Eu vou vivendo
Ou melhor, vou respirando
Porque não sei como parar
No fim da tarde, eu choro
Por causa do crepúsculo
O entardecer do dia
Lembra meu próprio entardecer
Não há mais tempo
A juventude se foi
E esse amor não vivido, abortado
Cobra de mim
A vida que devia ter vivido
Eu bem que quis
Mas não encontrei resposta
Um profundo silêncio
Foi tudo o que eu ouvi
Clamei, gritei
Ainda temos tempo
Mas o amor se negou
E se afastou como o dia
Quando a noite chega poderosa
E a luz se esconde das trevas
E essas imperam
Exercem o seu domínio
E cobrem todos os sorrisos
Deixando livre apenas
O pranto sentido
De quem sonhou com o amor
Adormeceu na ilusão
E acordou para a dor
Que vem mais forte que nunca
E vai permanecer para sempre
No fim da tarde, eu choro
E todos os dias são o mesmo...
(Juracy Lérco em 26-06-2015)

Lindo: de quem sonhou com o amor, adormeceu na ilusão e acordou para a dor....maravilhosa mulher, magnífico poema!!!
ResponderExcluirObrigada, querida. é pena que a tristeza é a inspiração...
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