Quando o passado bater à porta, não abra.
Corra e tranque todas as portas.
Por mais que ele insista com lembranças agradáveis, ignore-o, negue-se a recebê-lo.
Mesmo que ele traga boas recordações, mantenha-o longe, ele é perigoso.
Eu abri a minha porta para o passado. Não tive medo porque era uma lembrança boa.
Até agora não sei porque voltou para me ferir.
Perguntei se havia lhe causado alguma mágoa e ele me garantiu que não.
Eu não o magoara.
Deixei-o entrar e ele me magoou profundamente, como que por capricho, porque decidiu que tinha o poder de fazê-lo.
Destruiu o meu presente e me deixou sem fé no futuro.
E simplesmente foi embora, sem explicação.
Não basta enterrar o passado. É preciso cremá-lo e jogar as cinzas ao mar. Assim garantimos que nem como fênix possa voltar...
(Juracy Lérco em 19-11-2014)

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