Auto-Análise

Há pouco tempo atrás, vi uma postagem, acho que é uma frase de Freud, que dizia:- " Antes de diagnosticar-se com depressão ou baixa estima, certifique-se de que não está cercado por idiotas. "
Marquei com mais um porque achei muito profundo, e até compartilhei.
Hoje, em outro estado de espírito, não sentindo mais pena de mim mesma, veio-me outra pergunta à cabeça:- " E se era eu que estava sendo idiota? "
É para refletir.
(Juracy Lérco em 28-12-2014)


Oh, céus!

Às vezes, ficamos tão obcecados por um amor não correspondido, sofremos tanto, que acabamos desabafando a história toda com um amigo.
De repente, aquele que ouviu o nosso desabafo, com um olhar indefinível, nos diz:-
" Nunca pensei que você fosse capaz de amar assim, pensei que só eu amasse você assim ".
Oh, céus!

(Juracy Lérco em 28-12-2014)

O Encontro

A Vida decidiu que nos encontrássemos. 
Aconteceu.
Porém, éramos muito jovens, não estávamos preparados para um compromisso que definiria o nosso futuro.
Tomamos direções opostas. Você se foi e construiu uma vida.
Eu fiquei e construí uma vida.
Mas essas vidas não eram o que a Vida havia escolhido para nós.
Passaram-se cinquenta anos e a Vida disse a você que devia procurar-me. Você me encontrou, ficamos frente a frente de novo. Era agora, tinha que ser agora.

Eu acreditei que finalmente entendia o que a Vida queria de nós. Entendia o presente que recebemos, a segunda chance que poucos recebem.
Quase nos encontramos.
Você não entendeu e escolheu voltar para a sua vida.
E eu fiquei, com o olhar perdido, tentando entender o significado do encontro que não aconteceu.

(Por Juracy Lérco em 26-12-2014)



Cenário

O rompimento de uma relação sempre vai doer mais no parceiro que permanecer no cenário das coisas que foram vividas em comum. 
Qualquer que seja a causa do fim, a morte ou a separação, aquele que permanecer no local onde fluiu a vida a dois vai sentir a continuidade da relação, agora só imaginária.

A dor virá cada vez que se olhar para um móvel, uma roupa, um livro, um disco ou qualquer outra coisa que a outra pessoa tenha tocado ou usado. 
A voz vai ser ouvida, dizendo uma frase qualquer.
Os gestos vão ser recordados, como se estivessem acontecendo naquele momento.
Tudo o que estiver associado às vivências compartilhadas não sai da memória porque está vinculado ao cenário que foi comum aos dois, que emoldurou a história.

A igreja frequentada, o cinema onde se trocou beijos assistindo uma história de amor ou onde se riu muito vendo uma comédia, as ruas percorridas de mãos dadas, as paradas no caminho para um sussurro no ouvido, a corrida para tomar o ônibus, o guarda-chuva compartilhado, as juras trocadas, a intimidade entregue na cama, o abraço carinhoso e aconchegante para consolar um dia ruim, a palavra calma e terna transmitindo segurança e esperança são lembranças que se mantém vivas, que não querem morrer.


Ao passar por um local onde foi trocado um beijo, ou mesmo onde ocorreu uma calorosa discussão, há uma sensação de presença, em contraste com a dura ausência. Tudo em volta evoca a lembrança e ela vem, perfeita, nítida, causando uma imensa dor.

Se esquecer é necessário, para livrar-se do sofrimento, o melhor a fazer é mudar o cenário. Mudar os móveis, mudar as roupas, mudar de casa e até mudar de cidade. Mudar até os amigos. Conhecer gente nova para construir novas lembranças.

O cenário escraviza porque a associação do sentimento com o que está em volta não pode ser evitada, assim como a música ligada ao evento vai trazer sempre a mesma recordação. 
O único remédio para libertar-se é começar de novo, com novo cenário, nova música, e carregar-se de energia para acreditar que o novo sonho vai se realizar.

Se der certo, ótimo. Se não der, começar de novo e de novo, quantas vezes se fizer preciso, até conseguir.

(Por Juracy Lérco em 22-12-2014)


RE

O imprevisto acontece
E alguém te encontra.
Te reencontra.
Te reinventa.
Te recomeça.
E depois,
Te rejeita.

