REFLEXÕES

Alimentamo-nos para sustentar o nosso corpo, para fornecer-lhe energia, para conservá-lo vivo e apto para desenvolver todas as atividades da nossa vida material. O lugar em que vivemos, a dimensão em que estamos colocados, em espaço e tempo, exige que tenhamos um corpo, um material palpável com sentidos e necessidades que precisam ser satisfeitos para seguirmos o ritmo normal do que chamamos "vida". Os sentidos nos permitem perceber tudo o que é útil e tudo o que é prejudicial ao nosso corpo, e, através deles sabemos o que devemos absorver ou não do meio que nos cerca.
Porém, de tudo o que é absorvido, ainda há que ser feita a divisão, pelo próprio organismo, entre o que vai ser retido e o que vai ser eliminado. E o nosso organismo está adaptado para essa divisão ou seleção de material porque possui aparelhos que vão cumprir as funções de absorção e eliminação, e também de transformação, mesmo que nossa consciência não participe do processo.
Até aqui, tratamos do corpo como se fosse uma máquina. Mas, toda máquina, por complexa e funcional que seja, teve um criador, alguém que a projetou, que a construiu e que conseguiu fazê-la funcionar.
E nós?
E a máquina chamada ser humano?
Esta máquina, além de todas as funções que se repetem como um relógio, uma calculadora, uma televisão, um radar, um avião ou qualquer outra, tem um outro sentido que lhe permite "saber" que é uma máquina. Ora, as outras máquinas não sabem que são máquinas; não se perguntam porque foram criadas; para quê foram criadas; por quem foram criadas; como foram criadas e quanto tempo terão de funcionamento.
Se nós nos perguntamos tudo isso, temos dentro desse complicado mecanismo, em algum lugar, alguma coisa que complementa e diferencia nossa máquina das demais.
Somos animados por outra fonte de energia, pois nos locomovemos por nós mesmos, escolhemos a maneira de funcionar, temos capacidade dew planejar, de "pensar", de programar, de praticar atos diversos, de nos comportarmos de maneiras diferentes, além de termos domínio sobre as demais máquinas.
Pensando nisso, surgem em nós duas perguntas que nunca conseguimos responder. A primeira é:- " o quê fui antes de ser o que sou? "A segunda é:- " o quê serei depois de ser o que sou? ' Os mistérios do nascimento e da morte são as duas coisas sobre as quais não temos direito de escolha e cujas respostas o nosso raciocínio não alcança.
Diante dessas duas incômodas incógnitas nasce o desejo de saber, de perguntar, de conhecer. Queimamos o cérebro de tanto pensar e a resposta é o silêncio. Não há explicação disponível. Então, somos obrigados a criar, a inventar uma teoria que nos mantenha, senão satisfeitos, ao menos tranquilos e confiantes. E se temos a percepção do que é bom e do que é ruim, o bom nos dando sensação de leveza e o ruim nos dando sensação de peso, alguma coisa nos indica que o bom corresponde ao certo.  Nasce a idéia de uma força superior, toda poderosa, que nos criou, nos projetou e nos deu o que chamamos de vida. E essa força que nos presenteou só pode ser boa. Nasce a idéia de Deus.
Deus nos criou.
Para quê?
Nasce a idéia de finalidade, de missão, alguma forma de retribuir ou agradecer a vida. Porém, a visão que temos do fim da vida material é a de um corpo se desmanchando e nada faz sentido. Somos quase que obrigados a pensar que existe uma continuidade após o corpo findar, que o corpo foi apenas um invólucro temporário, um casulo do qual saímos transformados para a próxima etapa. Essa parte de nós que pensa, que pergunta, continua. Chamamos de alma ou espírito.
A pergunta "como?" nunca foi respondida. A pergunta "quanto tempo?" também não. Se conseguirmos aceitar que são mistérios e que a força criadora não vê necessidade em que saibamos, continuamos  e aceitamos que nos foi dado um enigma para que o desvendemos. Se não conseguimos aceitar, vamos viver em função  da busca desse conhecimento.
Na minha opinião, não importam os profetas, os videntes, os médiuns, os milagres, os livros escritos, as teorias, op dogmas religiosos, porque tudo isso tem a participação de um ser humano igual a mim, que fez a si mesmo as perguntas que eu me faço e que as respondeu conforme a sua natureza. É um ser humano que quer tornar universais sensações apenas suas; que quer projetar objetivamente sua subjetividade e esta poderá não ser aplicável a outro ser humano.
As respostas só podemos ouvir dentro de nós, é a força que nos comanda, seja ela chamada de vontade, escolha, raciocínio, consciência, sentimento ou qualquer outra coisa. Só se conseguirmos as respostas dentro de nós é que poderemos alimentar essa parte que está em nosso corpo, mas não é ele, e que deverá sobreviver a ele. Há muita gente que diz que Deus nos abandonou. Talvez seja verdade. Mas também podemos pensar que a força criadora colocou em nós todas as ferramentas que iríamos necessitar e que colocou à nossa volta todos os recursos. Talvez seja para arregaçarmos as mangas e fazer o nosso trabalho, o de Deus já foi feito quando nos criou. A dualidade de todas as coisas são as pistas para a ação. Podemos escolher entre alegria e tristeza, entre satisfação e sofrimento, entre ódio e perdão, entre revolta e compreensão, sempre haverá opções.
