Quebrando correntes

Quando sentimos uma certeza inabalável de que vamos conseguir aquilo que desejamos com toda a força do nosso ser, toma conta de nós uma positividade que deve ser sabiamente aproveitada.

Parando de pensar nos fracassos passados, na lista de decepções anteriores, nas várias tentativas e erros, quebramos as correntes que tolhem a nossa vontade. Ficamos mais leves, mais soltos, e essa leveza traz consigo uma sensação de segurança com relação ao presente, ao agora.

O presente, o momento de agora, não pode nem deve ser comparado a nenhum tempo anterior, sob pena de sermos arrastados para o medo e a insegurança que, certamente, vão fazer de tudo para voltar ao condicionamento, para voltar a uma situação que já é nossa conhecida.

Limpar a mente e encarar a nova situação como se fosse a primeira vez que a estamos vivendo é a postura correta para adotarmos. Não se trata de auto-ilusão porque a situação é nova de fato; nós é que, inconscientemente,  queremos que ela seja conhecida para não sermos pegos de surpresa.

Esse é o erro. A situação tem, sim, que nos pegar de surpresa, obrigando-nos a buscar uma maneira nova de vivê-la e assumir todos os riscos envolvidos. Se não fizermos isso, teremos, fatalmente, mais uma decepção para a coleção.

Portanto, cada nova situação que se apresente, o novo emprego, a nova sociedade, a nova profissão, o novo amor, a nova viagem, é única e especial. Nunca devemos buscar as experiências vividas nas antigas situações como base para a situação presente.

Se queremos que alguma coisa dê certo em nossa vida precisamos nos vestir com a inocência da primeira experiência e lidar com ela como se nunca tivesse acontecido. Se não conseguirmos deixar de fazer comparações, podemos usar o recurso de olhar as diferenças e não as semelhanças. Mas o ideal é não fazer comparação nenhuma.

E então perceberemos que, de fato, nunca aconteceu. Está acontecendo agora.

(por Juracy Lérco em 29-10-2014)

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