo pessoas que querem nos ajudar a mudar nossas vidas. Virou profissão. Algumas têm um real interesse pelos seres humanos e têm o prazer de repassar o que aprenderam; elas provam que, com esforço e decisão, é possível corrigirmos alguns padrões errados de comportamento e melhorar as condições de nossa pobre existência
Algumas pessoas dizem que pensar positivamente, varrer a negatividade dos nossos pensamentos é o começo para o nosso sucesso, para que coisas boas comecem a acontecer para nós, em todas as áreas da vida:- afetiva, financeira, familiar, profissional, saúde, etc..
Outras pessoas opinam que só pensar positivo não basta, é necessário mudar radicalmente a nossa forma de pensar e as nossas escolhas.
Outras ainda garantem que sem fé, sem contar com a ajuda do Céu e de protetores, não vamos a lugar nenhum. Asseguram que é preciso acreditar, sem dúvidas, e esperar o que nos está destinado no devido tempo.
Até agora, eu tentei de todas as formas. Eliminei o mau humor e a impaciência, sorri para a vida, pensei positivamente, fui grata, rezei por tudo e por todos. Obriguei-me mesmo a seguir uma linha de conduta procurando a harmonia e o meu bem-estar interior. Descobri os padrões de comportamento que sempre me levaram ao fracasso dos meus planos e os reverti. Analisei se a minha forma de querer estava correta, se eu tinha mesmo certeza do que queria para mim, de verdade, e se estava colocando todo o meu empenho para conseguir.
Não posso dizer que não houve nenhum progresso. Houve sim. Tive alguns "insight" que me surpreenderam e relembrei coisas do meu passado, que eu havia esquecido. Claro que foram coisas desagradáveis que eu apaguei da mente, consciente ou inconscientemente, mas que não estavam resolvidas e precisavam de uma solução.
Houve alguma luz, mas a escuridão é tanta que talvez sejam precisos muitos anos de trabalho para as coisas começarem a dar certo. Eu me lembro que quando percebi que tinha o pavio curto (quase nem tinha pavio) e estourava por qualquer coisa, levei cinco anos para educar essa raiva e me tornar a pessoa dócil que sou hoje. Perdi um pouco com essa mudança; atualmente qualquer um abusa da minha paciência e docilidade, porque eu não reajo mais agressivamente. Procuro colocar-me no lugar da outra pessoa para entender as razões de suas atitudes.
Talvez eu tenha ido para o outro extremo. Deveria ter ficado no meio, no ponto de equilíbrio, assim estouraria quando fosse a decisão justa e calar-me-ia antes de cometer uma injustiça.
Não sei, essa coisa de viver é complicada. Nem sei porque me esforço tanto para ser uma pessoa melhor, a cada dia. Tudo o que eu vou conseguir é, quando eu morrer, as pessoas vão dizer:- "que pena, ela era tão legal..." E no dia seguinte, vão tocar suas vidas, o que está certo, muito certo!
(Juracy Lérco em 06-12-2014)
Algumas pessoas dizem que pensar positivamente, varrer a negatividade dos nossos pensamentos é o começo para o nosso sucesso, para que coisas boas comecem a acontecer para nós, em todas as áreas da vida:- afetiva, financeira, familiar, profissional, saúde, etc..
Outras pessoas opinam que só pensar positivo não basta, é necessário mudar radicalmente a nossa forma de pensar e as nossas escolhas.
Outras ainda garantem que sem fé, sem contar com a ajuda do Céu e de protetores, não vamos a lugar nenhum. Asseguram que é preciso acreditar, sem dúvidas, e esperar o que nos está destinado no devido tempo.
Até agora, eu tentei de todas as formas. Eliminei o mau humor e a impaciência, sorri para a vida, pensei positivamente, fui grata, rezei por tudo e por todos. Obriguei-me mesmo a seguir uma linha de conduta procurando a harmonia e o meu bem-estar interior. Descobri os padrões de comportamento que sempre me levaram ao fracasso dos meus planos e os reverti. Analisei se a minha forma de querer estava correta, se eu tinha mesmo certeza do que queria para mim, de verdade, e se estava colocando todo o meu empenho para conseguir.
Não posso dizer que não houve nenhum progresso. Houve sim. Tive alguns "insight" que me surpreenderam e relembrei coisas do meu passado, que eu havia esquecido. Claro que foram coisas desagradáveis que eu apaguei da mente, consciente ou inconscientemente, mas que não estavam resolvidas e precisavam de uma solução.
Houve alguma luz, mas a escuridão é tanta que talvez sejam precisos muitos anos de trabalho para as coisas começarem a dar certo. Eu me lembro que quando percebi que tinha o pavio curto (quase nem tinha pavio) e estourava por qualquer coisa, levei cinco anos para educar essa raiva e me tornar a pessoa dócil que sou hoje. Perdi um pouco com essa mudança; atualmente qualquer um abusa da minha paciência e docilidade, porque eu não reajo mais agressivamente. Procuro colocar-me no lugar da outra pessoa para entender as razões de suas atitudes.
Talvez eu tenha ido para o outro extremo. Deveria ter ficado no meio, no ponto de equilíbrio, assim estouraria quando fosse a decisão justa e calar-me-ia antes de cometer uma injustiça.
Não sei, essa coisa de viver é complicada. Nem sei porque me esforço tanto para ser uma pessoa melhor, a cada dia. Tudo o que eu vou conseguir é, quando eu morrer, as pessoas vão dizer:- "que pena, ela era tão legal..." E no dia seguinte, vão tocar suas vidas, o que está certo, muito certo!
(Juracy Lérco em 06-12-2014)
Verbos
O futuro do pretérito de qualquer verbo deveria ser abolido da linguagem.
Quem sabe se não houvesse maneira de expressar algo inútil, as pessoas cuidariam de ser mais exatas ao expressar seus desejos frustrados, seus sonhos não realizados.
Vamos analisar algumas frases bastante comuns na linguagem do dia a dia de muitos de nós, talvez da maioria.
1. Eu queria ter ido viajar neste fim de semana.
Ora, céus, se você "queria", porquê não viajou?
2. Eu teria recebido um aumento de salário se tivesse exposto o meu trabalho para o meu encarregado.
Ora, céus, se a oportunidade ia se apresentar, porquê não se preparou para ela?
3. Poderíamos ter sido tão felizes se não tivéssemos brigado por coisas tão bobas...
Ora, céus, porquê você não sentou e conversou com ela (ou com ele) a respeito dessas brigas por coisas bobas?
4. Eu frequentaria a faculdade se não tivesse que trabalhar para ajudar nas despesas da casa.
Ora, céus, o quê pesa mais, o quê tem mais relevância para você? A frustração de não ter frequentado a faculdade ou a culpa por não ter ajudado a sua família? A sinceridade com você mesmo é muito importante nessa escolha.
5. Eu trabalharia melhor se tivesse o equipamento que preciso.
Ora, céus, coloque esse equipamento adequado como sua prioridade e faça melhor o seu trabalho.
Se continuarmos com as frases de "queria", "poderia", "teria", "seria", "haveria" escreveremos um compêndio de inutilidades.
Precisamos abandonar o vício de nos expressarmos num tempo passado que não oferece realização. O passado só é bom quando trata das coisas realizadas, aquelas que levamos a cabo, aquelas em que fomos até o final.
Chega de ter saudade do que poderia ter sido ou acontecido. Se não é, se não aconteceu é porque, na verdade, não queríamos. Quando queremos alguma coisa, de verdade, movemos céus, terras e mares para conseguir. Se não nos esforçamos para conseguir ou se deixamos que as dificuldades sejam mais fortes e vençam a parada é porque a vontade ou o desejo não é tão grande, não é tão importante. A prova disso é que há sobrevivência após os "teria sido", "teria feito" ou "seria bom".
Lamentar ou expressar desejos frustrados é dar atestado de incompetência. Não importa se acrescentamos uma porção de justificativas para a nossa não-ação. Continua sendo um fracasso da vontade, do desejo ou do sonho.
Ser, ter e querer são verbos especiais, é bom que prestemos atenção neles. São verbos que vão definir o que fazemos da nossa própria vida. Eles precisam ser reais, precisam de substância.
Então, vamos conjugá-los no passado, presente ou futuro, mas nunca acompanhados de "se" e nunca no futuro do pretérito, porque é um tempo que não existe.
(Juracy Lérco em 02-12-2014)
Quem sabe se não houvesse maneira de expressar algo inútil, as pessoas cuidariam de ser mais exatas ao expressar seus desejos frustrados, seus sonhos não realizados.