Se estamos à mercê de um fim que não conhecemos porque não caminhar até ele fazendo o que nos sussurra a voz interna e tornando esse caminho agradável? Pode ser que as respostas que tanto buscamos estejam só na próxima etapa. Ou não.
(por Juracy Lérco em 16-03-1984)

FAMÍLIAS

FAMÍLIAS Dizem que a Necessidade é a mãe da Invenção. Eu concordo. Quando precisamos de alguma coisa vamos procurar obtê-la. Mas todo cuidado é pouco. Essa senhora, a Necessidade, tem uma família numerosa, com filhos e filhas:- a Trapaça, o Trambique, o Roubo, o Furto, a Apropriação Indevida, a Mentira, o Embuste, a Fraude, o Engano, a Violência, a Chantagem e até o Assassinato. Há também parentes secundários. Sempre que a Necessidade se fizer presente, chamar rápido por uma testemunha:- a Honestidade. Esta outra senhora é mãe do Caráter, da Integridade, da Honra, da Palavra, da Sinceridade, do Respeito, da Gratidão e da Dignidade. Nenhum vício consegue permanecer em sua presença. Com esta poderosa testemunha, a Necessidade encontrará seu suprimento sem se desvirtuar. (por Juracy Lérco em 12-11-2012)

O quê é uma salada?

O QUÊ É UMA SALADA? Costumamos chamar de “salada” uma mistura de verduras, legumes ou frutas, que podem ser crus ou cozidos, e são regados com um molho, suco ou tempero. Os cozinheiros famosos acrescentam ingredientes mais ousados, como certos tipos de queijo, carnes defumadas, frutos do mar ou ervas finas. “Fina” significava estreita, mas passou a significar “requintadas”, “sofisticadas”, reservadas a poucos mortais privilegiados. Além do significado culinário, a “salada” passou a definir qualquer tipo de mistura, seja de estilos, de decoração, de devoções religiosas, de filosofias, de profissões ou até de músicas, letras, línguas, etc. O termo “salada” é em si mesmo um pequeno dicionário. Isso me faz pensar que a “salada” talvez seja útil para definir o perfil psicológico de alguém. Os psicólogos, os psicanalistas, os criminalistas podem usar a “salada” como um teste para analisar o comportamento de alguém. Os resultados podem ser surpreendentes e revelar facetas da personalidade da pessoa objeto do estudo. Por exemplo:- quando eu vou fazer uma salada, preciso dos seguintes ingredientes:- alface de três ou quatro tipos, tomates entre verde e vermelho, ovos cozidos cortados em quatro partes longitudinais, azeitonas verdes e pretas, cenoura, beterraba e repolho crus ralados, pepinos em rodelas, vagens cozidas cortadas na metade, salsinha e cebolinha picadas e cebolas cortadas em rodelas. Numa grande travessa oval, disponho as folhas de alface em toda a volta, com as bordas para fora, como uma moldura. Em seguida, os tomates cortados em rodelas formam uma carreira em toda a volta, com uma beirada de fatia em cima da próxima fatia, semelhante a uma fileira de dominós derrubados. As rodelas de pepino são colocadas da mesma forma que os tomates, um pouco mais para dentro da travessa. No centro, as vagens cortadas formando um tapete que serve de base para os ralados (cenoura, beterraba e repolho). Os ovos cortados são dispostos verticalmente, formando um oval, como uma cerca para os ralados. As azeitonas pretas são colocadas a cada duas rodelas de tomate e as azeitonas verdes são colocadas a cada duas rodelas de pepino. A salsinha e a cebolinha são salpicadas em cima de tudo, caindo aqui e ali, enfeitando os demais ingredientes. As rodelas de cebola vão cvobrir tudo, como uma cortina transparente. Esta é a minha ideia de salada. Vou tentar uma análise. A minha salada é um prato que fica muito bonito e onde cada coisa está no seu devido lugar. As pessoas podem não querer comer para não desmancharem o prato. Reflete que eu sou uma pessoa metódica, que necessita de um estado de ordem para as coisas que pode parecer chato e monótono. Os convidados para o almoço podem se sentir intimidados. Reflete que sou uma escrava da simetria e incapaz de enxergar o abstrato. Imediatamente associo com o fato que não gosto de arte moderna. Acho que a arte moderna é uma desculpa para a falta de capacidade em retratar verdadeiramente as coisas. Minha salada jamais se pareceria com um quadro de Jackson Pollock. Não gosto de me afastar do real e mergulhar no abstrato. Reajo negativamente às mudanças. Será que a minha salada feita com tanto esmero é realmente para alguém comer ou só para enfeitar a mesa e agradar meus olhos? Será que é para mostrar aos outros como eu gostaria que fossem as coisas, como eu gostaria que fosse a vida? Nessa hora acontece uma coisa peculiar. Uma espécie de respeito pela liberdade alheia. Eu quero, de verdade, que apreciem a salada que eu fiz com tanto gosto. Não me importa que o prato será desmanchado, que a ordem e a beleza vão “pro brejo”. Quem gosta de alface, que coma alface; quem gosta de vagens que as procure no fundo da travessa; quem não gosta de cebolas que as retire e jogue fora. O prato virou um caos. O importante é que cada um comeu o que lhe apetecia e eu fiquei muito feliz. (por Juracy Lérco 22-01-2011)

A fábula dos porcos assados

