Opinião

O brasileiro é chamado de vagabundo, preguiçoso, oportunista, esperto, embusteiro, indisciplinado, folgado e de muitos outros nomes que sabemos ser merecidos. Até quando essa imagem vai ser transmitida aos outros, ao ponto de todos os brasileiros se tornarem " persona non grata " nos lugares para onde vão? Por quê o brasileiro que é trabalhador, disciplinado, dinâmico, ativo, inteligente e cumpridor dos seus deveres, precisa carregar um rótulo que recebeu por conta daqueles que adoram fazer parte dessa categoria marginalizada?

Quando levamos essa conjectura ao governo que o brasileiro elege, deparamo-nos com o mesmo dilema. Por quê os brasileiros que não apoiaram o governo corrupto que foi " eleito " têm que pagar o preço pela escolha irresponsável daqueles que só conseguem viver mamando nas têtas do governo e aceitando suas esmolas?

Temos dois Brasis atualmente. Aquele que lutou pelo seu desenvolvimento, que honrou o "Ordem e Progresso" escrito em sua bandeira, e que esperou ver seu esforço reconhecido com uma vida de melhor qualidade. E temos o outro Brasil. Aquele que idolatra a ignorância, que se perde por um jogo de futebol ou pelo carnaval; aquele que se realiza com as informações da imprensa sensacionalista, ou ainda aquele que assiste a "reality shows", que de realidade não têm nada.

Não podemos culpar o clima. Se o clima tropical fosse o culpado, todos os brasileiros seriam iguais na indolência e na tendência a adotar a linha de menor resistência.

Não podemos culpar a religião. Embora a religião tenha uma notável carga de responsabilidade, há pessoas religiosas com os dois tipos de comportamento. Aquelas que arregaçam as mangas e vão produzir, contando com a força de seu Deus, e aquelas que esperam tudo do seu Deus e não mexem uma palha por conta própria.

Acredito que a culpa mesmo é do governo centralizado na União. O Brasil sempre adorou imitar os Estados Unidos da América em tudo, mas não imitou a característica mais importante. O Brasil devia ser  "Estados Unidos do Brasil" e não uma República Federativa. Os Estados que compõem o País deveriam ser autônomos. Produção, arrecadação e distribuição de recursos particulares para cada Estado. 

O mal está na produção, arrecadação e distribuição de recursos serem gerenciadas pelo governo federal. É o que dá margem aos desvios, dificuldade de acompanhamento das contas, e distribuição duvidosa de recursos. Os Estados produtivos se veem obrigados a sustentar os Estados improdutivos. O governo federal não investe nos Estados improdutivos; aliás, faz exatamente o contrário. Alimenta-os com esmolas, às quais eles já se viciaram.

O governo atual fez pior ainda. Chegou ao ponto de incentivar a vagabundagem, a malandragem e até a criminalidade. Reconheceu direitos nos fracos e oprimidos, mas não os incentivou ao cumprimento de deveres. A grande massa preguiçosa do país não está sofrendo. Está sendo beneficiada cada dia mais com os desmandos do governo federal em nome de uma reforma social. 

Investir na educação? Nem pensar. Se a massa for educada, vai começar a pensar. Se pensar, vai começar a enxergar que as coisas não estão tão certas como os governantes garantem. A educação traz "dignidade" e a partir do momento que alguém compreende o que é ser "digno" não vai mais aceitar ser conduzido como rês de um rebanho qualquer. 

O governo paternalista é o mais errado do mundo, porque só incentiva a preguiça. E o pior é que esse "paternalismo" é falso. Na verdade, o governo finge ser "pai" para ter autoridade sobre o "filho".

Em 12 anos desse governo o Brasil retrogradou mais de 50 anos. As primeiras medidas deste início de mandato da governante atual acelerou essa retrogradação em mais 10 anos. Até o final desse mandato, o Brasil terá voltado 100 anos atrás.

Ou o brasileiro acorda agora ou o amanhã será Fome, Peste, Morte e Guerra. Eu não levo a Bíblia muito a sério, mas os Quatro Cavaleiros do Apocalipse estão prontos para agir.

(Juracy Lérco em 31-01-2015)

Beijo

" O beijo deve ter a participação do coração, da alma, do ser inteiro. Deve ser uma viagem ao infinito.
As bocas se unem e os dois seres se interpenetram, conhecendo os recantos mais escondidos que se abrem para dar entrada ao envolvimento total. "

(Juracy Lérco em 28-12-2014)

Perdida

" Eu tentei reaprender os caminhos da imensa noite em que nos descobrimos, e aqui estou, sem saber se me perdi ou se a noite foi apenas um sonho. '
(20-11-1014)

Vidas Passadas?

Eu até acredito na possibilidade de outras vidas. Nada a ver com um céu de marasmo ou um inferno tenebroso, apenas uma continuação onde vão ser aplicadas as experiências adquiridas. Mas eu não tenho certezas nessa minha teoria, uma vez que nascemos inconscientes do que se passou anteriormente, e vamos inconscientes para a possível próxima etapa.

Uma postagem como essa que coloco aqui deixa-me profundamente irritada.