Vamos analisar algumas frases bastante comuns na linguagem do dia a dia de muitos de nós, talvez da maioria.
1. Eu queria ter ido viajar neste fim de semana.
Ora, céus, se você "queria", porquê não viajou?
2. Eu teria recebido um aumento de salário se tivesse exposto o meu trabalho para o meu encarregado.
Ora, céus, se a oportunidade ia se apresentar, porquê não se preparou para ela?
3. Poderíamos ter sido tão felizes se não tivéssemos brigado por coisas tão bobas...
Ora, céus, porquê você não sentou e conversou com ela (ou com ele) a respeito dessas brigas por coisas bobas?
4. Eu frequentaria a faculdade se não tivesse que trabalhar para ajudar nas despesas da casa.
Ora, céus, o quê pesa mais, o quê tem mais relevância para você? A frustração de não ter frequentado a faculdade ou a culpa por não ter ajudado a sua família? A sinceridade com você mesmo é muito importante nessa escolha.
5. Eu trabalharia melhor se tivesse o equipamento que preciso.
Ora, céus, coloque esse equipamento adequado como sua prioridade e faça melhor o seu trabalho.
Se continuarmos com as frases de "queria", "poderia", "teria", "seria", "haveria" escreveremos um compêndio de inutilidades.
Precisamos abandonar o vício de nos expressarmos num tempo passado que não oferece realização. O passado só é bom quando trata das coisas realizadas, aquelas que levamos a cabo, aquelas em que fomos até o final.
Chega de ter saudade do que poderia ter sido ou acontecido. Se não é, se não aconteceu é porque, na verdade, não queríamos. Quando queremos alguma coisa, de verdade, movemos céus, terras e mares para conseguir. Se não nos esforçamos para conseguir ou se deixamos que as dificuldades sejam mais fortes e vençam a parada é porque a vontade ou o desejo não é tão grande, não é tão importante. A prova disso é que há sobrevivência após os "teria sido", "teria feito" ou "seria bom".
Lamentar ou expressar desejos frustrados é dar atestado de incompetência. Não importa se acrescentamos uma porção de justificativas para a nossa não-ação. Continua sendo um fracasso da vontade, do desejo ou do sonho.
Ser, ter e querer são verbos especiais, é bom que prestemos atenção neles. São verbos que vão definir o que fazemos da nossa própria vida. Eles precisam ser reais, precisam de substância.
Então, vamos conjugá-los no passado, presente ou futuro, mas nunca acompanhados de "se" e nunca no futuro do pretérito, porque é um tempo que não existe.
(Juracy Lérco em 02-12-2014)
Lista
Disseram-me:- quando é preciso tomar uma decisão sobre algo importante na vida, é bom fazer uma lista de "prós" e "contras".
Ao processar essa idéia em minha mente, achei graça, não refleti a respeito.
Só pensei:- no quê uma lista iria me ajudar na solução de um problema?
Pois é, às vezes demoramos para compreender as coisas mais simples...Havia me habituado a tomar decisões sob o impulso do momento e custei a perceber que estava errada.
Tudo bem. Se o que se requer é ponderação, é análise, vamos parar com os impulsos. Vamos ponderar.
Comecei a fazer a tal lista, de prós e contras. Os sim e os não baseados não só nos resultados que eu obteria, mas levando em conta também o sentimento que acompanhava cada resultado, se a sensação era boa ou ruim.
E não é que a coisa funciona? Os "prós" e os "contras" ajudam a tomar a decisão certa, a fazer a escolha adequada.
Não é desperdício de tempo; aliás, é poupar arrependimentos inúteis.
(Juracy Lérco em 30-11-2014)
Ao processar essa idéia em minha mente, achei graça, não refleti a respeito.
Só pensei:- no quê uma lista iria me ajudar na solução de um problema?
Pois é, às vezes demoramos para compreender as coisas mais simples...Havia me habituado a tomar decisões sob o impulso do momento e custei a perceber que estava errada.
Tudo bem. Se o que se requer é ponderação, é análise, vamos parar com os impulsos. Vamos ponderar.
Comecei a fazer a tal lista, de prós e contras. Os sim e os não baseados não só nos resultados que eu obteria, mas levando em conta também o sentimento que acompanhava cada resultado, se a sensação era boa ou ruim.
E não é que a coisa funciona? Os "prós" e os "contras" ajudam a tomar a decisão certa, a fazer a escolha adequada.
Não é desperdício de tempo; aliás, é poupar arrependimentos inúteis.
(Juracy Lérco em 30-11-2014)
Inocência
Há alguns dias atrás, aconteceu uma coisa que me emocionou. Sempre fui muito emotiva, chorando até quando ouço o Hino Nacional.
Mas, ultimamente, minhas emoções estão mesmo à flor-da-pele. Não sei se é isso ou se o fato daquele momento me parecer verdadeiramente especial.
Eu estava na porta de casa esperando meu netinho chegar da escola. Eu moro de frente para uma grande avenida e o movimento de veículos é intenso. Vinha um ônibus com um bando de crianças cantando e gritando, fazendo aquela farra que só nessa idade eles sabem fazer.
Ao me verem no portão, começaram a acenar. Sacudiam os braços e gritavam "chau". Eu acenei de volta e eles festejaram, gritando mais ainda.
As lágrimas vieram-me aos olhos. Fiquei pensando:- Por quê quando crescemos, quando nos tornamos "adultos", perdemos essa louca espontaneidade que as crianças possuem de sobra? Aonde vai parar a nossa inocência que manifestava sem reservas uma alegria saudável de quem não tinha medo de ser feliz?
Agora compreendo porque Peter Pan não quis crescer.
(Juracy Lérco em 29-11-2014)
Mas, ultimamente, minhas emoções estão mesmo à flor-da-pele. Não sei se é isso ou se o fato daquele momento me parecer verdadeiramente especial.
Eu estava na porta de casa esperando meu netinho chegar da escola. Eu moro de frente para uma grande avenida e o movimento de veículos é intenso. Vinha um ônibus com um bando de crianças cantando e gritando, fazendo aquela farra que só nessa idade eles sabem fazer.
Ao me verem no portão, começaram a acenar. Sacudiam os braços e gritavam "chau". Eu acenei de volta e eles festejaram, gritando mais ainda.
As lágrimas vieram-me aos olhos. Fiquei pensando:- Por quê quando crescemos, quando nos tornamos "adultos", perdemos essa louca espontaneidade que as crianças possuem de sobra? Aonde vai parar a nossa inocência que manifestava sem reservas uma alegria saudável de quem não tinha medo de ser feliz?
Agora compreendo porque Peter Pan não quis crescer.
(Juracy Lérco em 29-11-2014)
Dilema
Vivemos em um constante estado de suspense.
A maioria das pessoas está esperando alguma coisa acontecer para reagir a ela.
Poucos são os que agem e fazem acontecer.
Entre esperar para reagir e agir fazendo acontecer existe apenas o controle da situação, se é nosso ou não.
Enquanto não descobrimos isso, andamos na corda bamba da vida, com medo de avançar e cair...
(Juracy Lérco em 27-11-2014)
A maioria das pessoas está esperando alguma coisa acontecer para reagir a ela.
Poucos são os que agem e fazem acontecer.
Entre esperar para reagir e agir fazendo acontecer existe apenas o controle da situação, se é nosso ou não.
Enquanto não descobrimos isso, andamos na corda bamba da vida, com medo de avançar e cair...
(Juracy Lérco em 27-11-2014)
Eu sou teu, você é minha...
A sensação de pertencer àquele que ama é uma necessidade dos apaixonados, tanto do homem quanto da mulher.
É melhor ouvir "eu sou teu" do que dizer "você é meu".
É melhor ouvir "eu sou tua" do que dizer "você é minha".
Quando se ama de verdade, a doação é espontânea, não há porque tomar posse.
"Eu sou teu" ou "eu sou tua" não quer dizer "faça de mim o que quiser".
Quer dizer "eu me dedico a fazer você feliz porque eu amo você".
(Juracy Lérco em 27-11-2014)
É melhor ouvir "eu sou teu" do que dizer "você é meu".
É melhor ouvir "eu sou tua" do que dizer "você é minha".
Quando se ama de verdade, a doação é espontânea, não há porque tomar posse.
"Eu sou teu" ou "eu sou tua" não quer dizer "faça de mim o que quiser".
Quer dizer "eu me dedico a fazer você feliz porque eu amo você".
(Juracy Lérco em 27-11-2014)
Fala o coração...
Éramos muito jovens...
Não compreendemos a grandeza do amor que começou.