O texto a seguir não é de minha autoria. Foi dado para eu ler, refletir e comentar a respeito quando eu fazia um curso de Análise Estruturada de Sistemas (por correspondência). Na época, gostei muito e relendo-o cheguei à conclusão que nada mudou. “ A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS “ Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é esta:- Certa vez aconteceu um incêndio num bosque onde se encontravam alguns porcos. Estes foram assados pelo incêndio. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam delicioso. Logo, toda vez que queriam comer porcos assados incendiavam um bosque... até que descobriram um novo método. Mas o que eu quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que algumas coisas não iam bem. Às vezes, os animais ficavam parcialmente crus, outras vezes, ficavam de tal maneira queimados que era impossível comê-los. Como era um procedimento montado em grande escala, preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava , as perdas ocasionadas eram muito grandes. Milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também muitos milhões eram os que tinham ocupação nessa tarefa. Portanto, o SISTEMA simplesmente não deveria falhar. Mas, curiosamente, quanto maior era a escala mais parecia falhar e maiores perdas parecia causar. Em razão das deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Tanto assim que todos os anos se realizavam congressos, seminários, conferências e jornadas para achar a solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo, porque, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, os seminários, as conferências e as jornadas. E assim sempre. As causas do fracasso do sistema, segundo especialistas, deviam ser atribuídas ou à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deviam; à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar; às árvores excessivamente verdes; à umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas que não acertava o lugar, o momento e a quantidade de chuva, ou... As causas eram – como se vê – difíceis de determinar porque, na verdade, o SISTEMA para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura:- uma grande maquinaria com inúmeras variáveis fora institucionalizada. Havia indivíduos dedicados a acender os incendiadores, que, ao mesmo tempo, eram especialistas de setores (incendiadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc., incendiadores noturnos e diurnos com especialização matutina e vespertina, incendiadores de verão, de inverno, com disputas jurídicas sobre o outono e a primavera...). Havia um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada, um Diretor de Técnicas Ígneas (com seu conselho geral de assessores), um Administrador Geral de Florestação Incendiável, uma Comissão Nacional de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o BODRIO (Bureau Orientador de Reformas Ígneo-Operativas). O BODRIO era tão grande que tinha um inspetor de Reformas para cada 7.000 porcos, aproximadamente. E era precisamente o BODRIO que patrocinava anualmente os congressos, os seminários, as conferências e as jornadas. Mas isso só parecia servir para aumentar a burocracia do BODRIO. Tinha-se projetado e encontrava-se em pleno crescimento a formação de novos bosques e selvas, seguindo as últimas indicações técnicas , em regiões escolhidas segundo determinada orientação, onde os ventos não sopravam mais de três horas seguidas e onde era reduzida a porcentagem de umidade... Havia milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques que tinham que ser incendiados. Havia especialistas na Europa e nos Estados Unidos estudando a importação das melhores madeiras, árvores e sementes; de melhores e mais potentes fogos, estudando ideias operativas (por exemplo, como fazer buracos para que neles caíssem os porcos) . Havia também grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, mecanismos para deixá-los sair no momento oportuno, técnicos em sua alimentação, etc.. Havia construções de estábulos para porcos. Professores formadores de especialistas na construção de estábulos para porcos. Universidades que preparavam Professores Formadores de especialistas na construção de estábulos para porcos. Investigadores que forneciam o fruto do seu trabalho às Universidades que preparavam Professores Formadores de especialistas na construção de estábulos para porcos. Fundações que apoiavam os Investigadores que forneciam o fruto do seu trabalho às Universidades que preparavam Professores Formadores de especialistas na construção de estábulos para porcos. As soluções que os Congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo após o cálculo da raiz quadrada de (a – 1) pela velocidade do vento sul e soltar os porcos 15 minutos antes que a temperatura média do fogo na floresta atingisse os 47 graus. Outros diziam que era necessário usar grandes ventiladores que serviriam para orientar a direção do fogo. E, não é preciso falar, poucos especialistas estavam de acordo entre si e cada um tinha investigações e dados para provar suas afirmações. Um dia, um incendiador categoria SO/DM/VCH (isto é, um acendedor de bosques especialista sudoeste, diurno, matutino, com licenciatura em ver o chuvoso) chamado João-Sentido-Comum disse que o problema era muito fácil de resolver. Tudo consistia, segundo ele, primeiramente em matar o porco escolhido. Teriam que limpar e cortar adequadamente o animal e colocá-lo numa jaula metálica ou armação sobre umas brasas, até que o efeito do calor e não das chamas o assasse ao ponto. Ciente, o Diretor Geral de Assamento mandou chamá-lo e perguntou-lhe que coisas esquisitas andava falando por ali, e depois de ouvi-lo, disse:- - O quê o senhor fala está