Sem fim

Sou adulta o suficiente para entender que raros relacionamentos são harmoniosos e duram uma vida, e mais raros os que duram mais que uma vida.
Os desentendimentos acontecem, as palavras soam mal ou bem, dependendo do momento em que são pronunciadas, os corações se fecham e as pessoas se afastam.
Eu entendo tudo isso, sei que é assim. Por mais sintonia que tenhamos com uma outra pessoa, haverá aquele momento em que a nota dissonante se faz presente, atua e pode provocar o descompasso, um não consegue acompanhar o ritmo do outro e a dança acaba.
Em todo esse processo doloroso do fim de um relacionamento, eu só questiono a falta de dignidade no procedimento, porque ela vai invalidar o sentimento que existiu, como se ele fosse um erro.
Fugir, esconder-se, negar-se a colocar o ponto final é a mais triste das posturas que se pode adotar. Se houve coragem para dizer " eu te amo ", por quê não há coragem para dizer " não te amo mais " ?
Tem que haver dignidade e coragem para dizer ao outro:- cansei, não quero mais, não amo você, amo outra pessoa, não é o que eu procurava, enganei-me, vou cuidar da minha vida... 
É duro ouvir coisas assim, principalmente quando o amor permanece em você?
Claro que é duro. Você vai chorar, vai se desesperar, a vida parece acabar, e você fica um bom tempo sem rumo, sem norte, sem propósito. 
Mas, vai chegar o tempo de superar, porque o ponto final foi colocado. Você não foi simplesmente ignorado, você foi " respeitado ", a outra pessoa começou e terminou alguma coisa. O ponto final vai aparecer o tempo todo em seus pensamentos e você acaba aceitando-o, e pode se mover de novo para recomeçar, para viver novos momentos.
Entretanto, quando sua única resposta é o abandono, a fuga, a recusa e o silêncio esmagador, você entra num estado de alternâncias de comportamento, ora desanimador, ora esperançoso.
Não houve um fim, como pode haver um novo começo? 
É como você não ver o enterro de alguém que morreu. O enterro é o ponto final. Sem presenciar isso, vai parecer sempre que a pessoa continua viva, que você poderá encontrá-la a qualquer momento.
Nunca devemos pensar que não pondo fim a alguma coisa, estaremos poupando uma outra pessoa de sofrimento. Nessa tentativa de poupar um sofrimento, estaremos causando um número incalculável de outros sofrimentos. Estaremos destruindo lentamente a outra pessoa, obrigando-a a vagar num eterno mar de dúvidas e perguntas.

(Por Juracy Lérco em 19-12-2014)

Opostos

A tristeza faz parte da vida. Se ela não existisse, não conheceríamos a alegria. Tristeza e alegria são duas polaridades de um mesmo eixo, porém com pesos diferentes.
A alegria é leve, e como tal, não deixa marcas de sua passagem, é como o roçar das asas de uma borboleta na nossa face.
A tristeza é pesada, densa, deixa marcas e oprime.
É com a tristeza que devemos ser fortes. Podemos aceitá-la, mas nunca deixar que ela tome lugar cativo em nós.
Ao ver-se mal recebida, ela por certo se retirará, sem causar um estrago sério com sua estadia.
(Por Juracy Lérco em 16-12-2014_

Depressão

Eu costumava encher a boca para dizer que "depressão" era coisa de quem não tinha o que fazer. Que bastava ocupar-se, fazer algo útil e não haveria depressão. 
Enganei-me redondamente. Confesso que eu estava errada e não tenho vergonha de pedir desculpas às pessoas que talvez eu tenha magoado com o meu conceito errado.

Eu sei que existem aquelas pessoas que estão sofrendo simplesmente de tédio e acham que estão com depressão, porque não conseguem mostrar entusiasmo e envolvimento com nada.

Há também aquelas que realmente não têm o que fazer; cuja vida financeira está garantida por uma boa aposentadoria ou por uma renda qualquer e não precisam se preocupar com o dinheiro. A vida familiar pode estar dentro de uma ordem satisfatória e não lhes solicita a presença. Então, elas sentem-se inúteis, acabou a correria, tudo ficou sossegado demais. A paralisação das ações, por falta de urgência ou por falta de ter onde agir, também pode levar as pessoas a acharem que estão com depressão. Na verdade, só estão inertes, parece que a vida atingiu o ponto que precisava atingir e não há mais nada a ser feito.

