A
chuva
A
chuva
Dá-me
uma sensação estranha
Uma
necessidade de abrigo
No
abraço de um amigo
É
um precisar de aconchego
Como
se com a água de fora
Aumentasse
a água de dentro...
A
chuva
Não
é tristeza, é somente
A
falta daquele carinho
Que
só se encontra no ninho
No
conforto de um sofá
Coberto
com um edredom
Ou
naquela cama arrumada
Com
uma colcha quadriculada
Convidativa
ao repouso...
A
chuva
Sempre
me traz a saudade
Dos
meus tempos de criança
Quando
uma simples poça d’água
Era
um convite a brincar
O
barquinho de papel
Levado
pela água corrente
Navegava
até o fim da rua
Sumindo
num bueiro lá na frente...
Tudo
muda quando chove
Como
se a chuva ameaçasse
Causando
grandes transtornos
E
todos ficam impacientes
Esperando
que ela passe
Pra
poder seguir em frente...
A
chuva
É
o pranto do Céu que nos lembra
Que
a lágrima pode ser de tristeza
Mas
também de felicidade
Ela
equilibra a vaidade
Do
sol, eterno orgulhoso
Mostrando
a todos que o fogo
Também
precisa do equilíbrio
Que
lhe é dado pela água...
(Juracy
Lérco em 20-08-2015)

Uauuuuu, foi fascinante lê-lo, encantador! Beijos...
ResponderExcluir