bem, mas somente na teoria. Não vai dar certo na prática. Pior ainda, é impraticável. Vamos ver o que o senhor faria com os anemotécnicos, caso se adotasse o que sugere. -- Não sei, respondeu João. -- Onde vai por os acendedores das diversas especialidades? -- Não sei. -- E os especialistas em sementes, em madeiras? E os desenhistas de estábulos de sete andares, com suas máquinas limpadoras e perfumadoras automáticas? -- Não sei. -- E os indivíduo que foram ao estrangeiro para se especializar durante anos e cuja formação custou tanto ao país? Vou pô-los para limpar porquinhos? -- Não sei. -- E os que têm se especializado todos esses anos participando de Congressos, Seminários, Conferências e Jornadas para a reforma e melhoramento do SISTEMA? Se o que você fala resolve tudo, o quê faço com eles? -- Não sei. -- O senhor percebe agora que a sua solução não é a de que nós todos necessitamos? O senhor acredita que, se tudo fosse tão simples, os nossos especialistas não teriam achado a solução antes? Veja só! Que autores falam isso? Que autoridade pode validar a sua sugestão? O senhor, por certo, imagina que eu não posso dizer aos Engenheiros em Anemotecnia que a questão é por brasinhas sem chamas? O que eu faço com os bosques já preparados, prontos para serem queimados, que somente possuem madeira apta para o fogo-em-conjunto, cujas árvores não produzem frutos, cuja falta de folhas faz com que não prestem para dar sombra? O que faço? Diga-me! -- Não sei. -- O que faço com a Comissão Redatora de Programas Assados com seus Departamentos de Classificação e Seleção de Porcos, Arquitetura Funcional de Estábulos, Estatística, Demografia, etc.? -- Não sei. -- Diga-me, o Engenheiro em Porcopirotecnia, o senhor J.C. da Figuração não é uma extraordinária personalidade científica? -- Sim, parece que sim. -- Bem, o simples fato de possuir valiosos e extraordinários Engenheiros em Porcopirotecnia indica que o SISTEMA é bom. E que faço com indivíduos tão valiosos? --Não sei. -- Viu? O senhor tem que trazer solução para certos problemas, por exemplo, como formar melhores anemotécnicos, como conseguir mais rapidamente incendiadores do Oeste (esta é a nossa maior dificuldade!); como fazer estábulos de 8 andares ou mais em lugar de somente 7, como agora. Tem que melhorar o que temos e não mudá-lo. Traga-me uma proposta para que nossos bolsistas na Europa custem menos ou mostre-me como fazer uma boa revista para a análise profunda do problema de Reforma do Assamento. Isto é do que necessitamos. É disto que o país necessita. Ao senhor, falta-lhe sensatez, Sr Sentido- Comum! Diga-me, por exemplo, o que faço com o meu bom amigo (e parente) o Presidente da Comissão para Estudo do Aproveitamento Integral dos Resíduos dos ex-bosques? -- Realmente estou perplexo! – falou João. -- Bem, agora que conhece bem o problema, não diga por aí que o senhor conserta tudo. Agora o senhor vê que o problema é mais sério e não tão simples como o senhor imaginava. Tanto os de baixo como os de fora dizem:- “Eu conserto tudo!” Mas tem de estar dentro para conhecer os problemas e saber das dificuldades. Agora, aqui entre nós, recomendo-lhe que não insista na sua ideia, porque isso poderia trazer problemas para o senhor e ameaçar o seu cargo. Não por mim! Eu falo para seu próprio bem, porque eu o compreendo e entendo o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo. O senhor sabe como são as coisas, não é? João-Sentido-Comum, coitado, não falou um “A”. Sem despedir-se, meio assustado e atordoado, com a sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu e nunca mais ninguém o viu. Não se sabe para onde foi. Por isso é que dizem que, nestas tarefas de Reforma e de Melhoria do SISTEMA falta o Sentido-Comum. Artigo originalmente publicado em “Juicio de La Escuela Cirigliano, Forcade Tilich, Editorial Humanitas, Buenos Aires, 1976. Traduzido por I.L. Gualazzi, Professor Assistente na Academia da Força Aérea. (postado por Juracy Lérco em 28-08-2014)

HARMONIZANDO ELEMENTOS

 As pessoas que têm afinidade com o Mundo Angelical e costumam fazer suas orações para esses mensageiros de Deus podem aumentar o alcance de seu trabalho acrescentando o quarto Arcanjo e trabalhando nos quadrantes.
Estamos no mundo da matéria, precisamos da ajuda do Arcanjo que governa o nosso mundo inicial.
Colocando de forma bem resumida, temos:-
-- O Arcanjo RAFAEL governa o Leste, o amanhecer, a primavera, o início das coisas, a saúde e a cura, o elemento Ar, a mente e o intelecto. Sua cor é a amarela e seu instrumento é o cetro de comando.
-- O Arcanjo MICHAEL (MIGUEL)  governa o Sul, o meio-dia, o verão, a energia vital, o sangue, o elemento Fogo, os instintos e as idéias em estado puro. Sua cor é a vermelha e seu instrumento é a espada.
-- O Arcanjo GABRIEL governa o Oeste, o anoitecer, o outono, a colheita, o elemento Água, as emoções, a intuição e o conhecimento subjetivo. Sua cor é a azul e seu instrumento é a taça ou cálice.
-- O Arcanjo URIEL governa o Norte, a meia-noite, o inverno, o repouso para recompor as energias e a aplicação dos outros mundos no mundo material. Sua cor é a verde e seu instrumento a semente.
O trabalho ou as orações começam sempre no Leste, o início das coisas, e segue a ordem dos horários do dia. Uma reverência diária a estes Arcanjos, protetores do planeta, harmoniza os quatro elementos para uma vida equilibrada.
