Há alguns dias atrás, aconteceu uma coisa que me emocionou. Sempre fui muito emotiva, chorando até quando ouço o Hino Nacional.
Mas, ultimamente, minhas emoções estão mesmo à flor-da-pele. Não sei se é isso ou se o fato daquele momento me parecer verdadeiramente especial.
Eu estava na porta de casa esperando meu netinho chegar da escola. Eu moro de frente para uma grande avenida e o movimento de veículos é intenso. Vinha um ônibus com um bando de crianças cantando e gritando, fazendo aquela farra que só nessa idade eles sabem fazer.
Ao me verem no portão, começaram a acenar. Sacudiam os braços e gritavam "chau". Eu acenei de volta e eles festejaram, gritando mais ainda.
As lágrimas vieram-me aos olhos. Fiquei pensando:- Por quê quando crescemos, quando nos tornamos "adultos", perdemos essa louca espontaneidade que as crianças possuem de sobra? Aonde vai parar a nossa inocência que manifestava sem reservas uma alegria saudável de quem não tinha medo de ser feliz?
Agora compreendo porque Peter Pan não quis crescer.
(Juracy Lérco em 29-11-2014)

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