Nos separamos, nos perdemos um do outro...
A vida seguiu adiante
Aprendemos a construir muros e barreiras em torno de nós,
para nos defender do mundo.
Hoje, ao nos reencontrarmos, há mil barreiras a transpor.
Mas estamos vivos...
Você tenta me enxergar por cima dos seus muros,
eu tento achar você escondido atrás das paredes.
Estamos muito próximos, mas não conseguimos nos encontrar;
Criamos um labirinto e não conseguimos achar a saída.
Às vezes, passamos lado a lado, mas não nos vemos...
Há mil obstáculos a contornar,
mil paredes para demolir,
mil montanhas para escalar.
Eu chamo, você me ouve, mas não sabe onde estou...
Você chama, eu ouço, mas não sei aonde você está...
Só a força desse amor, que aumentou com o seguir da vida,
poderá derrubar os muros que nos separam.
Abra o seu coração e eu abro o meu.
O meu amor derramado irá ao encontro do seu amor derramado.
E finalmente estaremos juntos.
(Juracy Lérco em 23-11-2014)
Não compreendemos a grandeza do amor que começou.
Nos separamos, nos perdemos um do outro...
A vida seguiu adiante
Aprendemos a construir muros e barreiras em torno de nós,
para nos defender do mundo.
Hoje, ao nos reencontrarmos, há mil barreiras a transpor.
Mas estamos vivos...
Você tenta me enxergar por cima dos seus muros,
eu tento achar você escondido atrás das paredes.
Estamos muito próximos, mas não conseguimos nos encontrar;
Criamos um labirinto e não conseguimos achar a saída.
Às vezes, passamos lado a lado, mas não nos vemos...
Há mil obstáculos a contornar,
mil paredes para demolir,
mil montanhas para escalar.
Eu chamo, você me ouve, mas não sabe onde estou...
Você chama, eu ouço, mas não sei aonde você está...
Só a força desse amor, que aumentou com o seguir da vida,
poderá derrubar os muros que nos separam.
Abra o seu coração e eu abro o meu.
O meu amor derramado irá ao encontro do seu amor derramado.
E finalmente estaremos juntos.
(Juracy Lérco em 23-11-2014)
Signos e Cristais 4/4
Se você nasceu sob um signo do elemento Água (Câncer, Escorpião ou Peixes) seu cristal é a Ametista ou Quartzo Violeta.
Este cristal favorece a meditação e proporciona uma percepção maior das forças cósmicas presentes no Universo. Também acalma o coração apaixonado.
O nome "ametista" vem do grego "amethustus" que significa "sem bebida". A pedra serve para conter os excessos do álcool.
Pode ser usada como jóia em brincos, colares, pulseiras e anéis.
(Juracy Lérco em 28-07-2012)
Este cristal favorece a meditação e proporciona uma percepção maior das forças cósmicas presentes no Universo. Também acalma o coração apaixonado.
O nome "ametista" vem do grego "amethustus" que significa "sem bebida". A pedra serve para conter os excessos do álcool.
Pode ser usada como jóia em brincos, colares, pulseiras e anéis.
(Juracy Lérco em 28-07-2012)
Signos e Cristais 3/4
Se você nasceu sob um signo do elemento Ar (Gêmeos, Libra ou Aquário) o seu cristal é o Quartzo Branco.
Este cristal aumenta a concentração e ajuda a remover pensamentos negativos. Tranquiliza e harmoniza a atmosfera ao redor. Confere clareza ao raciocínio e facilidade em expressar-se e comunicar-se.
A pedra pode ser usada de preferência perto da cabeça. É favorável engastar a pedra a um suporte de alumínio ou prata.
(Juracy Lérco em 28-07-2012)
Este cristal aumenta a concentração e ajuda a remover pensamentos negativos. Tranquiliza e harmoniza a atmosfera ao redor. Confere clareza ao raciocínio e facilidade em expressar-se e comunicar-se.
A pedra pode ser usada de preferência perto da cabeça. É favorável engastar a pedra a um suporte de alumínio ou prata.
(Juracy Lérco em 28-07-2012)
Signos e Cristais 2/4
Se você nasceu sob um signo do elemento Terra (Touro, Virgem ou Capricórnio), seu cristal é o Quartzo Citrino (ou amarelo).
Este cristal ajuda a manter os pés no chão e a enfrentar a realidade da vida. Confere solidez aos propósitos e impulsiona na busca da segurança e da realização.
A pedra pode ser usada em qualquer parte do corpo, mas de preferência em contato direto com a pele, sem engastes de metal.
(Juracy Lérco em 28-07-2012
)
Este cristal ajuda a manter os pés no chão e a enfrentar a realidade da vida. Confere solidez aos propósitos e impulsiona na busca da segurança e da realização.
A pedra pode ser usada em qualquer parte do corpo, mas de preferência em contato direto com a pele, sem engastes de metal.
(Juracy Lérco em 28-07-2012
)
Signos e Cristais 1/4
Se você nasceu sob um signo do elemento Fogo (Áries, Leão ou Sagitário, o seu cristal é o Quartzo Rosa.
Este cristal elimina as tensões causadas pelas atribulações do cotidiano, amplia a força criativa e favorece a expressão das idéias.
A pedra deve ser usada como pingente, numa corrente, na altura do coração. Ajuda a ter dinamismo, entusiasmo e auto-confiança.
Os homens podem colocar uma pedra no bolso da camisa.
(Juracy Lérco em 28-07-2012)
Este cristal elimina as tensões causadas pelas atribulações do cotidiano, amplia a força criativa e favorece a expressão das idéias.
A pedra deve ser usada como pingente, numa corrente, na altura do coração. Ajuda a ter dinamismo, entusiasmo e auto-confiança.
Os homens podem colocar uma pedra no bolso da camisa.
(Juracy Lérco em 28-07-2012)
Obrigado e Gratidão
A palavra "obrigado" como forma de agradecimento vem do Latim "obligatus" , particípio do verbo "obligare" que significa ligar ou amarrar.
É a forma abreviada da expressão "fico-lhe obrigado", ou seja, estou ligado a você pelo favor que me fez.
Quando um serviço nos é prestado poir alguém, tornamo-nos devedores e é criado um elo de ligação, mesmo que momentâneo.
A "gratidão" é diferente. Envolve emoção e sentimento. Ela não liga, não amarra e não nos obriga a nada. É o sentimento espontâneo de percebermos quando alguma coisa faz-nos sentir bem, felizes, transportados a outro nível de consciência.
Podemos ser gratos aos outros, claro. Mas a gratidão é uma emoção que circula dentro de nós, é alguma coisa entre nós e a vida, ou entre nós e Deus.
É a forma abreviada da expressão "fico-lhe obrigado", ou seja, estou ligado a você pelo favor que me fez.
Quando um serviço nos é prestado poir alguém, tornamo-nos devedores e é criado um elo de ligação, mesmo que momentâneo.
A "gratidão" é diferente. Envolve emoção e sentimento. Ela não liga, não amarra e não nos obriga a nada. É o sentimento espontâneo de percebermos quando alguma coisa faz-nos sentir bem, felizes, transportados a outro nível de consciência.
Podemos ser gratos aos outros, claro. Mas a gratidão é uma emoção que circula dentro de nós, é alguma coisa entre nós e a vida, ou entre nós e Deus.
Sabedoria indígena
Diz a sabedoria indígena que quando falamos com os outros estamos estabelecendo um laço com aqueles que nos ouvem. Se não cumprimos aquilo que prometemos, o fio da nossa ação, que deveria estar concluída com esse fio amarrado a algum lugar, fica solto ao nosso lado.
Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se aos nossos pés, impedindo-nos de caminhar livremente, presos às promessas não cumpridas.
Ficamos amarrados às nossas próprias palavras.
Por isso, os nativos têm o costume de "por as palavras para andar", que significa agir de acordo com o que falamos, sem falsas promessas e sem mentir aos outros.
Essa atitude conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo. Um homem só pode dizer-se íntegro quando pensa, sente e age no mesmo sentido, nunca desvalorizando as palavras às quais deu vida, quando as pronunciou.
Agindo dessa forma, chega-se ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.
Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se aos nossos pés, impedindo-nos de caminhar livremente, presos às promessas não cumpridas.
Ficamos amarrados às nossas próprias palavras.
Por isso, os nativos têm o costume de "por as palavras para andar", que significa agir de acordo com o que falamos, sem falsas promessas e sem mentir aos outros.
Essa atitude conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo. Um homem só pode dizer-se íntegro quando pensa, sente e age no mesmo sentido, nunca desvalorizando as palavras às quais deu vida, quando as pronunciou.