(por Juracy Lérco em 18-08-2014)

O MITO DO SIGNO QUE FALTAVA

O MITO DO SIGNO QUE FALTAVA 02/08/2014 – por Juracy Lérco Conta-se que em tempos muito remotos, os sábios astrólogos haviam descoberto 10 tipos de naturezas humanas nascidas nos diferentes períodos do ano em curso. Como eles acreditavam que as naturezas correspondiam a sinais escritos nas estrelas do céu, chamaram de “signos” e eram:- Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Porém, havia um grande número de pessoas que apresentavam características que não se enquadravam nos perfis conhecidos. Os sábios se reuniram para estudar detalhadamente cada signo e descobrir onde a dificuldade se apresentava. Chegaram ao misterioso signo de Escorpião e constataram que as dissonâncias estavam ali. Havia comportamentos antagônicos, diferenças no grau de manifestação, energias distintas e uma dualidade sempre presente na maneira de agir e compreender as coisas. Encontraram tantas diferenças que chegaram à conclusão de que devia haver outro signo, que eles não haviam percebido, que correspondia a esse perfil particular. Chamaram o signo recém-descoberto de VIRGEM porque ele correspondia a naturezas preocupadas em conservar modelos originais, naturezas tímidas com um comportamento reservado, apegado às coisas simples e naturais. Eram naturezas voltadas à purificação de tudo e a viver a vida obedientes às regras existentes, com a certeza interior de que há desígnios decididos por uma força e inteligência maiores às quais os seres humanos devem se adaptar para a vida se desenvolver da maneira certa. Este novo signo, originalmente parte de Escorpião, precisava ser considerado por suas características próprias e diferenciado da natureza mãe. Escorpião ficou com sua capacidade natural de ver as coisas em sua totalidade (síntese); Virgem pode mostrar sua capacidade de enxergar os pequenos detalhes de tudo (análise). Escorpião continuou mantendo em seu íntimo as considerações que fazia sobre as pessoas e preferia não verbalizar; Virgem manifestou livremente o direito de opinião e apontou para os erros cometidos (crítica) certo de estar contribuindo para o aperfeiçoamento dos seus semelhantes. Escorpião realizava o seu trabalho em ambiente fechado, de preferência sozinho e em silêncio, sem se preocupar com a alimentação, o descanso ou o lazer e nem com o correr das horas, enquanto a tarefa não fosse terminada; Virgem preferia trabalhar nas primeiras horas do dia, dividir tarefas com companheiros, fazer intervalos para alimentar-se e recompor energias, acreditava que tudo o que fosse feito com calma estaria mais bem feito. Escorpião mergulhou em seus poços interiores em busca de sua própria identidade, disposto a enfrentar os demônios que encontrasse. Não importava se morresse no caminho, contanto que descobrisse o que precisava saber; Virgem, confiante em sua crença de que havia uma força protetora que guiava os rumos de sua existência, não iria transgredir a lei, enveredando por caminhos desconhecidos, exposto a riscos de contato com o mal e o que é proibido. Escorpião reuniu seu conhecimento em uma só premissa e cada nova informação obtida o levava a um novo olhar para o todo formado em busca da conclusão; Virgem observava cada parte de seu conhecimento e se deleitava com o progresso obtido, sem se preocupar com a funcionalidade do conjunto. Escorpião continuou as suas pesquisas dentro do caos de possibilidades e conseguia extrair da aparente desordem os componentes necessários ao trabalho que pretendia realizar; Virgem preferiu classificar cada coisa por suas propriedades, colocando em ordem as ferramentas que iria utilizar porque dessa ordem dependia o bom andamento do seu trabalho. Escorpião libertou-se dos pudores que atrapalhavam sua necessidade de entrega total ao sentimento do amor e que limitavam o alcance de sua união com o parceiro e se entregou, desinibido, à vivência de experiências que lhe abriam portas para mundos desejados onde ele sabia que encontraria respostas para as perguntas que lhe atormentavam a alma; Virgem, imbuído de sua certeza de que o ser humano havia perdido o Paraíso por ter cedido a uma tentação do mal, manteve o seu sentimento de amor dentro dos limites da razão. Para ele, o amor tinha que ser calmo, não devia provocar transtornos desnecessários e nem explorar regiões perigosas e desconhecidas onde ele correria o risco de se perder. Escorpião sentia que mesmo satisfazendo as necessidades de seu corpo, sobrava uma grande insatisfação, sua intuição lhe dizia que o corpo era a menos importante parte de seu ser inteiro, porque se satisfazia com pouco. Ele almejava uma satisfação maior, da parte imortal de si mesmo, de sua alma. Sabia que o sexo era a porta para isso, embora muitos achassem que essa porta era proibida, ela ocultava segredos que só poderiam ser conhecidos por aqueles que transcendessem os limites de seu corpo físico e se sentissem fortes o suficiente para receber o desconhecido e desenvolver a força para desvendá-lo; Virgem entregava sua alma aos cuidados de Deus ou da força maior que o ajudava a conduzir-se bem. Ele nunca teria a necessidade de transpor qualquer limite, a vida era como devia ser, natural e espontânea, não era preciso deixar a imaginação vagar por fantasias irrealizáveis, correndo o risco de perder todo o árduo trabalho realizado para se livrar do estigma criado pelo pecado original. Escorpião não se preocupava com o tipo de alimento ingerido, Ele tinha uma saúde difícil de ser abalada e uma capacidade de regeneração inata e se sabia possuidor do dom da cura ; conseguia eliminar qualquer ameaça de enfermidade, e se estivesse em empatia com uma pessoa era capaz de curá-la também; Virgem, extremamente preocupado em manter-se saudável, buscava cada vez mais