Há também aquelas pessoas, eternamente insatisfeitas, que buscam o tempo todo inovações e coisas diferentes, e quando não têm condição de renovar o cenário, os móveis, as roupas ou as outras coisas que compõem o seu mundo, entram num estado de descontentamento com a vida, ao qual dão o nome de depressão.

Agora eu sei o que é depressão.
Depressão de verdade.

Depressão é um estado em que a pessoa não para de levar sua vida normal. Ela cumpre suas obrigações, paga suas contas, atende os familiares, dorme e acorda nos horários necessários, alimenta-se, veste-se, calça-se, espera em filas, faz compras, cuida da casa ou trabalha para o sustento da família, enfim todas as tarefas que o dia a dia lhe pede para fazer. 

Só que ela faz tudo isso profundamente triste, essas coisas,  se já lhe trouxeram satisfação um dia, não lhe trazem mais. E isso acontece porque alguma coisa mudou sua maneira de pensar, de sentir e até de agir. A pessoa, na maioria das vezes, sem perceber, abriu mão e negou-se alguma coisa vital para o seu ser emocional. 

Quando essa renúncia é resultado de uma ação consciente, de uma escolha, é pior ainda, porque significa um aprisionamento voluntário.  A pessoa está de tal forma presa a uma vida já delineada, segura e que se desenvolve com facilidade, que ela prefere sofrer a transtornar essa "paz" conseguida, às vezes, a alto preço. 

É o raciocínio de "não se mexe em time que está ganhando". Ela olha o conjunto de sua vida e parece que todos que fazem parte desse conjunto estão bem e felizes com as coisas do jeito que estão. Por isso ela se recusa a ser a nota dissonante que pode por tudo isso a perder. Ela abre mão de si mesma pelos outros, nem quer questionar se as pessoas pelas quais está se sacrificando valem a pena do seu sacrifício, quase aceita como um dever.

Mergulha num estado de não-ser, de não-querer e de não-agir e continua levando a vida que os outros esperam que ela leve.

(Por Juracy Lérco em 13-12-2014)





Difícil de definir

De todas as frases que eu já li sobre o que é amar, a mais profunda e verdadeira é:- " Amar não é olhar um para o outro, mas olharem ambos na mesma direção. "
Quem já ouviu falar sobre o " I Ching ", Livro das Mutações, ou quem se dedica ao seu estudo, sabe que é um livro de sabedoria que responde a toda e qualquer necessidade que uma pessoa possa ter em qualquer aspecto da sua vida. Só é preciso saber ouvir e meditar sobre as respostas. 
Temos traduções desse livro que conservam os dizeres metafóricos originais, difíceis de compreender.
Temos também livros em que as metáforas foram decodificadas e se apresentam na linguagem comum.
Por mais competentes e inteligentes que um tradutor ou um escritor possam ser, sempre haverá o risco de parcialidade, Traduzir os caracteres chineses demanda mais que o conhecimento de línguas, é preciso viver a cultura chinesa, pensar como um chinês. A decodificação das metáforas também exige uma capacidade  capaz de abranger todas as maneiras de pensar. A interpretação de textos é uma das provas mais difíceis que existe, porque cada ser humano tem a sua maneira de pensar e entender, que é única e intransferível.

Mesmo assim, os livros são bons e vale a pena estudá-los para o nosso crescimento pessoal, desde que conservemos a nossa busca pessoal pela nossa verdade, dentro de todas as verdades.
Como a Bíblia, o I Ching foi escrito  por homens que ouviram. A Bíblia é considerada por muitos a palavra de Deus. O I Ching é considerado por muitos a palavra do sábio. Antes de adotarmos um ou outro como nosso guia para a vida, devemos ter em mente que a Bíblia é a palavra de Deus na forma como foi entendida e interpretada pelos homens, e o I Ching é a palavra do sábio na forma como foi entendida e interpretada pelos homens.