Agindo dessa forma, chega-se ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.
Bem no fundo...
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
gostaríamos de ter os nossos problemas resolvidos por decreto.
A partir desta data aquela mágoa sem remédio é considerada nula.
E sobre ela silêncio perpétuo.
Extinta por lei toda lembrança, maldito seja quem olhar para trás!
Lá para trás, não há nada. Nada mais.
bem lá no fundo,
gostaríamos de ter os nossos problemas resolvidos por decreto.
A partir desta data aquela mágoa sem remédio é considerada nula.
E sobre ela silêncio perpétuo.
Extinta por lei toda lembrança, maldito seja quem olhar para trás!
Lá para trás, não há nada. Nada mais.
Lei e Justiça
Não adianta procurarmos justiça quando estamos lidando com a lei.
A lei nunca será sinônimo de justiça. A lei é de caráter geral e a justiça só pode ser aplicada em particular.
Aplicar a lei é fácil, não requer sabedoria.
Fazer justiça dá trabalho e requer consciência.
(Juracy Lérco em 27-10-2006)
A lei nunca será sinônimo de justiça. A lei é de caráter geral e a justiça só pode ser aplicada em particular.
Aplicar a lei é fácil, não requer sabedoria.
Fazer justiça dá trabalho e requer consciência.
(Juracy Lérco em 27-10-2006)
Passado
Quando o passado bater à porta, não abra.
Corra e tranque todas as portas.
Por mais que ele insista com lembranças agradáveis, ignore-o, negue-se a recebê-lo.
Mesmo que ele traga boas recordações, mantenha-o longe, ele é perigoso.
Eu abri a minha porta para o passado. Não tive medo porque era uma lembrança boa.
Até agora não sei porque voltou para me ferir.
Perguntei se havia lhe causado alguma mágoa e ele me garantiu que não.
Eu não o magoara.
Deixei-o entrar e ele me magoou profundamente, como que por capricho, porque decidiu que tinha o poder de fazê-lo.
Destruiu o meu presente e me deixou sem fé no futuro.
E simplesmente foi embora, sem explicação.
Não basta enterrar o passado. É preciso cremá-lo e jogar as cinzas ao mar. Assim garantimos que nem como fênix possa voltar...
(Juracy Lérco em 19-11-2014)
Corra e tranque todas as portas.
Por mais que ele insista com lembranças agradáveis, ignore-o, negue-se a recebê-lo.
Mesmo que ele traga boas recordações, mantenha-o longe, ele é perigoso.
Eu abri a minha porta para o passado. Não tive medo porque era uma lembrança boa.
Até agora não sei porque voltou para me ferir.
Perguntei se havia lhe causado alguma mágoa e ele me garantiu que não.
Eu não o magoara.
Deixei-o entrar e ele me magoou profundamente, como que por capricho, porque decidiu que tinha o poder de fazê-lo.
Destruiu o meu presente e me deixou sem fé no futuro.
E simplesmente foi embora, sem explicação.
Não basta enterrar o passado. É preciso cremá-lo e jogar as cinzas ao mar. Assim garantimos que nem como fênix possa voltar...
(Juracy Lérco em 19-11-2014)
Câncer, o amoroso
Câncer
O quarto signo
Elemento:- Água
Regente:- Lua
Ocupante original da Casa IV
Modalidade da energia:- Cardinal
Câncer é o emocional em ação. Em Áries, temos "eu sou". Em Touro, temos "eu tenho". Em Gêmeos, temos "eu sei". Em Câncer, temos "eu sinto".
Câncer é guiado pelo que sente, seus sentimentos, suas emoções, suas sensações e impressões. O raciocínio e a lógica têm pouco valor para Câncer. Ele costuma adquirir conhecimento através das impressões que as coisas lhe causam. Tem uma sensibilidade muito grande que afeta seu humor o tempo todo. Quando dizem que uma pessoa é "de lua", o mais provável é que estejam falando de um canceriano ou comparando com ele. Assim como a Lua rege as marés, rege também as águas (humores) do canceriano, por isso os extremos do seu comportamento. Câncer pode passar do otimismo exagerado ao pessimismo total. Da alegria beirando a euforia à tristeza das lágrimas.
Câncer é um signo feminino e passivo e, normalmente, os nativos de Câncer do sexo masculino têm muita dificuldade em se afirmar e expressar, porque nem todos vão conseguir entender sua sensibilidade e seu lado feminino bastante desenvolvido. Câncer, ocupante da Casa IV, é o signo do lar, da mãe nutriz, da família constituída como base da vida. É o signo da nutrição, do abrigo, da proteção dos seus entes queridos.
Como os outros signos de Água, (Escorpião e Peixes) Câncer tem como base da vida os relacionamentos afetivos, desde os pais e irmãos até os amigos e os parceiros amorosos e sexuais. Para os cancerianos tem que haver uma afeição em seus relacionamentos, eles têm que gostar, simpatizar com a pessoa, alguma emoção tem que vibrar. Câncer nunca conseguiria levar adiante um relacionamento baseado na afinidade mental ou prática da vida. Ele precisa estar ligado emocionalmente para se relacionar com os outros. A finalidade da vida do canceriano é construir um lar, um lugar onde haja amor entre as pessoas, onde haja conforto, alimentação e abrigo.
As mulheres cancerianas que são obrigadas a trabalhar fora do lar quase sempre vivem um conflito que pode ser maior ou menor, dadas as circunstâncias. Ao mesmo tempo que desejam a realização numa profissão, sentem uma espécie de culpa por não poderem se dedicar mais ao lar e à família. A Lua, regente de Câncer, movimenta-se muito rápido, permanecendo cerca de dois dias e meio em cada signo, alterando o comportamento do canceriano pela absorção consecutiva das energias dos signos percorridos. Enquanto o Sol leva um ano para percorrer o Zodíaco, a Lua leva apenas um mês.
A energia emocional de Câncer é voltada para a ação (Cardinal) e os cancerianos sempre vão em busca de sua satisfação emocional, vão buscar o que lhes dá sensação de conforto, sensação de pertencer. A sensibilidade extremada pode prejudicar os relacionamentos porque vão estar presentes a insistência, o ciúme, a chantagem e até a dissimulação. Um canceriano é hábil em fingir-se doente ou incapacitado quando quer chamar a atenção ou para conseguir algo que deseja de outra pessoa. Normalmente, Câncer é fiel, mas pode trair ou fingir estar traindo para provocar reações de ciúme no parceiro. Câncer é amoroso e se seu humor, constantemente mutável, for compreendido pelo parceiro, será um amante intenso que não medirá esforços para agradar esse parceiro. O pecado relacionado à Lua é a inveja e se o canceriano não é bem resolvido consigo mesmo tende a invejar a felicidade dos outros. Isso pode acontecer quando a energia canceriana sofre bloqueios.
As profissões ideais para os cancerianos são todas aquelas ligadas à nutrição, aos cuidados, ao abrigo (desde casas até roupas), à proteção e ao ambiente. Sua extrema sensibilidade pode fazer deles ótimos dançarinos, músicos, pintores e escultores. Podem ser nutricionistas, bons cozinheiros, enfermeiros, cuidadores, construtores, paisagistas ou decoradores. Câncer também possui dons de cura, conforme o mapa natal. Podem ser fisioterapeutas, massagistas, quiropráticos ou acupunturistas.
A parte do corpo regida pela Lua é o estômago onde se processa a digestão dos alimentos. Os nativos de Câncer estão sujeitos a estomatites, gastrites e úlceras. Também a vesícula e o fígado são sensíveis. Podem ser afetados por doenças psicossomáticas porque sua sensibilidade aguçada tende a captar de um ambiente doente os sintomas da doença. Câncer, como os demais signos de Água, é medroso e vê ameaças em tudo e em todos, principalmente ameaças à sua saúde. Tem muito medo de contágio e contaminação. Por pertencer ao eixo Câncer-Capricórnio, os cancerianos também podem apresentar problemas dentários e ósseos.
Normalmente, Câncer é protetor. Com relação aos filhos pode chegar a ser super-protetor, acabando por prejudicar o desenvolvimento dos filhos porque não os deixa vivenciarem suas próprias experiências. A mãe de Câncer é pior que o pai no quesito super-proteção. Coitado daquele que mexer com seus filhos. Ela não vai se importar com o que seu filho fez. Só vai se importar com o que fizeram com o seu bebê. Para a mãe de Câncer o filho é um eterno bebê. Um bom exemplo de mãe canceriana está na piada da filha, gritando da janela do avião:- "Mãe, sai da pista que eu estou levando agasalho!" Também é o tipo de mãe que faz chantagem emocional, que cobra a criança pelo amor que lhe dá e não a deixa esquecer os cuidados que teve com ela. Câncer é um signo extremamente dependente de afeto. Precisa sentir-se amado e acarinhado. É capaz de grandes sacrifícios por quem ama, mas não abre mão da retribuição em afeto e carinho.