selecionar os alimentos que achava adequados, desprezando qualquer abuso. Tinha um medo secreto das doenças e sua imaginação lhe pregava peças fazendo-o ver sintomas inexistentes. Escorpião ficou com o serviço sujo. Para ele, nem a beleza nem a feiura aparentes o impressionavam muito. Não se poupava dos serviços de limpeza que todos desprezavam, ele não sentia nojo das coisas físicas, sua sensação de nojo se manifestava quando via podridão na mente das pessoas e nas ações vis que praticavam sem nenhum peso na consciência; Virgem, atraído para tudo o que era considerado normal, desequilibrava-se facilmente, tanto com alguma coisa extremamente bela como com uma outra muito feia. Seu estômago vulnerável não podia enfrentar a sujeira. Se fosse obrigado pelas circunstâncias a ter contato com a sujeira, prevenia-se com tudo o que pudesse para não expor sua saúde. Escorpião em busca de suas verdades era capaz de expor-se aos mais variados perigos. Se houvesse necessidade de uma cobaia, ele seria a própria, pois tinha uma compulsão para só ter certeza das coisas quando as experimentasse por si mesmo, recusava-se a aceitar uma experiência como válida se ela viesse transferida por outra pessoa, somente a título de informação; Virgem também buscava verdades, mas seu receio de se expor a qualquer risco, levou-o a utilizar sua mecânica cerebral, criando aparelhos investigativos que fizessem o trabalho por ele. Ele percebeu que os homens podiam inventar máquinas que os substituíssem em muitas tarefas, e as máquinas não teriam a vulnerabilidade dos seres humanos. Escorpião levava tudo a extremos, tudo tinha que ser muito intenso, muito profundo, não lhe agradava a superfície das coisas, ele precisava saber do que era feita, os mecanismos de funcionamento o encantavam, ele precisava penetrar as coisas, conhecer o lado de dentro e enquanto permanecesse uma dúvida ele não sossegaria sua natural mente pesquisadora; Virgem era moderado, o movimento constante o irritava, a profundidade o amedrontava, se alguma coisa lhe agradava a vista e lhe passava uma impressão agradável, porquê vasculhar o conteúdo correndo o risco de destruir a forma? Quê necessidade idiota era essa de conhecer o funcionamento interno de alguma coisa que está desempenhando o seu papel a contento? Os pântanos, com as águas apodrecidas pela queda e decomposição das folhas mortas das árvores moribundas, eram uma atração natural para Escorpião que tinha um impulso muito forte para usar seu poder de regeneração e transformar toda aquela tristeza e decadência numa terra produtiva, um jardim de exóticas flores, de uma beleza que só ele podia enxergar; Virgem passava longe dos lugares ermos, sentia-se mais amigo da natureza bela, as flores eram belas mas não eram muito úteis, ele preferia a natureza que produzia os saborosos frutos para a alimentação e que se mostrava como a mãe que nutria. Nada de terras lamacentas, a terra tinha que manter o seu frescor, sem muita umidade, para não prejudicar a qualidade de seus produtos. Escorpião tinha uma relação muito especial com o sagrado, o divino. Sua busca por Deus e por conhecer os mistérios da Criação era uma necessidade constante. Vivia um estado de inferno interior porque seu ser mais íntimo clamava por uma fé verdadeira que só se manifestaria se ele se aproximasse da divindade. As religiões convencionais o entediavam, as respostas que elas forneciam não respondiam suas perguntas, e ele jamais aceitaria que o mandassem acreditar em alguma coisa que ele não compreendia; Para Virgem, o sagrado e o divino tinham sido passados de geração em geração e ele aceitava de coração a religião em que fora criado e que satisfazia sua vontade de Deus. Ele não procurava discutir os mistérios. Se eram mistérios, deviam continuar assim, Deus sabia melhor o que fazia e os humanos não deviam se atrever a questionar seus desígnios .Bastava-lhe saber que havia uma força divina conduzindo os homens pela vida e o que quer que acontecesse, tinha sido Deus, com seus desígnios insondáveis, que havia decidido. Muitas outras comparações foram feitas e os sábios concluíram seus trabalhos. Agora eles conheciam com muito mais certeza os nativos de Escorpião e Virgem. Fizeram a correspondência com os elementos. Escorpião era a própria emocionalidade em ação, era a poderosa Água que corre sempre, que contorna os obstáculos ou os destrói com a força da erosão, e que caminha determinada, ora numa corrida desenfreada, ora num calmo deslizar, ao encontro do Grande Mar da origem das coisas, onde todas as águas se reúnem. Virgem era a mente lógica funcionando para o bem da natureza, cultivando e cuidando para a colheita, calmo como a própria terra esperando ser fecundada pelo céu, aceitando o curso natural das coisas e usando sua motivação natural para o respeito da ordem estabelecida. A grande contribuição de Virgem era a manutenção das coisas das quais o ser humano depende. Era a energia do elemento Terra que o alimentava. Parecia que tudo estava bem e terminado, porém sobrou um grande grupo de pessoas que ainda aguardavam uma definição, pois não se reconheciam nas características de Escorpião, nem nas de Virgem. Os sábios voltaram a questionar. Quê naturezas eram essas que escaparam da classificação? Meditaram e perceberam que ao separar Escorpião e Virgem, eles tinham utilizado um processo de extremos, de diferenças marcantes e quase opostas. A resposta devia estar no equilíbrio, no meio termo das características. Perceberam que esse grupo tinha sua maior preocupação em “pesar” as coisas, em separá-las em justas e injustas, e em dividi-las entre certas e erradas. Esse critério lhes era possível porque tinham uma capacidade inata de enxergar os dois lados das coisas. Os sábios perceberam que um novo signo deveria