O I Ching é composto por 64 hexagramas, símbolos formados por seis linhas, que podem ser inteiras ou partidas, que se juntam nas combinações possíveis, mostrando através da comparação com um elemento apropriado (terra, água, céu, madeira, ar, fogo, montanha) a interação dos opostos complementares existentes em toda a criação, obedecendo às leis universais. A linha inteira é o Yang, a força ativa, e a linha partida é o Yin, a força passiva ou receptiva. Da atuação dessas duas forças combinadas em excesso , escassez ou equilíbrio é que vão se manifestar todos os efeitos da Vida, visíveis ou invisíveis. A compreensão da atuação dessas forças é que vai nos permitir conhecer os processos da vida e nos posicionarmos para que ela nos seja favorável ou desfavorável

A natureza faz isso de forma automática. Está intrínseco ao que é natural comportar-se de acordo com as leis universais. Os seres humanos precisam aprender, porque, diferente da Natureza, são dotados de desejo, vontade e imaginação e quase nunca estão dispostos a aceitar essas leis. 

Viver de acordo com as leis universais é o que os orientais definem como "ser co-criador do próprio destino". Os ocidentais chamam de livre-arbítrio moldar a Natureza para que ela se torne favorável aos seus propósitos. São duas maneiras distintas de encarar a vida. Uma respeita o momento da atuação das forças Yin e Yang e, através da receptividade, permitem que essa atuação seja favorável. A outra maneira tenta interferir no processo, acelerando-o ou retardando-o e convive com a oscilação da atuação; ora a vida é favorável, ora é desfavorável.

Os opostos estarão sempre presentes, porque a vida é o moto-contínuo. Bem e mal, certo e errado, alegria e tristeza, sucesso e fracasso, amor e ódio, guerra e paz são alguns exemplos da nossa visão dual das coisas. A primeira lição para saber viver é não focarmos nosso olhar ora num lado ora no outro, como se assistíssemos a uma partida de pingue-pongue. Os aparentes opostos são extremidades de uma mesma linha. Se conseguirmos manter o olhar no centro da linha, não seremos arrastados para as extremidades, sendo obrigados a viver felizes para em seguida viver infelizes. A direção do nosso olhar tem que estar no nosso objetivo, não podemos permitir que  oscilações de nenhum tipo nos desviem do que queremos para a nossa vida.

Entre os 64 hexagramas que compõem o I Ching, temos 4 que falam do relacionamento homem-mulher. O I Ching raramente fala de amor, mas descreve nesses quatro hexagramas o que acontece entre esses opostos complementares homem-mulher, desde o começo da influência que exercem um sobre o outro, até se tornarem um casal, unido pelo sentimento do amor. D
iscorre também sobre o respeito mútuo que o casal precisa manter para com a individualidade de cada uma das partes da união. 

A união de dois seres pelo sentimento do amor recíproco sempre tem como finalidade uma nova criação. Quando essa união é o casamento formal legalizado, acrescenta-se um compromisso com a sociedade e seus valores. A maioria das pessoas acredita que a nova criação contida na finalidade da união é a formação de uma família, o nascimento de filhos.

Quando a união é o casamento das essências, das afinidades que se complementam, não há necessidade de compromissos com a sociedade ou a formação de uma família. A finalidade é uma nova criação com um alcance diferente. São dois seres que se unem para um crescimento conjunto e que vão ter como filho a humanidade toda. 

Um relacionamento surgido do amor só acaba ou se transforma se houver mudança de foco do objetivo para os aparentes opostos. Se um dos amantes mudar o foco de seu olhar, não enxergando mais a individualidade do outro , fascinado pelo sentimento de posse ou poder sobre o outro, começam os desentendimentos. O olhar se retirou do objetivo da união e se focou no objeto do amor. Começam as críticas, as sensações de que se uniu à pessoa errada, e os opostos, que antes eram complementares, passam a ser vistos como defeitos. O foco se estreita mais ainda quando um começa a desejar que o outro mude, em seu benefício.

Na verdade, esses amantes se uniram pela ilusão do amor, e não pelo verdadeiro amor. Tudo o que parecia uma forte atração para uma sólida união não passou de uma troca de energias que cumpriu sua função e não é mais necessária.

Amar de verdade é conhecer a essência um do outro. É sentir o outro dentro de si mesmo como um complemento. É se tornar parte um do outro a tal ponto que nada funciona se não for em conjunto. É trabalhar pelo crescimento um do outro, como se fosse por si mesmo, porque a sensação é de que é por si mesmo. Os opostos se agregam de tal forma que se tornam uma coisa só, e essa unidade nunca vai interferir com a individualidade de cada um. Ambos sabem o momento exato de funcionar como indivíduos e o momento exato de funcionar em conjunto. 