Se Mercúrio estiver em Câncer, às características de dependência vão se juntar as dúvidas, as desconfianças, o ciúme e o medo da traição. e o canceriano pode fazer de seu relacionamento um inferno para si e para o parceiro. Câncer não quer argumentos lógicos, apenas reage às suas sensações e impressões. Quando Mercúrio está em Gêmeos ou Leão há um alívio e o nativo poderá ser mais prático e decidido em suas atitudes.
Também o Ascendente e a Lua vão modificar as características do canceriano. Se a Lua ou o Ascendente estiver em outro signo de Água (Escorpião ou Peixes) a sensibilidade aumenta ainda mais, e também o medo e a dependência. Se a Lua estiver num signo de outro elemento (Fogo, Ar ou Terra) a energia recebe uma coloração das propriedades desse signo. Por exemplo, Sol em Câncer e Lua em Virgem. O canceriano vai valorizar o raciocínio, vai ouvir os outros, vai pedir opiniões e vai procurar uma explicação racional para seus sentimentos. Vai ser mais prático, mais voltado para o lado material e físico da vida. Com o Ascendente se dá o mesmo. Um Ascendente em signo de Fogo, por exemplo Áries, vai diminuir o medo do canceriano. Ele terá mais fé e confiança em si mesmo e mais coragem para buscar seus objetivos.
Quando o canceriano, homem ou mulher, tiver a Lua posicionada no signo de Leão, nota-se um comportamernto peculiar:- agirá com seu lado feminino, mas suas reações serão tipicamente masculinas, pois Leão é regido pelo Sol.
Para relacionamentos, o ideal para Câncer são os trígonos, formados com Escorpião ou Peixes, pois a Água entende a Água. São emocionais, sensíveis, medrosos e introspectivos. Os sextis também são favoráveis, formados com os signos de Terra, Touro ou Virgem. O elemento Terra consegue conter a água canceriana para ela não se esparramar sem limites. A água de Câncer umedece a aridez da terra de Touro ou Virgem, e pode haver uma complementação entre os elementos. Os signos de terra podem proporcionar um sentido mais prático à vida do canceriano, fazendo com que ele procure objetivos úteis que tragam proveito à sua vida, ao invés de permanecerem prisioneiros de suas impressões e sentimentos.
Há uma atribuição feita ao homem de Câncer, afirmando que ele é sempre "mulherengo". Na verdade ele é mesmo, mas nem sempre no sentido de ter várias mulheres ou trai-las. É que o homem de Câncer sente-se melhor junto de mulheres, pois estas entendem o seu lado feminino. O mesmo ocorre com as mulheres do signo de Leão. Elas se entendem melhor com os homens, pois as naturezas se assemelham.
Câncer é amigo, é delicado, é dedicado, é protetor e é de confiança. Basta compreender sua extrema sensibilidade e ter cautela para não feri-lo. Câncer pode ser cruel em suas revanches. Tudo e todos que não pertencem ao seu círculo mais íntimo não tem muita importância para ele.
Câncer gosta de ser procurado, de ser solicitado, embora nem sempre esteja de bom humor para atender. É uma natureza difìcil que precisa ser tratada com muita delicadeza e compreensão para mostrar o seu lado encantador. Os olhos, geralmente grandes, dos cancerianos parecem sempre úmidos, sempre prontos para derramar lágrimas. Mas se você fizer um canceriano chorar, principalmente uma canceriana, pode ter certeza que vai pagar caro por isso.
(Por Juracy Lérco em 18-11-2014).
O quarto signo
Elemento:- Água
Regente:- Lua
Ocupante original da Casa IV
Modalidade da energia:- Cardinal
Câncer é o emocional em ação. Em Áries, temos "eu sou". Em Touro, temos "eu tenho". Em Gêmeos, temos "eu sei". Em Câncer, temos "eu sinto".
Câncer é guiado pelo que sente, seus sentimentos, suas emoções, suas sensações e impressões. O raciocínio e a lógica têm pouco valor para Câncer. Ele costuma adquirir conhecimento através das impressões que as coisas lhe causam. Tem uma sensibilidade muito grande que afeta seu humor o tempo todo. Quando dizem que uma pessoa é "de lua", o mais provável é que estejam falando de um canceriano ou comparando com ele. Assim como a Lua rege as marés, rege também as águas (humores) do canceriano, por isso os extremos do seu comportamento. Câncer pode passar do otimismo exagerado ao pessimismo total. Da alegria beirando a euforia à tristeza das lágrimas.
Câncer é um signo feminino e passivo e, normalmente, os nativos de Câncer do sexo masculino têm muita dificuldade em se afirmar e expressar, porque nem todos vão conseguir entender sua sensibilidade e seu lado feminino bastante desenvolvido. Câncer, ocupante da Casa IV, é o signo do lar, da mãe nutriz, da família constituída como base da vida. É o signo da nutrição, do abrigo, da proteção dos seus entes queridos.
Como os outros signos de Água, (Escorpião e Peixes) Câncer tem como base da vida os relacionamentos afetivos, desde os pais e irmãos até os amigos e os parceiros amorosos e sexuais. Para os cancerianos tem que haver uma afeição em seus relacionamentos, eles têm que gostar, simpatizar com a pessoa, alguma emoção tem que vibrar. Câncer nunca conseguiria levar adiante um relacionamento baseado na afinidade mental ou prática da vida. Ele precisa estar ligado emocionalmente para se relacionar com os outros. A finalidade da vida do canceriano é construir um lar, um lugar onde haja amor entre as pessoas, onde haja conforto, alimentação e abrigo.
As mulheres cancerianas que são obrigadas a trabalhar fora do lar quase sempre vivem um conflito que pode ser maior ou menor, dadas as circunstâncias. Ao mesmo tempo que desejam a realização numa profissão, sentem uma espécie de culpa por não poderem se dedicar mais ao lar e à família. A Lua, regente de Câncer, movimenta-se muito rápido, permanecendo cerca de dois dias e meio em cada signo, alterando o comportamento do canceriano pela absorção consecutiva das energias dos signos percorridos. Enquanto o Sol leva um ano para percorrer o Zodíaco, a Lua leva apenas um mês.
A energia emocional de Câncer é voltada para a ação (Cardinal) e os cancerianos sempre vão em busca de sua satisfação emocional, vão buscar o que lhes dá sensação de conforto, sensação de pertencer. A sensibilidade extremada pode prejudicar os relacionamentos porque vão estar presentes a insistência, o ciúme, a chantagem e até a dissimulação. Um canceriano é hábil em fingir-se doente ou incapacitado quando quer chamar a atenção ou para conseguir algo que deseja de outra pessoa. Normalmente, Câncer é fiel, mas pode trair ou fingir estar traindo para provocar reações de ciúme no parceiro. Câncer é amoroso e se seu humor, constantemente mutável, for compreendido pelo parceiro, será um amante intenso que não medirá esforços para agradar esse parceiro. O pecado relacionado à Lua é a inveja e se o canceriano não é bem resolvido consigo mesmo tende a invejar a felicidade dos outros. Isso pode acontecer quando a energia canceriana sofre bloqueios.
As profissões ideais para os cancerianos são todas aquelas ligadas à nutrição, aos cuidados, ao abrigo (desde casas até roupas), à proteção e ao ambiente. Sua extrema sensibilidade pode fazer deles ótimos dançarinos, músicos, pintores e escultores. Podem ser nutricionistas, bons cozinheiros, enfermeiros, cuidadores, construtores, paisagistas ou decoradores. Câncer também possui dons de cura, conforme o mapa natal. Podem ser fisioterapeutas, massagistas, quiropráticos ou acupunturistas.
A parte do corpo regida pela Lua é o estômago onde se processa a digestão dos alimentos. Os nativos de Câncer estão sujeitos a estomatites, gastrites e úlceras. Também a vesícula e o fígado são sensíveis. Podem ser afetados por doenças psicossomáticas porque sua sensibilidade aguçada tende a captar de um ambiente doente os sintomas da doença. Câncer, como os demais signos de Água, é medroso e vê ameaças em tudo e em todos, principalmente ameaças à sua saúde. Tem muito medo de contágio e contaminação. Por pertencer ao eixo Câncer-Capricórnio, os cancerianos também podem apresentar problemas dentários e ósseos.