Não me cobrem por uma coisa da qual não sou consciente. 
Eu paguei caro todas as asneiras que cometi na vida, não ficou saldo devedor para a próxima. Tornem-me consciente dos erros que cometi que eu pagarei por eles e não os cometerei mais. 
Não me lembro de ter escolhido nascer, mas já que nasci, procurei fazer sempre o melhor que pude. 
Acredito que se tenho uma vida infeliz ou feliz, ela é o resultado das escolhas certas ou erradas (proposital) que tenho feito desde que nasci, não do que eu possivelmente tenha feito em vidas anteriores, porque não sei quem fui (se fui), e ninguém, veja bem, ninguém pode me apresentar provas do que fui ou fiz antes de nascer nesta vida.
(Juracy Lérco em 19-01-2015)

Busca

" A dádiva está no lugar em que a deixei cair. "

Juracy Lérco em 29-01-2015.

Não sobrou nada

Está difícil. Muito difícil.
Eu disse adeus a tudo ao mesmo tempo.
Ficou um imenso vazio que eu não quero preencher.
Havia quase que uma rotina diária nas "minhas coisas", coisas só minhas com que eu me ocupava, em meio às ocupações do dever.

Esses intervalos eram meus, para eu sonhar, para aprender, para me aperfeiçoar como Ser. Atenção ao amor, às amizades, a tudo aquilo que era a minha vida fora da pessoa que sou. 
A pessoa continua. Lava, passa, limpa, cozinha, toma conta das crianças, atende às necessidades da casa, vai ao banco, vai ao mercado, carrega o celular, chama o eletricista, faz tudo o que o dia a dia lhe pede.

Quem ficou sem vida foi o Ser. Não há amor, não há amigos, não há vontade de nada. Apenas o silêncio e o vazio. Esgotaram-se as tentativas. O Ser quer apenas ficar imóvel, sem idéias, sem pensamentos, sem propósitos. Apenas mergulhar no nada e transformar-se em nada. 

Acho que até escrever chegou ao fim. Não há mais nada sobre o que escrever. Sem emoções, sem temas. 

Finalmente, é o fundo do poço. É frio e triste aqui. Exatamente como eu. Estou no meu lugar.

(Juracy Lérco em 27-01-2015)




Será que eu me amo?

Prefiro a negatividade verdadeira a uma positividade feita de ilusão.
Ficar repetindo "eu me amo como sou", sem uma análise honesta do que está sendo amado, é como cobrir com maquiagem uma pele cheia de manchas. Quando o rosto for lavado, as manchas estarão em seus lugares de sempre. Nada sumiu, apenas ficou escondido por um tempo.

Ter uma visão positiva das coisas é aceitar, SIM, tudo o que não gosta e acha errado em si mesmo, com o propósito decidido de trabalhar esse errado até que se torne certo.

Não é fácil. Demora.

Mas, o esforço contínuo vai trazendo as mudanças.
A princípio, quase imperceptíveis.
Após um período, o consciente começa a absorver as necessidades e a verdadeira mudança começa a aparecer.
Quando nos damos conta, estamos vibrando positivamente, com uma aceitação real do que somos. O acúmulo de fracassos e decepções se deveu a uma postura cristalizada de "perdedores". Na verdade, não nos permitíamos ser vencedores.

E o mais importante:- valorizando o que somos e reconhecendo o que temos em potencial, apenas esperando para ser utilizado. 

Desse ponto em diante, podemos "querer".
Desse ponto em diante, o Universo conspira a nosso favor, porque estamos vibrando em harmonia com ele.
Já somos capazes de transformar nossos sonhos em realidade.

(Por Juracy Lérco em 15-01-2015).

Livres prisioneiros

Há pessoas que conseguem ser felizes dentro de um metro quadrado. 
Erguem quatro muros que as protegem da entrada de qualquer estranho em suas vidas, e também não saem de seu espaço para interagir com ninguém.

De vez em quando, espiam por cima do muro e alguma coisa lhes chama a atenção. Dão uma corridinha lá fora, tentam um contato com o que lhes agradou e, por um momento, experimentam a delícia da liberdade.

Mas dura pouco. Logo, os muros da proteção começam a fazer falta, o medo de se arriscar fora do seu mundo seguro e conhecido as domina.
Sem mais nem menos, correm de volta ao que acham que lhes dá apoio. Como não há portas, não há como alguém de fora penetrar nesse espaço fechado.

Essas pessoas nunca deixarão o que acham certo pelo que acham duvidoso. Duvidam de tudo e de todos, tudo o que não é conhecido é ameaça.  Mesmo que o seu pequeno mundo seja limitado e as sufoque, é o mundo que conhecem. Negam-se terminantemente a conhecer novas coisas e novas pessoas. 

Aqueles que estão do lado de fora dos muros olham com estranheza para aquela aparente paz e felicidade dentro dos cubículos de um metro quadrado. Talvez até com inveja, inveja daqueles que se contentam com pouco e conseguem ser felizes. Porém, essa inveja é momentânea porque esse tipo de felicidade só existe para aqueles que escolhem viver dentro dos espaços de um metro quadrado. Os que anseiam por um espaço maior têm que procurar o seu próprio tipo de felicidade.

Não há melhor nem pior na comparação das duas situações. Há apenas escolhas.
(Juracy Lérco em 08-01-2015)