O
mais insuportável de tudo
Que
na vida dela acontecera
Era
essa lenta agonia
Não
vivera, não morrera...
Respirava,
e ninguém via
O
esforço que ela fazia
Pra
fingir que nada sentia...
Morria
aos poucos, a cada dia
A
alma já se tinha ido
O
corpo, teimoso insistia
Em
ficar, mesmo corroído
Pela
dor que a alma deixou
Quando
o corpo abandonou
Partindo
pra eternidade
Sufocada
pela saudade
Que
aquele amor lhe legou...
Essa
agonia, tão lenta
Que
só o corpo dela aguenta
Não
se sabe o que representa
Quando
a alma, de si, se ausenta...
Talvez
a alma fosse pura
E
o corpo merecesse um castigo
Por
nesse amor ter insistido
Por
não ter da alma ouvido
Os
avisos, os conselhos amigos...
Corpo
e alma separados
À
meia vida, condenados
O
corpo, a suportar o suplício
A
alma, a receber o benefício
Do
fim, que devia ser um...
Somente
a misericórdia
De
um Céu que se compadeça
Possa
trazer a concórdia
Pra
que o ser se restabeleça...
Bradar
aos Céus um clamor
Em
nome do milagre do amor
Para
o corpo perdoar a alma
Pelo
abandono sofrido
Sem
alma e com o coração partido
O
que sobrou pra ele foi dor...
Um
dia, não se sabe quando
A
alma, talvez, volte ao lar
Tomara
ela encontre esperando
O
corpo que a vai abrigar...
(Juracy
Lérco em 22-08-2015)

...lindo, com um toque de tristeza, mas lindo!!!
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