Normalmente, Câncer é protetor. Com relação aos filhos pode chegar a ser super-protetor, acabando por prejudicar o desenvolvimento dos filhos porque não os deixa vivenciarem suas próprias experiências. A mãe de Câncer é pior que o pai no quesito super-proteção. Coitado daquele que mexer com seus filhos. Ela não vai se importar com o que seu filho fez. Só vai se importar com o que fizeram com o seu bebê. Para a mãe de Câncer o filho é um eterno bebê. Um bom exemplo de mãe canceriana está na piada da filha, gritando da janela do avião:- "Mãe, sai da pista que eu estou levando agasalho!" Também é o tipo de mãe que faz chantagem emocional, que cobra a criança pelo amor que lhe dá e não a deixa esquecer os cuidados que teve com ela. Câncer é um signo extremamente dependente de afeto. Precisa sentir-se amado e acarinhado. É capaz de grandes sacrifícios por quem ama, mas não abre mão da retribuição em afeto e carinho.
Se Mercúrio estiver em Câncer, às características de dependência vão se juntar as dúvidas, as desconfianças, o ciúme e o medo da traição. e o canceriano pode fazer de seu relacionamento um inferno para si e para o parceiro. Câncer não quer argumentos lógicos, apenas reage às suas sensações e impressões. Quando Mercúrio está em Gêmeos ou Leão há um alívio e o nativo poderá ser mais prático e decidido em suas atitudes.
Também o Ascendente e a Lua vão modificar as características do canceriano. Se a Lua ou o Ascendente estiver em outro signo de Água (Escorpião ou Peixes) a sensibilidade aumenta ainda mais, e também o medo e a dependência. Se a Lua estiver num signo de outro elemento (Fogo, Ar ou Terra) a energia recebe uma coloração das propriedades desse signo. Por exemplo, Sol em Câncer e Lua em Virgem. O canceriano vai valorizar o raciocínio, vai ouvir os outros, vai pedir opiniões e vai procurar uma explicação racional para seus sentimentos. Vai ser mais prático, mais voltado para o lado material e físico da vida. Com o Ascendente se dá o mesmo. Um Ascendente em signo de Fogo, por exemplo Áries, vai diminuir o medo do canceriano. Ele terá mais fé e confiança em si mesmo e mais coragem para buscar seus objetivos.
Quando o canceriano, homem ou mulher, tiver a Lua posicionada no signo de Leão, nota-se um comportamernto peculiar:- agirá com seu lado feminino, mas suas reações serão tipicamente masculinas, pois Leão é regido pelo Sol.
Para relacionamentos, o ideal para Câncer são os trígonos, formados com Escorpião ou Peixes, pois a Água entende a Água. São emocionais, sensíveis, medrosos e introspectivos. Os sextis também são favoráveis, formados com os signos de Terra, Touro ou Virgem. O elemento Terra consegue conter a água canceriana para ela não se esparramar sem limites. A água de Câncer umedece a aridez da terra de Touro ou Virgem, e pode haver uma complementação entre os elementos. Os signos de terra podem proporcionar um sentido mais prático à vida do canceriano, fazendo com que ele procure objetivos úteis que tragam proveito à sua vida, ao invés de permanecerem prisioneiros de suas impressões e sentimentos.
Há uma atribuição feita ao homem de Câncer, afirmando que ele é sempre "mulherengo". Na verdade ele é mesmo, mas nem sempre no sentido de ter várias mulheres ou trai-las. É que o homem de Câncer sente-se melhor junto de mulheres, pois estas entendem o seu lado feminino. O mesmo ocorre com as mulheres do signo de Leão. Elas se entendem melhor com os homens, pois as naturezas se assemelham.
Câncer é amigo, é delicado, é dedicado, é protetor e é de confiança. Basta compreender sua extrema sensibilidade e ter cautela para não feri-lo. Câncer pode ser cruel em suas revanches. Tudo e todos que não pertencem ao seu círculo mais íntimo não tem muita importância para ele.
Câncer gosta de ser procurado, de ser solicitado, embora nem sempre esteja de bom humor para atender. É uma natureza difìcil que precisa ser tratada com muita delicadeza e compreensão para mostrar o seu lado encantador. Os olhos, geralmente grandes, dos cancerianos parecem sempre úmidos, sempre prontos para derramar lágrimas. Mas se você fizer um canceriano chorar, principalmente uma canceriana, pode ter certeza que vai pagar caro por isso.
(Por Juracy Lérco em 18-11-2014).
Duas formas
São essas coisas que acontecem para as quais não há muita explicação racional. É muito difícil traduzir emoções ou sensações para a linguagem do raciocínio.
De repente, eu me vi percebendo que eu o amava de duas formas.
Quando era a razão que estava no comando, eu via o meu amor como alguém astuto, sempre pronto para mentir-me, sempre se esquivando de me dar respostas, sempre escondendo alguma coisa de mim. Nunca me amando o suficiente, nunca parecendo o meu verdadeiro companheiro, nunca alcançando a profundidade do meu amor, nunca me acalmando a ansiedade.
Quando o coração assumia o comando, eu o via dentro de mim, como se fôssemos um só, via a ternura e a meiguice com que ele me tratava, a delicadeza de suas palavras, a suavidade de seu toque, como se eu fosse de cristal e ele temesse quebrar-me. Sincero, meigo, partilhando seus anseios comigo, tratando-me como amante nos momentos de paixão, mas principalmente tratando-me como sua melhor amiga nos momentos de descanso. Confiante, abrindo seu coração para mim e me entregando seus mais profundos segredos.
São poucas as pessoas que têm a percepção para entender as duas formas de amar e agir da maneira adequada e eu não pertencia a essas poucas. Só compreendi isso agora, depois de ter afastado o meu amor de mim, permitindo que a lógica e o raciocínio decidissem, passando por cima do meu coração. Foi uma vitória da razão à custa da derrota do coração. O meu ego me parabeniza porque acha que eu fiz a coisa certa, porque tomei a decisão lógica. O meu coração chora baixinho por eu ter-lhe negado a oportunidade de ser feliz.
De dia, enquanto o mundo da razão é soberano, é fácil fazer tudo automaticamente e tocar a vida prática.
De noite, quando a razão faz silêncio e os sentimentos podem aparecer, é uma dor na alma, intensa, profunda, um vazio que nenhuma lógica consegue preencher.
Tomei a decisão errada porque sou um ser emocional por natureza e desrespeitei o que há de mais puro em mim, disfarçando-me com a racionalização e a prática. Sou razão apenas para o mínimo necessário, para o resto eu sou toda coração. Não sabia disso e agredi quase que a totalidade da minha natureza.
Esse disfarce vinha de muito tempo. Só uma vez na vida, alguém me disse que eu era meiga, e ainda foi com uma frase assim:- "nossa, ela consegue ser meiga..."
A meiguice é a qualidade que mais aprecio nas pessoas e eu encontrei isso no meu amor. Talvez tenha sido inveja por eu nunca ter conseguido mostrar a minha própria meiguice, enterrada bem fundo, para ninguém ver, como se fosse uma vergonha ou uma fraqueza.
O medo de sofrer leva-nos a carregar armas e apontá-las para todos, mesmo que não sejam ameaças. E as atitudes que tomamos para não sofrer acabam por nos trazer sofrimentos maiores que os imaginados.
Não sei se a lição que aprendemos serve para alguma coisa, depois que perdemos o que mais amávamos. Em todo caso, lição registrada.
Crescemos em sabedoria, se isso é consolo.
Para mim, não é.
(Por Juracy Lérco em 16-11-2014)
De repente, eu me vi percebendo que eu o amava de duas formas.
Quando era a razão que estava no comando, eu via o meu amor como alguém astuto, sempre pronto para mentir-me, sempre se esquivando de me dar respostas, sempre escondendo alguma coisa de mim. Nunca me amando o suficiente, nunca parecendo o meu verdadeiro companheiro, nunca alcançando a profundidade do meu amor, nunca me acalmando a ansiedade.
Quando o coração assumia o comando, eu o via dentro de mim, como se fôssemos um só, via a ternura e a meiguice com que ele me tratava, a delicadeza de suas palavras, a suavidade de seu toque, como se eu fosse de cristal e ele temesse quebrar-me. Sincero, meigo, partilhando seus anseios comigo, tratando-me como amante nos momentos de paixão, mas principalmente tratando-me como sua melhor amiga nos momentos de descanso. Confiante, abrindo seu coração para mim e me entregando seus mais profundos segredos.
