Os princípios com os quais nascemos e os que nos são ensinados, somados aos valores que adquirimos no decorrer da vida, são as peças do quebra-cabeças que vamos juntar para construir o nosso caráter.
O caráter vai definir a posição que tomamos com relação à vida e aos nossos semelhantes. Os princípios já fazem parte de nós, os valores poderemos escolher.
Essa escolha é a chave para uma vida bem ou mal sucedida. E esse sucesso ou fracasso é uma avaliação pessoal, particular de cada um. Não se identifica com o sucesso ou o fracasso como eles são entendidos socialmente. É um bem viver consigo mesmo, uma certeza incontestável de fazer a coisa certa.
Os princípios são postulados. O cuidado a tomar com os valores é que eles não podem ter nuances, tons ou graus. Eles são únicos, indivisíveis e intransferíveis. Não existe pessoa honesta em algumas coisas e desonesta em outras. Não existe pessoa digna em algumas coisas e indigna em outras. Não existe pessoa íntegra em algumas coisas e parcial em outras. As circunstâncias não podem alterar esses valores. Não há "jogo de cintura", quando tratamos dos três valores principais. Honestidade, dignidade e integridade são valores absolutos, não podem ser relativos.
Esses valores, junto com uma série de outros, vão compôr o que chamamos de caráter, e a pessoa que o possui nunca deixará de manifestá-lo em nenhuma de suas atitudes. Não é possível deixar o caráter em casa mesmo quando se vai lidar com uma coisa bastante trivial, como comprar pães em uma padaria.
Não existe "mau caráter". Caráter não pede adjetivos, ele é a qualidade por si só.
Se olharmos o leque de outros bons valores (aqui cabe o adjetivo) que se abre, derivados de cada um dos três valores principais, honestidade, dignidade e integridade, teremos a receita certa para um verdadeiro Ser, não só para uma personalidade.
O conjunto compõe o espírito, única parte que tem direito à imortalidade.
(Juracy Lérco em 28-02-2015)

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