Esse amor é capaz de beneficiar tudo e todos à sua volta, porque não é egoísta, são os seres que amam, não as pessoas. Esse amor cria uma fonte inesgotável que deseja fluir e abranger cada vez mais coisas ao seu redor. Esse amor traz consigo a necessidade de se estender aos demais, de repartir seu estado de graça com as outras criaturas. 

A frase " Amar não é olhar um para outro, mas olharem ambos na mesma direção " é a definição mais perfeita que já foi conseguida para a emoção mais difícil de ser definida, porque é também a mais difícil de ser verdadeiramente sentida.

(Juracy Lérco em 11-12-2014)

Doenças 2/7

Vamos à segunda parte das doenças e estados doentios, cujas causas foram estudadas, bem como o uso de atitudes positivas para ajudar na cura.

Doença:- Excesso de apetite
Causa provável:- Medo, necessidade de proteção, vazio, falta de expectativas, julgamento de emoções, sentimento de culpa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- É seguro sentir, meus sentimentos são normais e aceitáveis. Adotar um hobby. Escrever um diário exteriorizando os sentimentos e relê-lo várias vezes.

Doença:- Perda de apetite
Causa provável:- Medo, falta de confiança na vida. Trauma causado por traições ou mentiras. Vontade de morrer como única saída.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- A vida é segura, as pessoas não são todas iguais. Existe gente muito boa no mundo. Posso proteger a mim mesmo sem construir uma parede que me isole dos outros.

Doença:- Apendicite
Causa provável:- Medo do fluxo da vida, medo de ser cobrado por erros. Sentimento de que tudo dá errado, falta de esperança. Recusa em aceitar as coisas boas da vida por medo de não saber conservá-las.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Estou seguro. Relaxo e deixo fluir a vida alegremente. Peço com sinceridade o perdão daqueles a quem magoei sem intenção de fazê-lo. Desfaço os nós dos desentendimentos.

Doença:- Amigdalite
Causa provável:- Medo. Emoções reprimidas. Criatividade sufocada. Necessidade de desabafo.  Precisa conversar sobre coisas com alguém, mas tem medo de mostrar a intimidade ou de ser considerado infantil.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Dou asas à minha imaginação, ela é criativa. Tenho noção do que é sonho e do que é fantasia. Há amigos que vão me ouvir sem me julgar.

Doença:- Distúrbios do coração
Causa provável:- Problemas emocionais  não resolvidos. Falta de alegria. Obriga o coração a endurecer para evitar sofrimento. Deixa-se dominar pelo estresse e pela tensão.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Deixo amorosamente a alegria fluir pela minha mente, pelo meu corpo, pela minha vida. Resolvo o que cabe a mim resolver. Ouço música e melhoro meu ânimo.

Doença:- Derrame
Causa provável:- Desistência. Prefere morrer a mudar os padrões. Rejeita a vida porque não conseguiu moldá-la à sua maneira. Energia emocional girando dentro de si mesmo, não extravasa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Aceito o que precisa ser mudado. Certos hábitos não servem mais. Acolho as novidades, quero vivenciar coisas diferentes.

Doença:- Diabetes
Causa provável:- Tristeza profunda. A vida é amarga. Sonha com o que poderia ter sido ou tido. Arrependimentos por não ter ousado. Necessidade de controlar a si e aos outros. Deveres em primeiro lugar, de forma exagerada. Sacrifica-se por quem não merece e lastima.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Há doçura na vida e nas pessoas, é só prestar atenção. O bem que eu faço, está feito, a vida me retribui. Gosto do que eu sou e do que eu tenho. 

Doença:- Visão (Astigmatismo)
Causa provável:- Medo de ver a si próprio. Julga-se um problema. Sentimento de rejeição. Carência de amor manifestado, evita demonstrações de afeição.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Quero me ver de verdade. Quero receber abraços e beijos. Quero abraçar e beijar as pessoas de quem gosto. Carinho é bom.

Doença:- Visão (Catarata)
Causa provável:- Dourar a pílula, não querer ver o que não agrada. Prefere as coisas encobertas, prefere não saber. O futuro parece sombrio.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Enquanto há vida, há tempo para tudo. O futuro é hoje. Quero ver cada momento da vida, quero viver a plenitude da vida. Quero conhecer mais coisas e mais pessoas.