São poucas as pessoas que têm a percepção para entender as duas formas de amar e agir da maneira adequada e eu não pertencia a essas poucas. Só compreendi isso agora, depois de ter afastado o meu amor de mim, permitindo que a lógica e o raciocínio decidissem, passando por cima do meu coração. Foi uma vitória da razão à custa da derrota do coração. O meu ego me parabeniza porque acha que eu fiz a coisa certa, porque tomei a decisão lógica. O meu coração chora baixinho por eu ter-lhe negado a oportunidade de ser feliz.
De dia, enquanto o mundo da razão é soberano, é fácil fazer tudo automaticamente e tocar a vida prática.
De noite, quando a razão faz silêncio e os sentimentos podem aparecer, é uma dor na alma, intensa, profunda, um vazio que nenhuma lógica consegue preencher.
Tomei a decisão errada porque sou um ser emocional por natureza e desrespeitei o que há de mais puro em mim, disfarçando-me com a racionalização e a prática. Sou razão apenas para o mínimo necessário, para o resto eu sou toda coração. Não sabia disso e agredi quase que a totalidade da minha natureza.
Esse disfarce vinha de muito tempo. Só uma vez na vida, alguém me disse que eu era meiga, e ainda foi com uma frase assim:- "nossa, ela consegue ser meiga..."
A meiguice é a qualidade que mais aprecio nas pessoas e eu encontrei isso no meu amor. Talvez tenha sido inveja por eu nunca ter conseguido mostrar a minha própria meiguice, enterrada bem fundo, para ninguém ver, como se fosse uma vergonha ou uma fraqueza.
O medo de sofrer leva-nos a carregar armas e apontá-las para todos, mesmo que não sejam ameaças. E as atitudes que tomamos para não sofrer acabam por nos trazer sofrimentos maiores que os imaginados.
Não sei se a lição que aprendemos serve para alguma coisa, depois que perdemos o que mais amávamos. Em todo caso, lição registrada.
Crescemos em sabedoria, se isso é consolo.
Para mim, não é.
(Por Juracy Lérco em 16-11-2014)
Paz
Sonhou Carinho, mas foi acordada pela Distância.
Sonhou Companhia, mas foi acordada pela Ausência.
Sonhou Confiança, mas foi acordada pelo Silêncio.
Sonhou Amor, mas foi acordada pela Indiferença.
Sonhou ser feliz, mas não havendo carinho, companhia, confiança e nem amor, contentou-se com a primeira das felicidades negativas>- a PAZ.
(Juracy Lérco em 17-06-2014)
Sonhou Companhia, mas foi acordada pela Ausência.
Sonhou Confiança, mas foi acordada pelo Silêncio.
Sonhou Amor, mas foi acordada pela Indiferença.
Sonhou ser feliz, mas não havendo carinho, companhia, confiança e nem amor, contentou-se com a primeira das felicidades negativas>- a PAZ.
(Juracy Lérco em 17-06-2014)
Pais e Filhos
O condicionamento de um indivíduo, mesmo quando resulta num comportamento aceitável ou favorável, sempre é algo negativo porque significa uma imposição ou manipulação de uma personalidade sobre outra.
Existem condicionamentos oriundos de muitos fatores, porém, os piores e mais difíceis de superar são aqueles causados pelos pais, através da educação, impondo comportamentos que podem ter servido para eles, mas que, para os filhos, podem ser inúteis ou prejudiciais. Muitos pais chegam a extremos, como dar seu próprio nome aos filhos, com a extensão "filho", "júnior" ou uma letra romana (II, III). É o mesmo que dizer a uma criatura que acaba de nascer:- "olha, você vai ser igual a mim, você é uma extensão minha, você não tem identidade própria".
Na minha opinião, já deveria haver leis que considerassem provisório o nome dado a uma criança, um nome que ela pudesse mudar quando atingisse a idade em que pudesse escolher.Assim como a filiação a uma religião também deveria ser provisória, para que o adulto pudesse escolher o deus em que quer acreditar.
Esses condicionamentos de nome, religião e encaminhamento para uma profissão são as piores manipulações que uma mente que naquele momento detém o poder (os pais) usa para subjugar outra mente que ainda está em formação (os filhos). Já houve a limitação de muitos por cento do potencial da mente em desenvolvimento. Já foi criada uma prisão, da qual é difícil escapar porque ela é doce, amorosa e proporciona a segurança emocional que a nova mente precisa para seguir com a vida. A nova mente ainda não tem maturidade para optar e é compreensível que os pais só podem transmitir a ela os valores que possuem. Porém, os pais deveriam sempre deixar claro que a possibilidade de libertação ou mudança virá na época adequada. A mais triste realidade é que a maioria dos pais encara seus filhos como sua continuidade, não como novos indivíduos com direito a uma existência independente da sua própria.
Um pai que dá ao seu filho o seu próprio nome, ou o nome de seus ancestrais, está negando ao novo ser a possibilidade de existir por si mesmo. O filho é mera continuidade sua, é o seu desejo de não morrer. É o cúmulo do egoísmo inutilizar uma nova existência incorporando-a. É também o direito de posse exercido além dos limites, invadindo uma propriedade que não é sua.
Um pai que batiza seu filho sob os preceitos de uma religião, em seu nome ou da tradição familiar, sem admitir para ele que há inúmeras opções que ele mais tarde conhecerá, estará aprisionando seu filho, acorrentando-o àquilo em que ele acredita e que não será, necessariamente, no que o filho vai acreditar um dia. O raciocínio literal que afirma "bom para mim, bom para ele" é a premissa mais falsa da educação porque já decide, a priori, as escolhas de uma outra criatura. Filho não é extensão nem propriedade.
Um pai que educa seu filho para uma profissão que ele já exerce ou sonhou exercer também está centrado em sua própria continuidade. Nem sequer vai observar os talentos com que seu filho nasceu e que podem ser diametralmente opostos aos seus próprios. Na maioria dos casos, os herdeiros poem a perder o patrimônio dos pais. Isso ocorre porque esse patrimônio não se identifica com eles, não foram eles que o construíram, não puseram nada de si nessa construção e pouco lhes importa que desmorone. Há também os casos de o pai ter sonhado em destacar-se em alguma profissão e ter visto o seu sonho frustrado. Projeta, então, o seu sonho no filho, ignorando se há talento para isso ou não. O que consegue é ajudar seu filho a se tornar um profissional medíocre e desinteressado que vai trabalhar com algo que não aprecia, renunciando às suas verdadeiras aptidões.
No dia em que as pessoas se conscientizarem que ter filhos é dar continuidade à humanidade e não à individualidade, pensarão dez vezes antes de se responsabilizarem pela educação de novas vidas.
A tarefa dos pais é ensinar, educar e preparar o novo ser para ocupar seu lugar no mundo e é óbvio que sói podem fazer isso com o arsenal que possuem. Mas há uma maneira de não prender, não condicionar, não limitar, não anular e não causar traumas irrecuperáveis. Basta enxergar que os filhos são novas vidas que vão se expressar com seu próprio potencial. Filhos não são propriedades, não são cópias, não são bonecos, não são papel em branco para os pais escreverem o que quiserem. Valores não são impostos, valores têm que ser descobertos pela natureza de cada um. Não custa acrescentar à educação a noção de liberdade interior, deixando sempre uma porta aberta para que os filhos descubram por si mesmos para o quê vieram.
Por filhos no mundo é muito fácil. O difícil é por o mundo nos filhos.
(Por Juracy Lérco em 04-11-2014)
Existem condicionamentos oriundos de muitos fatores, porém, os piores e mais difíceis de superar são aqueles causados pelos pais, através da educação, impondo comportamentos que podem ter servido para eles, mas que, para os filhos, podem ser inúteis ou prejudiciais. Muitos pais chegam a extremos, como dar seu próprio nome aos filhos, com a extensão "filho", "júnior" ou uma letra romana (II, III). É o mesmo que dizer a uma criatura que acaba de nascer:- "olha, você vai ser igual a mim, você é uma extensão minha, você não tem identidade própria".
Na minha opinião, já deveria haver leis que considerassem provisório o nome dado a uma criança, um nome que ela pudesse mudar quando atingisse a idade em que pudesse escolher.Assim como a filiação a uma religião também deveria ser provisória, para que o adulto pudesse escolher o deus em que quer acreditar.
