Day after

Foi ontem. Retornos inesperados. Pessoas que estavam afastadas do nosso círculo de amizades voltaram à nossa casa para retomar o curso do belo sentimento que sempre existiu. Não houve rompimento, apenas um distanciamento necessário para que a visão conseguisse abranger todos os acontecimentos. Um intervalo para analisar as posições de cada um e entender os motivos, as razões de certas atitudes.

O sentimento primeiro, da confiança mútua, da certeza que não houve intenção de mágoa, de compreensão de pontos de vista diferentes, prevaleceu, e dava para apalpar a alegria, o contentamento dos que voltaram e dos que os receberam de volta. Foi como se tivéssemos nos visto anteontem, não precisamos dar início a nenhuma conversa, apenas continuamos a conversa que sempre existiu.

Hoje, o dia seguinte da festa, foi de reflexões e gratidão. Como é bom saber que o que é verdadeiro não morre, pode adormecer por um tempo, mas não morre. Olhar nos olhos de pessoas de quem gostamos muito e ver retribuição no olhar, apenas retribuição. Não somos estranhos, somos velhos conhecidos.

O entendimento silencioso, o abraço apertado que diz tudo o que queríamos ouvir. As palavras não significam tanto; as palavras são sempre pobres para expressar o sentimento; as palavras trazem consigo o perigo da interpretação. O abraço, o olhar, esses não mentem nunca, a pele e os olhos não permitem mentiras.

Os dias de partidas foram ruins, mas os dias de chegadas levaram todo o ruim embora, magicamente. Ficou o que é bom, o que nos faz felizes, o que é verdadeiro e não morre jamais.

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