ser criado para esse grupo também especial em suas definições. Foi escolhido o nome de BALANÇA, que estava de acordo com sua principal motivação. Foi chamado também LIBRA, unidade de peso, e podia-se confiar nas deliberações dessas pessoas porque elas eram extremamente preocupadas com a certeza e a justiça das coisas. Libra tem uma percepção que lhe permite compreender os dois lados de uma coisa ou situação. Daí provém a crítica feita injustamente pelos outros, chamando o libriano de indeciso, “em cima do muro”, ou incapaz de dar uma opinião. Se a observação do libriano o fizer enxergar duas verdades numa questão, ele vai precisar de um tempo para pesar os valores envolvidos, e só quando tiver sua certeza é que vai apoiar um dos lados. Isso não é indecisão, isso é uma necessidade fundamental de sua natureza. Uma outra necessidade fundamental de Libra é agradar as pessoas e querer ser agradada por elas. Libra não vê sentido em viver separado dos demais, ele quer partilhar com os outros e quer que partilhem com ele. Acredita, em seu coração, que o ser humano tem como principal propósito encontrar uma natureza afim e unir-se a ela para fazerem tudo em conjunto. Libra é o signo do “nós”. Precisa do incentivo do outro para acordar seu entusiasmo e não abre mão de sua certeza interior de que tudo fica mais agradável se tivermos companhia. A necessidade de agradar a todos também coopera para sua demora em tomar uma decisão. Embora já saiba qual o lado que tem a maior razão, seu coração não se sente feliz em desagradar o outro lado, que poderia se tornar um inimigo. Libra preza suas amizades e um grande sofrimento o assalta se tiver que romper com um amigo. Essa necessidade de agradar leva Libra a outra dificuldade. Como agrada a todos e gosta de todos, sempre acha que a contra-partida é verdadeira e que todos gostam dele. Imbuído dessa certeza, torna-se difícil para Libra identificar a adulação e a hipocrisia, de onde lhe advém várias decepções. É um signo que demonstra leveza e que tem necessidade de harmonia. As coisas dissonantes, as discórdias, as intrigas fazem muito mal a Libra porque ele almeja um mundo ideal onde todos se deem bem. Tem atração por tudo que é bonito, cores alegres, céu azul com nuvens tranquilas. Tocado por Vênus, Libra chega ao refinamento e ao requinte. Elegância é uma palavra que se aplica a Libra. De comportamento moderado e reservado, deseja a felicidade tranquila ao lado da pessoa que ama, sem grandes rompantes, mas com demonstrações de afeto e consideração. Não vai se atrever a manifestar os excessos de Escorpião, mas também não aprova o excesso de puritanismo de Virgem . A relação com o parceiro deve ser plena de carinho, atenção e harmonia. As injustiças, os atos violentos, o comportamento grosseiro afetam duramente sua sensibilidade, abalam o seu equilíbrio interior, mas Libra, ao contrário de Áries, não vai “descer o braço” em ninguém. Não combina com sua natural elegância e desejo de conciliar as coisas, de harmonizá-las. A ligação de Libra com a música e a dança é muito forte, porque ambas são expressões de harmonia e beleza. A música é aquela que faz o seu corpo vibrar e se expressar de maneira harmoniosa na dança. Seus amores, que precisam ter algo de sonho e romance, vão ter sempre um fundo musical que eterniza a lembrança em sua memória. Libra sente-se leve, pode sentir-se até com asas se tudo estiver em harmonia. Em seus voos mentais percorre lugares com cenários maravilhosos, desejando colocar sua felicidade nos quatro cantos do mundo para que ela contagie todas as pessoas e não tenham mais dores. A alegria é mais produtiva que a dor. A dor gera pensamentos negros e tudo fica cada vez mais escuro. A alegria traz cores e um dia de sol brilhante. Libra foi considerado o signo dos relacionamentos, já que para ele é imprescindível um parceiro para partilhar a vida. É uma espécie de dependência, mas no caso de Libra não é a dependência negativa, onde a própria pessoa se anula e vive por intermédio do outro. Trata-se mais da presença que representa o apoio, a aprovação. Libra age sozinho, mas o parceiro está ali, concordando com ele, apoiando sua atitude. Libra é sempre comunicativo, tem necessidade de partilhar suas experiências, de receber elogios. As críticas o desagradam mas ele não reage negativamente. Sua mente é capaz de processar a crítica e ver o que ela de justo e injusto. Se perceber que a crítica é justa, pode contar como certa a sua mudança de atitude, porque Libra quer fazer tudo o que é correto e justo. Por sua leveza e uso da mente em seus processos de conhecimento, Libra pertence ao elemento Ar e a forma de sua energia se manifestar é agindo para conseguir os seus objetivos. Como todos os signos de ar, Libra tem uma capacidade maior para se recuperar das decepções e desilusões. Sua dor é logo submetida a uma análise mental. Libra vai pesar a dor e vai julgá-la, desde as causas até as consequências. Quando reconhecer que a dor teve sua importância mas está impedindo sua necessidade de se movimentar, sua natureza fala mais alto e Libra não se detém cultivando a dor. Livra-se dela e parte em busca de novas alegrias. Agora, o Zodíaco está completo, os signos representam os tipos de seres existentes. Muitas outras características e formas de comportamento são sempre observadas e incorporadas às descrições de particularidades dos signos. A Astrologia é um assunto praticamente inesgotável. Quanto mais se estuda, mais derivados aparecem e ajudam os seres humanos nessa difícil tarefa de conhecer a si mesmo e conhecer as pessoas que amamos, com quem convivemos, com quem trabalhamos, com quem estudamos ou com quem interagimos de alguma forma. Embora muitos achem que é uma bobagem, é uma bobagem que faz sentido, então deve ser útil.