Esses condicionamentos de nome, religião e encaminhamento para uma profissão são as piores manipulações que uma mente que naquele momento detém o poder (os pais) usa para subjugar outra mente que ainda está em formação (os filhos). Já houve a limitação de muitos por cento do potencial da mente em desenvolvimento. Já foi criada uma prisão, da qual é difícil escapar porque ela é doce, amorosa e proporciona a segurança emocional que a nova mente precisa para seguir com a vida. A nova mente ainda não tem maturidade para optar e é compreensível que os pais só podem transmitir a ela os valores que possuem. Porém, os pais deveriam sempre deixar claro que a possibilidade de libertação ou mudança virá na época adequada. A mais triste realidade é que a maioria dos pais encara seus filhos como sua continuidade, não como novos indivíduos com direito a uma existência independente da sua própria.
Um pai que dá ao seu filho o seu próprio nome, ou o nome de seus ancestrais, está negando ao novo ser a possibilidade de existir por si mesmo. O filho é mera continuidade sua, é o seu desejo de não morrer. É o cúmulo do egoísmo inutilizar uma nova existência incorporando-a. É também o direito de posse exercido além dos limites, invadindo uma propriedade que não é sua.
Um pai que batiza seu filho sob os preceitos de uma religião, em seu nome ou da tradição familiar, sem admitir para ele que há inúmeras opções que ele mais tarde conhecerá, estará aprisionando seu filho, acorrentando-o àquilo em que ele acredita e que não será, necessariamente, no que o filho vai acreditar um dia. O raciocínio literal que afirma "bom para mim, bom para ele" é a premissa mais falsa da educação porque já decide, a priori, as escolhas de uma outra criatura. Filho não é extensão nem propriedade.
Um pai que educa seu filho para uma profissão que ele já exerce ou sonhou exercer também está centrado em sua própria continuidade. Nem sequer vai observar os talentos com que seu filho nasceu e que podem ser diametralmente opostos aos seus próprios. Na maioria dos casos, os herdeiros poem a perder o patrimônio dos pais. Isso ocorre porque esse patrimônio não se identifica com eles, não foram eles que o construíram, não puseram nada de si nessa construção e pouco lhes importa que desmorone. Há também os casos de o pai ter sonhado em destacar-se em alguma profissão e ter visto o seu sonho frustrado. Projeta, então, o seu sonho no filho, ignorando se há talento para isso ou não. O que consegue é ajudar seu filho a se tornar um profissional medíocre e desinteressado que vai trabalhar com algo que não aprecia, renunciando às suas verdadeiras aptidões.
No dia em que as pessoas se conscientizarem que ter filhos é dar continuidade à humanidade e não à individualidade, pensarão dez vezes antes de se responsabilizarem pela educação de novas vidas.
A tarefa dos pais é ensinar, educar e preparar o novo ser para ocupar seu lugar no mundo e é óbvio que sói podem fazer isso com o arsenal que possuem. Mas há uma maneira de não prender, não condicionar, não limitar, não anular e não causar traumas irrecuperáveis. Basta enxergar que os filhos são novas vidas que vão se expressar com seu próprio potencial. Filhos não são propriedades, não são cópias, não são bonecos, não são papel em branco para os pais escreverem o que quiserem. Valores não são impostos, valores têm que ser descobertos pela natureza de cada um. Não custa acrescentar à educação a noção de liberdade interior, deixando sempre uma porta aberta para que os filhos descubram por si mesmos para o quê vieram.
Por filhos no mundo é muito fácil. O difícil é por o mundo nos filhos.
(Por Juracy Lérco em 04-11-2014)
Queria...
- Queria estudar bioquímica. Cursei Administração de Empresas...
- Queria trabalhar fora até morrer, virei dona de casa...
- Queria dirigir. Aprendi, tirei carta, tive dois carros e os vendi...
- Queria trabalhar dia e noite num laboratório fechado. Trabalhei na indústria e no comércio.
- Queria ficar solteira. Casei-me e tive dois filhos.
- Queria morrer no ano 2000. Ainda estou viva.
- Queria ter um jardim e uma horta. Tenho alguns vasos com plantas.
- Queria morar no litoral. Moro em São Paulo.
- Queria conhecer a Escócia. Não conheço nem o Rio de Janeiro.
- Queria fazer uma tatuagem. Ainda não criei coragem.
- Queria saltar de para-quedas. Estou muito velha pra isso.
- Queria ter um bar noturno, com música ao vivo. Tomo uma cerveja à noite, no silêncio do meu quarto.
- Queria ter um cavalo. Não tenho nem um passarinho.
- Queria ter uma religião. Não acredito em deuses.
- Queria fazer mergulho. Nem aprendi a nadar.
- Queria ser abduzida. Nunca encontrei um ET.
- Queria trabalhar à noite e dormir de dia. Trabalho de dia e de noite. Dormir, nem pensar.
Das duas, uma:-
- Ou eu conjuguei o verbo errado, dizendo sempre "queria" ao invés de "quero".
- Ou eu não sou eu.
(Juracy Lérco em 03-11-2014)
-
- Queria trabalhar fora até morrer, virei dona de casa...
- Queria dirigir. Aprendi, tirei carta, tive dois carros e os vendi...
- Queria trabalhar dia e noite num laboratório fechado. Trabalhei na indústria e no comércio.
- Queria ficar solteira. Casei-me e tive dois filhos.
- Queria morrer no ano 2000. Ainda estou viva.
- Queria ter um jardim e uma horta. Tenho alguns vasos com plantas.
- Queria morar no litoral. Moro em São Paulo.
- Queria conhecer a Escócia. Não conheço nem o Rio de Janeiro.
- Queria fazer uma tatuagem. Ainda não criei coragem.
- Queria saltar de para-quedas. Estou muito velha pra isso.
- Queria ter um bar noturno, com música ao vivo. Tomo uma cerveja à noite, no silêncio do meu quarto.
- Queria ter um cavalo. Não tenho nem um passarinho.
- Queria ter uma religião. Não acredito em deuses.
- Queria fazer mergulho. Nem aprendi a nadar.
- Queria ser abduzida. Nunca encontrei um ET.
- Queria trabalhar à noite e dormir de dia. Trabalho de dia e de noite. Dormir, nem pensar.
Das duas, uma:-
- Ou eu conjuguei o verbo errado, dizendo sempre "queria" ao invés de "quero".
- Ou eu não sou eu.
(Juracy Lérco em 03-11-2014)
-
Que seja você...
Foi bom ver você... saber que é feliz...
O seu andar, antes cansado, está bastante animado
O seu olhar, antes perdido, volta-se para as coisas ao redor
Não mais a aparência triste de quem carrega um pesado fardo
A vida está mais leve e você a carrega com prazer
Não mais o gaguejar, a dificuldade de quem não sabe o que dizer
Você sorri, um sorriso sereno de quem tem o coração em paz
Você absorve a vida que está no ar
Não mais melancolia, não mais saudade, você está curado
Não mais recordações, agora você vive o seu presente
E o seu olhar tranquilo reflete um futuro
Que você abraçou com força, dando sentido à sua vida
A vida, da qual eu já não faço parte...
Seja feliz, meu amor, eu abençoo você à distância
Se um de nós dois tinha que encontrar a felicidade
Que seja você, eu sou grata aos céus por isso...
(Juracy Lérco em 02-11-2014)
O seu andar, antes cansado, está bastante animado
O seu olhar, antes perdido, volta-se para as coisas ao redor
Não mais a aparência triste de quem carrega um pesado fardo
A vida está mais leve e você a carrega com prazer
Não mais o gaguejar, a dificuldade de quem não sabe o que dizer
Você sorri, um sorriso sereno de quem tem o coração em paz
Você absorve a vida que está no ar
Não mais melancolia, não mais saudade, você está curado
Não mais recordações, agora você vive o seu presente
E o seu olhar tranquilo reflete um futuro
Que você abraçou com força, dando sentido à sua vida
A vida, da qual eu já não faço parte...
Seja feliz, meu amor, eu abençoo você à distância
Se um de nós dois tinha que encontrar a felicidade
Que seja você, eu sou grata aos céus por isso...
(Juracy Lérco em 02-11-2014)
Aceitação
Não podemos condenar aqueles que trocam o sonho de sua vida por uma realidade que compense a necessidade do dia a dia.
Embora eles mesmos percebam (e talvez lamentem) a mediocridade de sua escolha, seu instinto de sobrevivência fica satisfeito com o alimento e o abrigo obtidos, e pode até lhes dar uma impressão de que agiram certo, de que estão felizes.
Somente os sonhadores dão importância maior ao alimento e ao abrigo de sua alma.
E, para os sonhadores, não há hora nem vez no mundo comum.
Eles têm que se recolher ao seu mundo particular e aceitar a escolha daqueles que não quiseram sonhar com eles.
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