Doença:- Visão (Miopia)
Causa provável:- Medo do futuro, não sabe o que esperar. Insegurança com as próprias ações. Visão distorcida das próprias capacidades, espera resultados negativos.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- O futuro é o resultado do que estou fazendo hoje. Eu mesmo preparo meu futuro, porque iria dar errado? Confio no processo da vida e aceito toda orientação produtiva.

Doença:- Visão (Hipermetropia)
Causa provável:- Medo do presente, não quer encarar o que está vivendo. Foge para o passado ou sonha com o futuro. Gostaria que tudo já estivesse feito ou que nada tivesse acontecido ainda. Não sabe lidar com o "agora".
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu aceito que o tempo é uma linha que registra a vida numa sequência. É uma linha contínua que se for bem observada responde todas as minhas questões. A vida acontece agora, é agora que eu tomo parte nela. 

(Por Juracy Lérco em 11-12-2014)






Doenças 1/7

 Já está comprovado que todas as doenças têm suas origens nos níveis mentais e emocionais das pessoas. Mesmo que a medicina trate os seres como se fossem máquinas e se divida em mil especializações  que cuidam de cada pedaço do ser humano em separado, sem considerá-lo como um todo, os avanços no estudo da neuro-ciência e da inteligência emocional mostram que, se a psique não consegue relaxar as tensões e eliminar o que não está de acordo com a natureza das pessoas, o corpo físico recebe os efeitos e fica doente.

A lista das doenças é enorme e vou dividi-la em partes, para o texto não ficar muito extenso. As doenças se manifestam a partir de uma causa provável, muitas vezes não percebida pelo consciente, mas há sempre possíveis atitudes de alívio e cura.

Doença:- Alergia
Causa provável:- Negação do próprio poder, insegurança, medo de enfrentar o mundo exterior.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Confio no processo da vida. Tenho em mim as defesas necessárias. Estou seguro de que nada pode me causar mal. Meu organismo se preserva.

Doença:- Asma
Causa provável:- Sentir-se oprimido. Incapacidade de respirar por si mesmo. Choro reprimido. Angústia de viver.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu posso tomar conta da minha vida. Escolho ser livre. Solto a voz e canto com alegria. Expulso o medo e sorvo o ar a plenos pulmões. Nada nem ninguém me obriga a esconder-me da vida.

Doença:- Bronquite
Causa provável:- Ambiente familiar tenso. Discussões e troca de ofensas. Por vezes, silêncios opressores por parte dos familiares, recusa em conversar. Carência de afeto, de demonstrações de carinho.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu posso pacificar e harmonizar meu ser interior e o ambiente ao meu redor. Tudo vai ficar bem, é possível o entendimento entre as pessoas, basta que cada um respeite a opinião do outro.

Doença:- Câncer
Causa provável:- Mágoa profunda silenciada. Ressentimento antigo. Emoções reprimidas. Um grande segredo ou pesar devorando o Eu. Carregando ódios e problemas não resolvidos. Perguntas como "de quê adianta?". Não ver solução para a mágoa.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Com amor e perdão eu me liberto dos rancores guardados. Eu me aprovo e não tenho medo da vida. Quero viver e expulso todo o mal que tenta me destruir. Minha alegria de viver dissolve o mal. Minha vontade é soberana.

Doença:- Tumor
Causa provável:- Idéias ultrapassadas cristalizadas. Rigidez mental. Crenças computadas incorretamente. Teimosia. Recusar-se a rever os velhos padrões por receio de mudá-los. 
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu formato o computador da minha mente e escolho os programas adequados. Deleto padrões arraigados que só me levaram ao fracasso. Introduzo um novo sistema operacional na minha mente e vou em busca do sucesso.

Doença:- Colesterol
Causa provável:- Canais de expressão de alegria bloqueados. Melancolia presente, perda de ânimo. Mau humor e medo de aceitar a alegria. Não se sentir com direito à felicidade.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Abro-me para a alegria e a felicidade. Mereço ser feliz. É seguro dar e receber amizade e amor. 

Doença:- Desvios da coluna
Causa provável:- Falta de confiança na vida. Vive por partes, não consegue integrar-se. Conduta inadequada, não está fazendo o que gosta. Encolhe-se e permite que os outros oprimam. Abre mão de suas vontades. Permite que os outros controlem sua vida. Obriga-se a viver de forma contrária à sua natureza.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Solto meus medos e fico em pé diante da vida. Tenho objetivos e vou realizá-los. Não preciso de bengalas, sou forte para decidir o que quero para mim. 

