Já não choro. Prossigo, indiferente
Não peço por esse amor, não consigo mais
A única resposta que obtive foi o silêncio
O silêncio do amor, de Deus e de tudo o mais
Gela-me o coração, endurece-me a alma
Cada vez menos eu sinto as emoções
A vida segue, cumprindo seu roteiro
E dela eu participo com o mínimo possível
Não aos envolvimentos, não aos anseios
Até os sonhos não me visitam mais
A ilusão se desfez e com ela todos os meus planos
De uma vida plena, feliz e realizada
Não é para ser? Quem decide isso? Está bem, eu me conformo.
Mas não me peçam para fingir uma alegria
Ou agradecer outra coisa que não lembro de haver pedido
Eu sei o que quero e se não posso ter
Não há substituição possível, eu prefiro não ter nada
E seguir, para sempre, como um robô programado
Fazendo tudo o que é preciso, mas não sentindo nada...

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