Um ensaio sobre Viagem Astral

Um ensaio sobre Viagem Astral
(por Juracy Lérco em 23-08-2014)

Sabem aquelas pessoas que têm uma dificuldade muito grande para dormir, que resistem ao sono porque não suportam a idéia de perder o controle da consciência normal e penetrar num mundo desconhecido? É um medo como o da morte.
Os outros aconselham:- Tome um chá de melissa, de mulungú, de camomila, etc.. Para essas pessoas seria preciso um tanque de chá para fazê-las relaxar um pouco. Então, apelam para calmantes e soníferos pesados, senão, nada de sono. Se não conseguem mergulhar no sono, como poderiam mergulhar no estado de consciência alterado que permite a viagem astral?
Para começar, o nome é poético. Sugere uma aventura sem igual, mas ninguém sai do lugar. A "viagem" é da consciência com o combustível da energia emocional equilibrada. A consciência se expande e abrange cada vez mais espaços desconhecidos e a sensação é de que viajamos mesmo, de corpo presente, para o lugar que quisermos. Quanto mais se aperfeiçoa o processo, mais detalhado é o conhecimento que obtemos.
Drogas como a maconha ou as ervas do Santo Daime podem ajudar no início aquelas pessoas que nunca experimentaram um estado alterado de consciência. Mas, as drogas são facas de dois gumes, podem induzir ao vício porque as pessoas mergulham num estado delicioso de consciência e podem não querer ir adiante, permanecendo no estado de embriaguez que lhes traz bem estar, mas não vai levá-las ao seu verdadeiro objetivo.
Eu respeito o método usado por qualquer pessoa porque cada ser humano é único e a experiência de um pode não encontrar afinidade na natureza de um outro. Mas, deixo bem claro que se a pessoa não aprender a se concentrar, a aquietar seus pensamentos e a relaxar todo o seu corpo e sua mente, não é a droga que vai fazer isso por ela.
Primeiro, aprender a relaxar cada célula do corpo, sentir o sangue fluindo pelos vasos e fazê-lo pulsar em qualquer ponto do corpo que escolher, assumindo o comando da circulação. Há ótimos métodos para esse relaxamento e aqueles que se baseiam nos quatro elementos (Fogo, Ar, Água e Terra) são excelentes. Há músicas para ajudar, mas a pessoa não pode se forçar a ouvir uma música porque "alguém" disse que funciona. Para mim, por exemplo, os CDs indicados como "perfeitos para relaxamento", com sons de água correndo e canto de passarinhos, só conseguem me irritar. Cada um deve escolher a música que faz vibrar alguma coisa "lá dentro". Música instrumental, sempre. A voz dispersa, principalmente se a pessoa conhece a letra da música.
Para os mais instintivos, a música de percussão, com toques graves e repetitivos. Para os intelectuais e sonhadores, a música de cordas, com toques agudos que somem ao alcançar as frequências máximas.
Por quê o relaxamento é fundamental? Porque é preciso sair do estado de consciência que utilizamos no "dia a dia", no qual, praticamente, estamos ligados no piloto automático. É preciso que o nosso cérebro pulse na mesma frequência do planeta. Estamos deixando o microcosmo para ir ao macrocosmo.
Os métodos de equilíbrio para os chacras, a acupuntura emocional, a busca do estado "zen", a prática de mantras, o uso das mandalas, o ritual dos quadrantes com os quatro Arcanjos com as cores e o comando dos elementos, e muitos outros métodos estão à disposição dos praticantes que escolherão aquele com o qual têm maior afinidade.
Tudo ajuda, os cristais, os florais, as músicas, os incensos, os cenários, as imagens, as cores, os tecidos e vestes, etc. mas, cada um tem que identificar, primeiro, o quê, de verdade lhe fala à alma.
Alcançar esse estado de consciência é difícil, mas é possível. Com o tempo, domina-se a técnica. Quem já experimentou, sabe. É como um abraço no divino, E o conhecimento que se obtém sobre tudo não tem como ser descrito. Ele não precisa se expressar em palavras, ele já faz parte da pessoa e é aplicado em tudo o que ela fizer, é um renascimento.