Doença:- Infarto
Causa provável:- Viver em função dos outros, espremer o coração, angustiar-se por situações que não pode controlar. Negar o ser emocional em função da vida prática, do trabalho, da posição e do dinheiro. Assumir mil ocupações para não pensar nos sentimentos. 
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- O amor e a alegria são necessários à vida. Quero amor, quero alegria. O amor renova o meu ser e me dá forças. A alegria traz leveza à minha vida. Quero sentir o amor e apreciar a beleza da vida.

Doença:- Cálculo renal
Causa provável:- Desapontamento, vergonha, humilhação. Decepção com o amor, sentimento de rejeição.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Mereço ser amado. Não há vergonha em expressar o amor. Eu amo e sou amado. Se eu me aceito, ninguém me rejeita. 

Doença:- Gripe
Causa provável:- Negatividade, pena de si mesmo, achar-se injustiçado. Crença em estatísticas, influenciado pelo grupo a que  acha que pertence. Não consegue ampliar o grupo de relações, sente-se estranho em outros ambientes.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Liberto-me da congestão e da influência dos outros. O mundo é mais do que o meu pequeno círculo. Sou bem-vindo a outros grupos. Amplio meus horizontes. Posso pensar por mim mesmo. Estou além das crenças em grupo e do pensamento comum. Quero me relacionar com todo o tipo de pessoas. Sou livre. Sou imune.

Doença:- Hérnia
Causa provável:- Relacionamentos rompidos contra a vontade. Necessidade de resgatar coisas do passado. Carregar fardos pelos outros. Expressão criativa incorreta. Preso à padrões sociais obsoletos. Sem coragem para assumir o que quer.
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- Eu sou livre para ser eu mesmo. Minha mente é gentil e harmoniosa. Não deixo mais a vida esperando por mim, vou ao encontro dela, sem medo. Quero viver em plenitude meus relacionamentos, não importa o que pensam os outros. 

Doença:- Laringite
Causa provável:- Dominado pela ira, não consegue falar. Sente-se sufocado pelo medo de expor o que sente. Medo de retrucar, medo de defender-se. Teme perder a autoridade, o controle das coisas. 
Novo padrão de pensamento como atitude de cura:- É seguro, posso me expressar. Estou em paz, posso pedir à vida o que eu quero para ser feliz. Elimino a raiva e busco a alegria. Controlo minhas decisões e deixo os outros livres para fazer o mesmo. 
(Juracy Lérco em 06-12-2014)

Palavras

Eu sempre me apaixono por palavras.
Qualquer tema, bem escrito, exerce sobre mim um fascínio único, não sei se na minha mente, no meu coração, na minha alma ou no meu ser inteiro.
É por isso que amo você. 
Amo todas as coisas que você me disse.
Elas ficaram gravadas em mim. (Em HD)...

(Juracy Lérco em 06-12-2014)

Sem rumo

Está chovendo pessoas que querem nos ajudar a mudar nossas vidas. Virou profissão. Algumas têm um real interesse pelos seres humanos e têm o prazer de repassar o que aprenderam; elas provam que, com esforço e decisão, é possível corrigirmos alguns padrões errados de comportamento e melhorar as condições de nossa pobre existência

Algumas pessoas dizem que pensar positivamente, varrer a negatividade dos nossos pensamentos é o começo para o nosso sucesso, para que coisas boas comecem a acontecer para nós, em todas as áreas da vida:- afetiva, financeira, familiar, profissional, saúde, etc..

Outras pessoas opinam que só pensar positivo não basta, é necessário mudar radicalmente a nossa forma de pensar e as nossas escolhas. 

Outras ainda garantem que sem fé, sem contar com a ajuda do Céu e de protetores, não vamos a lugar nenhum. Asseguram que é preciso acreditar, sem dúvidas, e esperar o que nos está destinado no devido tempo.

Até agora, eu tentei de todas as formas. Eliminei o mau humor e a impaciência, sorri para a vida, pensei positivamente, fui grata, rezei por tudo e por todos. Obriguei-me mesmo a seguir uma linha de conduta procurando a harmonia e o meu bem-estar interior. Descobri  os padrões de comportamento que sempre me levaram ao fracasso dos meus planos e os reverti. Analisei se a minha forma de querer estava correta, se eu tinha mesmo certeza do que queria para mim, de verdade, e se estava colocando todo o meu empenho para conseguir.

Não posso dizer que não houve nenhum progresso. Houve sim. Tive alguns "insight" que me surpreenderam e relembrei coisas do meu passado, que eu havia esquecido. Claro que foram coisas desagradáveis que eu apaguei da mente, consciente ou inconscientemente, mas que não estavam resolvidas e precisavam de uma solução. 

Houve alguma luz, mas a escuridão é tanta que talvez sejam precisos muitos anos de trabalho para as coisas começarem a dar certo. Eu me lembro que quando percebi que tinha o pavio curto (quase nem tinha pavio) e estourava por qualquer coisa, levei cinco anos para educar essa raiva e me tornar a pessoa dócil que sou hoje. Perdi um pouco com essa mudança; atualmente qualquer um abusa da minha paciência e docilidade, porque eu não reajo mais agressivamente. Procuro colocar-me no lugar da outra pessoa para entender as razões de suas atitudes. 

Talvez eu tenha ido para o outro extremo. Deveria ter ficado no meio, no ponto de equilíbrio, assim estouraria quando fosse a decisão justa e calar-me-ia antes de cometer uma injustiça. 

Não sei, essa coisa de viver é complicada. Nem sei porque me esforço tanto para ser uma pessoa melhor, a cada dia. Tudo o que eu vou conseguir é, quando eu morrer, as pessoas vão dizer:- "que pena, ela era tão legal..." E no dia seguinte, vão tocar suas vidas, o que está certo, muito certo!
(Juracy Lérco em 06-12-2014)

Verbos

O futuro do pretérito de qualquer verbo deveria ser abolido da linguagem.
Quem sabe se não houvesse maneira de expressar algo inútil, as pessoas cuidariam de ser mais exatas ao expressar seus desejos frustrados, seus sonhos não realizados.
Vamos analisar algumas frases bastante comuns na linguagem do dia a dia de muitos de nós, talvez da maioria.
1. Eu queria ter ido viajar neste fim de semana.
Ora, céus, se você "queria", porquê não viajou?
2. Eu teria recebido um aumento de salário se tivesse exposto o meu trabalho para o meu encarregado.
Ora, céus, se a oportunidade ia se apresentar, porquê não se preparou para ela?
3. Poderíamos ter sido tão felizes se não tivéssemos brigado por coisas tão bobas...
Ora, céus, porquê você não sentou e conversou com ela (ou com ele) a respeito dessas brigas por coisas bobas?
4. Eu frequentaria a faculdade se não tivesse que trabalhar para ajudar nas despesas da casa.
Ora, céus, o quê pesa mais, o quê tem mais relevância para você? A frustração de não ter frequentado a faculdade ou a culpa por não ter ajudado a sua família? A sinceridade com você mesmo é muito importante nessa escolha.
5. Eu trabalharia melhor se tivesse o equipamento que preciso.
Ora, céus, coloque esse equipamento adequado como sua prioridade e faça melhor o seu trabalho.

Se continuarmos com as frases de "queria", "poderia", "teria", "seria", "haveria" escreveremos um compêndio de inutilidades.
Precisamos abandonar o vício de nos expressarmos num tempo passado que não oferece realização. O passado só é bom quando trata das coisas realizadas, aquelas que levamos a cabo, aquelas em que fomos até o final.

Chega de ter saudade do que poderia ter sido ou acontecido. Se não é, se não aconteceu é porque, na verdade, não queríamos. Quando queremos alguma coisa, de verdade, movemos céus, terras e mares para conseguir. Se não nos esforçamos para conseguir ou se deixamos que as dificuldades sejam mais fortes e vençam a parada é porque a vontade ou o desejo não é tão grande, não é tão importante. A prova disso é que há sobrevivência após os "teria sido", "teria feito" ou "seria bom".

Lamentar ou expressar desejos frustrados é dar atestado de incompetência. Não importa se acrescentamos uma porção de justificativas para a nossa não-ação. Continua sendo um fracasso da vontade, do desejo ou do sonho.

Ser, ter e querer são verbos especiais, é bom que prestemos atenção neles. São verbos que vão definir o que fazemos da nossa própria vida. Eles precisam ser reais, precisam de substância.
Então, vamos conjugá-los no passado, presente ou futuro, mas nunca acompanhados de "se" e nunca no futuro do pretérito, porque é um tempo que não existe.
(Juracy Lérco em 02-12-2014)